Blog do Duilio
 

Rodoanel sem dono

 
 

Rodoanel sem dono

Régis segue bloqueada após desabamento de obra

 

http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2009/11/14/ult4469u48810.jhtm

 

Até ontem o Governo Estadual fazia propaganda dizendo que o Rodoanel seria uma obra deles e o Governo Federal dizia que a obra seria uma conquista do PAC.

 

Agora um pedaço de um viaduto caiu sobre carros num ponto importante da pista Regis Bittencourt. Aposto que ninguém mais quer ser dono do Rodoanel. Vai ser um empurra-empurra como foi o do buraco que desabou no metrô.

 

Esse negócio de montarem um consórcio de empreiteiras para terminar uma obra é a maior sacanagem que já inventaram. Ninguém pode ser responsabilizado porque são mais de 40 diretores e com advogados poderosos cada um. Não há juiz neste país que consiga lutar contra tanta força. Os consórcios foram criados para executar grandes obras, mas o efeito colateral disso é que não há mais um responsável direto por nada. Nem engenheiros  que possam ser responsabilizados pelo problema. O sujeito que comanda dá a palavra final sobre o material a ser usado na obra, provavelmente, só vai até o canteiro de obras em dias de eventos oficiais e não ouve as recomendações dos engenheiros locais que dizem que isso ou aquilo deva ser alterado.

 

O engenheiro encarregado, que é quem fica na obra dia e noite, tem obrigação de verificar se está tudo sendo feito de acordo com o projeto e é ele quem alerta para possíveis erros ou ajustes  de projeto. Só que, com a velocidade que a obra tem que correr e a pressão política sobre a diretoria, as recomendações do encarregado não chegam nem a ser consideradas. A obra tem que continuar. Essas são as prováveis causas do buraco do metrô ter desabado, do viaduto ter caído e de tantas problemas que  surgem logo depois da conclusão de uma obra pública: o engenheiro encarregado do canteiro não é ouvido e não há um diretor responsável para ser culpado.

Escrito por Duilio Ferronato às 10h03

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Churrasco de gato

 
 

Churrasco de gato

No link :    http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u651735.shtml

 

 

Churrasco de gato é uma dessas lendas que se ouve desde sempre. E com essa migração gigantesca de coreanos para São Paulo a lenda começou a aumentar. Pior ainda é que agora comprovaram que a lenda não era só conversa fiada: era verdade!

 

Será que a lenda do homem do saco é verdade também ? Aquela que um homem com saco nas costas levava as crianças para vender para o circo.

 

E aquela lenda da loira do banheiro ? virgi, essa dá medo. Um amigo disse que sempre vê um vulto de mulher quando passa pela Marginal Pinheiros, bem no lugar onde uma mulher foi atropelada.

 

A lenda dos jacarés nos bueiros ninguém mais fala disso, coitados dos jacarés – se existissem não ficariam nos bueiros. Capivaras eu já vi na margem do Tietê.

 

E a história de olhar no espelho depois de comer ? Essa é tão absurda que já foi esquecida totalmente. Deve ter surgido numa época em que as pessoas não usavam fio dental logo após o almoço e nem escovavam os dentes.

 

A lenda do churrasco de gato não surgiu do nada. Por volta de 1900 os moradores de São Paulo caçavam tudo que se mexia com espingardas. E os gatos eram os favoritos dos caçadores. Depois faziam churrasco com eles. Isso você encontra em  crônicas da época.

 

Nunca li nenhuma crônica ou história antiga da cidade falando de gente que comia cães. Mas uma vez quando meu cachorro sumiu e eu comecei a perguntar pela vizinhança, uma vizinha me disse que os chineses da loja de presentes comiam cachorros e o meu poderia ter virado churrasco. Eu tinha uns 8 anos e chorei por dias pensando no triste fim do meu cachorro, mas nunca fiquei sabendo o que tinha realmente acontecido com ele. Só que também nunca mais nem passei na frente da loja dos chineses.

Escrito por Duilio Ferronato às 12h19

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Pequenos ódios

 
 

Pequenos ódios

Venho desenvolvendo uma certa raiva por donos de Ford Ka. Não sei se é justificada, mas toda vez que ouço uma buzina neurótica, vejo alguém dentro de um Ka bufando.

Deve ser só coincidência ou implicância minha. Não gosto muito do design do Ka e sempre fico achando que as pessoas não podem ser felizes tendo um carro feio desses.

