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Tertúlia com Otávio Martins

 
 

Tertúlia com Otávio Martins

Algumas pessoas nunca conseguem fazer amigos

Escrito por Duilio Ferronato às 23h54

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Conversa com o índio Timoteo Verá

 
 

Conversa com o índio Timoteo Verá

Cacique da aldeia Guarani Tenundê Poran

 

DF – O que vocês pretendem com essa manifestação ?

Timoteo – primeiro, e mais urgente, que o coordenador seja afastado. Isso tem que ser a primeira medida. Depois estamos pedindo com urgência que sejam disponibilizadas mais viaturas para as aldeias da região sul.

DF – o que são as viaturas ? ambulâncias ou policiamento ?

Timoteo – chamamos de viaturas os carros que ficam a disposição da aldeia para qualquer emergência : pode ser uma mulher grávida, um doente, uma picada de cobra ou compras de produtos. Hoje temos 1 viatura para 8 aldeias. Não é viável.

DF – A aldeia não consegue comprar um carro ?

Timoteo – sem condições ! Não temos renda suficiente nem para comprar comida. As aldeias vivem do turismo e de artesanato, e isso gera pouca renda. Dependemos da Funasa para a área da saúde e educação.

DF – e o que a Funasa tem feito ?

Timoteo – antes de entrar esse coordenador a gente era mais ou menos enganado. Nós pedíamos 10 coisas e eles nos davam 5. E nós continuávamos insistindo. Nos últimos 2 anos, desde que esse coordenador entrou, nós pedimos 10 coisas e ele não mandam nada e ainda tiram o pouco que temos.

DF – Tiram como ?

Timoteo – O Pólo Base está sendo despejado por falta de pagamento do aluguel.  Alguns Pólos Bases tem tido a água e luz cortados por falta de pagamento. Somos dependentes dos Pólos Bases para várias coisas. Eles deveriam servir de intermediários entre as Aldeias e a Funasa, mas estão em perigo de desaparecer.

DF – o senhor acha que esta manifestação está sendo positiva ?

Timoteo – as pessoas estão entendendo que estamos fazendo uma manifestação pacífica. Não fizemos reféns e nem agredimos ninguém. Ocupamos o prédio em paz e assim iremos continuar.

DF – como o senhor acha que as pessoas enxergam os índios ? Eu tenho impressão que a imagem do índio é muito negativa aqui na cidade.

Timoteo – é como a imagem da favela. Você ouve as pessoas falarem que na favela do Morumbi moram bandidos e ladrões, mas a maioria que mora lá é trabalhador. Claro que a fruta podre faz a imagem do lugar parecer ruim. É o mesmo com as aldeias. A grande maioria, é gente honesta e trabalhadora. Mas só se vê a imagem do índio bêbado e encrenqueiro. Dizem que nós comemos gente, mas isso é absurdo.

DF – o senhor acha que com esta aproximação de vocês com as pessoas do centro da cidade, vai mudar alguma coisa ?

Timoteo – nestes últimos dias, muitas pessoas têm vindo falar com a gente. Eles param, conversam e querem saber como é nossa vida. Os jornais também estão mostrando um lado positivo da nossa vida, alguns mais ignorantes...ainda chamam a gente de vagabundo, mas isso é gente que não conhece nossa realidade.

DF – quantas pessoas moram na sua Aldeia ?

Timoteo – a nossa tem 1.000 pessoas e um território de 26 hectares.

DF – parece ser uma aldeia grande.

Timoteo – em número de pessoas é sim, mas o território é o menor demarcado do Estado.

DF – E as condições de saúde de sua aldeia são boas ?

Timoteo – As aldeias do município de São Paulo têm uma certa vantagem. No governo da Martha Suplicy foi criado o projeto CECI (Centro Educacional Cultural Indígena), e esse centro ajudou  muito a melhorar nossa vida. Fora do município as aldeias estão em mas condições.  

DF – e até quando vocês pretender ficar aqui ?

Timoteo – até que alguma medida seja apresentada para nós. Estamos dispostos a resistir pacificamente por muito tempo. Mais índios estão chegando e vamos nos revezando até conseguirmos que nossos pedidos sejam atendidos.

Escrito por Duilio Ferronato às 18h29

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Conversa com a índia Nambi

 
 

Conversa com a índia Nambi

DF – Tem poucas mulheres por aqui, por quê ?

Nambi – A grande parte das mulheres tem filhos pequenos e é mais difícil para as mulheres ficarem na rua. Hoje nós dormimos na rua.

DF – Dormiram aqui na calçada ?

Nambi – Foi, aqui mesmo.

DF – E como fizeram com comida e banheiro ?