E, hoje mesmo, bem ao meu lado, um motorista de um Ka enfiou a mão na buzina porque o carro da frente tinha morrido. E não demorou nem 10 segundos para o motorista da frente recuperar o ritmo, mas o dono do Ka além de enfiar a pata na buzina passou xingando o outro. Só pode ser culpa da Ka.

 

Talvez seja esse o motivo dos ódios. Primeiro acontece alguma coisa com você que deixa um trauma. Depois acontece outra coisa ruim e fica outro trauma. E por coincidência um dos elementos do trauma se repetiu nos dois eventos. Já cria um certo receio. E se acontece pela terceira vez um fato traumatizante e aquele infeliz elemento estava presente mais uma vez: pronto ! O ódio está instalado.

 

Os preconceitos não são totalmente sem fundamento, já que são baseados em experiências de uma pequena parcela de uma população que fez repetidamente algo que deixou alguém traumatizado. E esse trauma vai sendo transmitido por gerações, mesmo que o fato inicial já nem exista mais. Os ódios surgem de pequenas coisas que vão crescendo e depois você nem sabe mais porque odeia aquela coisa.

 

No meu caso só odeio os Ford Ka e seus motoristas porque acho que todos são maníacos por buzinas. Não deve ser verdade, mas vai ser difícil  tirar isso da minha cabeça.

 

Bem, pelo menos não tenho ódios por raças, nacionalidades (ops, tenho que confessar que tenho uma certa birra com americanos) e nem odeio de verdade meu vizinho - só gostaria que ele ganhasse na Mega Sena e mudasse para bem longe daqui.

 

Escrito por Duilio Ferronato às 00h38

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É culpa dos marcianos

 
 

É culpa dos marcianos

Os marcianos não são homenzinhos verdes como dizem por aí. Eles nem são homens e nem mulheres, são um tipo sem gênero. Já que eles não se reproduzem sexualmente. A reprodução é sempre em laboratórios, como será a nossa daqui uns anos.

 

Eles não podem ser vistos pelos astrônomos porque moram no interior do planeta, não moraram sempre lá, antes moravam na superfície como nós, mas foram acabando com tudo e toda diversidade que acabaram ficando sem nada. Transformaram o planeta num grande deserto e só sobrou o interior.

 

Hoje eles comem energia. Vivem de sugar o calor do sol e do interior do planeta, só que nem sempre é suficiente. A população cresce sem parar e eles vivem cada vez mais. Alguns marcianos chegam a viver 180 anos e são bem gordos.

 

A solução para que eles continuem vivos é sugar um pouco da nossa energia. E de tempos em tempos eles mandam uma nave, que é parecida com um navio petroleiro, para pegar emprestado  alguma energia. Eles normalmente preferem pegar madeira ou óleo, mas ontem  pegaram um monte de eletricidade.

 

Foi por isso que faltou luz em quase todo país. Mas não se preocupem, eles pegaram suficiente por alguns anos e só voltam depois que as obras do PAC estiverem prontas.

Escrito por Duilio Ferronato às 09h27

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Arquiteto é mais respeitado do que jornalista

 
 

Arquiteto é mais respeitado do que jornalista

A Lya Luft numa de suas colunas na revista Veja disse que ficou espantada com a grande quantidade de gente que tenta se passar por ela depois que ela começou a escrever para a revista.

 

Ao mesmo tempo o que mais me espantou depois que comecei a escrever na Folha, há um pouco mais de 3 anos, foi o número de pessoas que me convidam para trabalhar de graça. Talvez seja uma prática normal entre os jornalistas, ou entre os editores. Pagar mal eu já  percebi que quase todas as revistas pagam.

 

Antes de começar a escrever eu tinha uma ideia equivocada de que os jornalistas eram bem pagos e respeitados. Engano meu. É mais ou menos como o trabalho de policial: ganham mal e têm que ficar fazendo bicos para ajudar no salário.

 

Duas profissões que ainda não entendo como podem ser mal pagas. Se o policial não se dedica inteiramente ao serviço, acaba fazendo burradas quando é exigido. E o jornalista acaba tento que escrever muito, sem ter tempo de refletir e tendo que cumprir uma meta quase industrial.

 

As revistas normalmente oferecem R$ 200 ou R$ 300 por um artigo de uma página. Isso seria até bom se não fosse preciso pesquisar o assunto e nem fazer entrevistas. Mas normalmente eles pagam isso para uma matéria com muita pesquisa e algumas entrevistas. Coisa que levaria alguns dias para fazer. Valor muito baixo para o tanto de trabalho. Talvez por isso surjam tantas matérias mal apuradas. Pouco dinheiro, resulta em trabalho pela metade.