Nambi – As pessoas estão ajudando a gente com comida e cobertores, banheiro as mulheres podem usar lá de dentro do prédio da Funasa, mas os homens não podem mais entrar, eles têm que procurar banheiros pelos bares. Eu tomei banho na casa de uma senhora e eles estão há 3 dias sem tomar banho. E isso é muito ruim para os índios, nós tomamos banho a toda hora.

DF – Vou ligar para a Toca de Assis  e para o Projeto Protege e ver se eles podem arranjar lugar para vocês tomarem banho.

Nambi – ah, isso vai ser muito bom, porque nós só vamos sair daqui com alguma resposta da Funasa.

DF – O que vocês querem com essa manifestação ?

Nambi – Hoje estamos focando em problemas de saúde das aldeias. O principal é o saneamento que foi feito e a situação piorou. Construíram uma rede de esgotos que entope e vasa para dentro das casas. As crianças e até os adultos estão ficando doentes por causa disso.

DF – Está parecendo daquelas obras públicas que têm que ser refeitas umas 5 vezes até ficarem boas.

Nambi – A nossa foi feita só uma vez e nunca ficou boa. Já na primeira chuva a fossa transbordou e a solução nunca chegou. Há 2 anos o órgão esqueceu da gente.

DF – A Funasa vem esquecendo de vocês ?

Nambi – o Diretor não é simpatizante com a causa indígena, ele foi colocado nesse cargo por indicação política e nunca foi nem visitar as aldeias. Não recebe os índios e quando nós procuramos por ele, ele sai pela porta dos fundos.

DF – Parece que ele tem uns parentes importantes...

Nambi – É, estão falando isso por ai, mas para nós o que importa é que a causa do índio não seja tratada como problema político e sim como problema de saúde e educação pública.

DF – Você acha que as pessoas estão simpatizando com essa manifestação ?

Nambi – É a primeira vez que fazemos isso, queremos que as pessoas entendam que não estamos exigindo nada que não temos direito. Temos direito à saúde e educação como qualquer cidadão e só estamos aqui pedindo que isso seja atendido.

DF – Vocês são atendidos em hospitais comuns ou vocês têm algum tipo de apoio especial.

Nambi – Temos uma base de apoio, que atende os casos mais simples e os casos mais graves são encaminhados para os hospitais. Mas nossa Base de Apoio do Vale do Ribeira está sendo despejada por falta de pagamento do aluguel.

DF – Quem deveria pagar o aluguel ?

Nambi – a Funasa. Eles não têm feito o pagamento dos agentes de saúde há 3 meses e os remédios não chegam mais.

DF – Os índios têm uma imagem ruim com a sociedade, não é raro eu escutar as pessoas dizendo que o índio é preguiçoso ou bêbado.

Nambi – Eu aprendi isso com meu pai : ele disse que chamavam a gente de preguiçoso, mas nós cortamos uma árvore com machado de pedra e construímos nossas casas com material da mata. Depois fomos proibidos de cortar árvores, mesmo para construir, fomos proibidos de falar nossa língua e fomos limitados em um território muito pequeno. Passamos a depender de doações a ações do Governo. Não queremos isso. Queremos desenvolver nosso trabalho e ter nossa própria renda. A Funasa deveria ser o órgão que facilitasse essa transição, mas todas nossas propostas ficam engavetas por anos e não conseguimos levar nada para frente. Não somos preguiçosos, somos presos em aldeias sem perspectivas e com jovens com baixa auto estima porque não podem colocar nada para frente.

DF – Como é a educação na aldeia ?

Nambi – Cada aldeia deveria ter uma casa de cultura, que funciona como escola e centro de convivência. Na escola as crianças estão estudando os problemas indígenas e as questões brasileiras. Antes só estudavam português e matemática. Agora estão recebendo uma educação mais abrangente e a nova geração estará mais capacitada para negociar com esses órgãos que têm nos enrolado há muitos anos.

DF – Vocês têm algum deputado que apóia sua causa ?

Nambi – Na época das eleições aparecem alguns candidatos com propostas, nos acreditamos e votamos neles, depois eles desaparecem e só voltam nas outras eleições.

DF – ah, isso eles fazem com todo mundo, não é só problema de índio.

Nambi – Em alguns Estados têm políticos mais voltados para a causa do índio, mas no Estado de São Paulo não tem.

Escrito por Duilio Ferronato às 14h15

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Laila Dominique

 
 

Laila Dominique

Chique por dentro e por fora

Escrito por Duilio Ferronato às 15h04

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Tertúlia em Arrulhos com Juscelino Wabes e Anelie Schinaider

 
 

Tertúlia em Arrulhos com Juscelino Wabes e Anelie Schinaider

Conversa de adolescente

 

Escrito por Duilio Ferronato às 13h32

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Tertúlia com Odara Carvalho e Chico Ribas

 
 

Tertúlia com Odara Carvalho e Chico Ribas

Um amigo dizia que não vai conseguir ficar rico porque tudo já foi inventado e que não existe mais nada para inventar. Tadinho, ele não fica rico por absoluta falta de imaginação e talento para ganhar dinheiro. Não tem nada a ver com coisas para inventar ou coisas que ainda irão surgir.