 

Mas pagar mal é melhor do que não pagar nada. Além de ofertas ruins de pagamento recebo ofertas para escrever sem ganhar nada. Uns alegam que escrevendo na revista deles eu teria bastante divulgação ou que eu poderia colocar meu site ou blog para que mais gente conhecesse. Essa é uma das justificativas mais impressionantes que ouço e que normalmente vêm de editores de outros Estados. Aqui em São Paulo, raramente alguém pede para você trabalhar de graça, é sempre mal pago, mas sempre tem algum dinheiro envolvido. Mas de graça só mesmo dos Estados mais afastados. E estranhamente essas revistas são sempre ligadas à empresas grandes. Como pode uma grande empresa esperar que alguém trabalhe para eles de graça ? Fico imaginando se a mentalidade de trabalho escravo não permeia essas empresas que financiam essas revistas.

 

Houve uma época que eu me arrependia de não ter estudado jornalismo. Mas hoje percebo que fiz a escolha certa. Ser arquiteto é muito mais respeitado do que ser jornalista, pelo menos ninguém me pede para fazer um projeto de graça. No máximo que ouvi até hoje foi de uma mulher com pouco cérebro dizer: Mas tudo isso só por um desenhinho ?

Escrito por Duilio Ferronato às 10h05

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Colega de trabalho

 
 

Colega de trabalho

Você trabalha com gente bacana ou tem que aguentar uns animas ?

 

Escrito por Duilio Ferronato às 11h20

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Atacado pelo sorvete

 
 

Atacado pelo sorvete

 

Aqui na cidade está fazendo tanto calor que o chão anda derretendo, e não é exagero! O asfalto está meio mole de tanto calor.

Difícil é resistir aos sorvetes. Tem de todos os tipos, dos de R$ 0,50 até os de R$ 20,00. Como ando evitando comer doces, finjo que não enxergo os sorvetes. Só em emergências é que posso tomar.

E foi um caso de emergência. Estava passando na frente da padaria e a foto do sorvete quase me atacou. Era uma foto linda de sorvete de chocolate ao leite da Nestlé. Tentei resistir, mas não consegui. Comprei um pote de 2 litros.

 

E foi mais uma dessas fotos que não tem nada a ver com o produto de dentro. A embalagem mostra um sorvete de cor escura de chocolate e dentro tem um sorvete de cor caramelo. Decepção brava e piorou na primeira colher. Onde foi parar o gosto de chocolate ?

 

O sorveteiro da Nestlé deve estar meio perturbado ou esqueceu de colocar chocolate na receita. A massa tem gosto levemente achocolatado.

 

Eu só queria saber quem foi que inventou essa coisa absurda de achocolatado! Esse sujeito deveria passar o resto da vida na cadeia.

 

Se fosse só no Nescau e nos produtos similares, eu aguentaria. Mas o gosto achocolatado invadiu tudo. Virou um produto comum. Até os chocolates estão virando achocolatados. O Sonho de Valsa já virou faz tempo e os outros antigos ou viraram isso ou viraram manteiga. Pior: amanteigado!

 

Voltando ao sorvete: tive que comer quase tudo por gula. Mas vou tentar nunca mais comprar. Aliás desses sorvetes de 2 litros de marcas comuns só tenho gostado dos de creme, que pelo menos não tem uma foto mentirosa.

 

Escrito por Duilio Ferronato às 00h06

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O Guaraná e o controle remoto

São as coisas que menos combinam no mundo. Um gruda você na poltrona e o outro faz seu coração acelerar.

Quando lançaram o controle remoto eu me lembro de um vendedor das Casas Arapuã dizendo que  seria uma invenção libertadora. Engraçado que não me lembro da cara dele, mas lembro dele tentando convencer meu pai a comprar uma TV com controle remoto e os argumentos eram muito futuristas, quase como as propagandas de alguns celulares de hoje. A justificativa mais usada era aquela de que você não iria precisar levantar para mudar de canal. E de fato,hoje, não é possível assistir televisão sem um controle na mão.

Talvez daqui uns 200 anos quando fizerem um levantamento sobre nosso século os pesquisadores comecem a acreditar que a imagem que mais define nossa época seja de uma pessoa gordinha na frente da televisão com controle na mão e comendo tranqueiras ou de um adolescente grudado na frente de um computador.