Mas do mesmo jeito que algumas profissões andam sumindo, outras andam aparecendo. Você já imaginou ter uma contadora de estórias particular para você tirar uma sonequinha no meio da tarde ? Pois é, essa é uma profissão que parece ainda não descoberta, mas que faria o maior sucesso nesta cidade tão maluca.

 A Sabina escreveu o texto e ela tem um blog  www.limasdapersia.blogspot.com 

 

Escrito por Duilio Ferronato às 13h23

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Tertúlia com Luis Marmora

 
 

Tertúlia com Luis Marmora

Sair de férias é a solução. Mas ficar cansado no trabalho parece ser melhor do que perder o emprego.

 

 Texto da Ariela Goldmann

Escrito por Duilio Ferronato às 13h12

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Comando Pitanga com Billy Castilho

 
 

Comando Pitanga com Billy Castilho

Durante a campanha para Prefeitura de São Paulo, um dos candidatos propôs cobrir o Rio Tietê e o rio Pinheiros. Para serem construídas pistas expressas. Ele alegava que isso iria resolver o trânsito caótico da cidade. Não ganhou a eleição, mas convenceu muita gente de que isso seria uma boa solução.

Parece que ainda não foi feita uma pesquisa sobre quanta importância uma pessoa dá ao carro e quanto ela dá às árvores. Obviamente, nesta cidade e na maioria do Estado de São Paulo, o carro ganharia fácil.

A árvore também perde para as vitrines. Nas ruas comerciais, os comerciantes tiram as árvores porque elas impedem a visão das vitrines.

A árvore também perde para a vassoura. No meu bairro os vizinhos não querem árvores na frente de suas casas porque a árvore suja muito. É claro que em dia de sol tem briga pelas vagas nas sombras das poucas árvores restantes.

A árvore também perde para o vandalismo. Não é difícil de ver uma árvore quebrada pelas ruas. A prefeitura planta e vem um babaca e quebra. Ainda não entendi porque eles quebram as árvores, mas deve ser alguma coisa relacionada com  testosterona mal usado.

E tem também o pessoal da manutenção dos fios elétricos e telefônicos. Eles chegam com umas serras poderosas e mandam ver. Deixam a árvore parecendo um espantalho.

O Comando Pitanga foi inspirado nos grandes espaços sem verde que existem nesta cidade.  

Escrito por Duilio Ferronato às 00h29

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Tertúlia - vende-se poesia

 
 

Tertúlia - vende-se poesia

Qual mascara você usa para trabalhar ?

 

Escrito por Duilio Ferronato às 11h01

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Tertúlia - La Diva com Priscilla Carvalho

 
 

Tertúlia - La Diva com Priscilla Carvalho

Uma celebridade muito equivocada

Escrito por Duilio Ferronato às 14h23

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Tertúlia - ainda bem que vocês chegaram com lavínia pannunzio

 
 

Tertúlia - ainda bem que vocês chegaram com Lavínia Pannunzio

Afinal quando custa ter amigos ?

A Lavínia está em cartaz com o espetáculo :
SOLTANDO OS CACHORROS
Sesc Avenida Paulista - tel. 3179-3700. Qua. e qui.: 20h30.
Até 23/4

 

 

Escrito por Duilio Ferronato às 03h42

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Tertúlia - Ainda bem que vocês chegaram com Gustavo da Palma

 
 

Tertúlia - Ainda bem que vocês chegaram com Gustavo da Palma

Tem gente que perde a confiança nos amigos e passa tratar todo mundo mal.

O Gustavo está em cartaz em :

Chorávamos Terra Ontem à Noite

Viga Espaço Cênico Rua Capote Valente,  1323 – Tel.  3801.1843

Sábado às 21h e Domingos às 19h

Escrito por Duilio Ferronato às 14h17

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Tertúlia com Isabel Teixeira

 
 

Tertúlia com Isabel Teixeira

Ainda bem que vocês chegaram é sobre 3 pessoas que têm dificuldades com os amigos. Cada um tenta, de sua maneira, manter amizades nada sinceras.

Escrito por Duilio Ferronato às 01h35

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Tertúlia - Justo Hoje

 
 

Tertúlia - Justo Hoje

mais um migrante que caiu no golpe da gostosa

Escrito por Duilio Ferronato às 11h35

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Tertúlia - Negro Amor

 
 

Tertúlia - Negro Amor

Celso Sim e Webster Santos cantam Negro Amor na Estação da Luz

o Celso tem um site www.celsosim.com.br

Escrito por Duilio Ferronato às 14h25

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Duilio Ferronato Duilio Ferronato, 46 anos. É arquiteto.

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