Imagens meio tristes. Pensar que o controle não libertou ninguém. Prendeu. E prendeu de dentro para fora. O viciado em controle parece ser o mesmo que é viciado em segurança. Um dia um conhecido disse que não ia ao cinema porque os filmes eram sempre  lançados em DVD e assistir em casa seria mais seguro do que ir ao cinema. Estou começando a achar que quem inventou essa neurose de segurança foi o fabricante de controle remoto que é irmão do fabricante de sistemas de alarmes e essas coisas estranhas.

Deve mesmo haver uma ligação entre todas essas coisas. O sujeito toma café ou guaraná para estimular na hora do trabalho e quando volta para casa toma maracujá para ficar na frente da TV e se sentir seguro.

Ouvir as palavras tranquilidade e segurança nas propagandas de condomínios é o mais comum.  Parece que a sensação de segurança, tranquilidade, controle e paz foram se juntando e transformaram o homem contemporâneo num homem mais do que previsível e controlável. Estímulo só na hora do trabalho e em casa, bem seguro, só tranquilidade de uma poltrona confortável na frente da TV. Nada mais alienador.

Escrito por Duilio Ferronato às 10h51

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A Minissaia e a Bundinha

 
 

A Minissaia e a Bundinha

Um dia a Minissaia conheceu a Bundinha. E elas se apaixonaram perdidamente. Fizeram juras de amor e queriam se casar. Mas o pai da Bundinha não gostou nada da ideia e proibiu que elas continuassem se encontrando.

Elas ficaram arrasadas. Todo mundo dizia que uma tinha nascido para a outra. E foi uma choradeira. A mãe da Bundinha, a dona Bundona, tentou consolar a filha, mas nada conseguia tirar o pensamento fixo da cabeça, ou de algum outro lugar que a Bundinha usava para pensar, de que a Minissaia era a verdadeira companheira dela.

A Minissaia era muito menos emotiva do que a Bundinha e pensou numa saída para a crise com o pai da Bundinha: mandou uma carta secreta para Bundinha recomendando que ela fosse estudar alguma coisa meio da moda numa dessas faculdades que é só saber escrever o nome e pronto. E a Bundinha gostou da ideia - porque toda Bunda que se preza gosta de dizer que fez faculdade e que já leu algum livro. (mesmo todo mundo sabendo que Bunda só lê os resumos dos livros e mesmo assim não entende nada.)

E resolveram estudar alguma coisa que tivesse a ver com viagens, apesar das 2 só conhecerem mesmo Caraguá e Mogi.

Até foram felizes nos primeiros meses. Tiveram muitos encontros, sentavam lado a lado e o seu Bundão, pai da Bundinha, nunca desconfiou que a Bundinha estivesse se encontrando secretamente com a Minissaia.

Mas um dia as Calcinhas e os Sutiãs fizeram um protesto porque começaram a achar que o amor das duas era imoral e indecente. Foi um escândalo nacional. Afinal estamos no país dos Bundas e levantar esse assunto sempre dá muita repercussão.

O dono da Faculdade era um deputado famoso que tinha cara de Bunda mas na verdade era um Orelha. E vocês sabem muito bem que os Orelhas só querem mesmo é se dar bem e não querem nem saber dos problemas dos Bundas e das Minissaias. O seu Orelha tentou abafar o caso o mais que pode, disse que iria apurar, que iria verificar, que iria punir e todas essas promessas que os Bundas adoram ouvir, mas que depois de 1 semana já não lembram mais de nada. E olha que na faculdade do seu Orelha estudavam muitos Bundas que até chegaram a fazer protestos com narizes de palhaço.

O caso ainda não teve fim, já que no país dos Bundas as coisas raramente são solucionadas.

Escrito por Duilio Ferronato às 23h14

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Atropelaram o orelhão

 
 

Atropelaram o orelhão

 

Foi na esquina da rua almirante Barroso com a rua Cachoeira, perto de onde um dia já morou Nelson Gonçalves.

A morte não foi instantânea. Foi meio lenta. O socorro levou 3 dias para chegar e quando chegou o coitado já estava sem as partes metálicas e faltavam todos os fios. Quem levou é um mistério, quem atropelou é outro mistério. Se houve testemunhas, essas se calaram, com fazem quase todas as testemunhas.

Mas a promessa é que chegue outro rápido, afinal orelhões ainda são muito usados para ligar a cobrar para o celular de  quem ainda tem crédito.

E a morte do orelhão ainda foi coroada com muito lixo. A esquina onde vivia o finado orelhão também é o ponto preferido para os moradores colocarem as sacolinhas de lixo.

O pobre orelhão agora foi retirado e levado para um cemitério de coisas quebradas. Ele vai ficar lá por um tempo e depois terá suas partes vendidas como sucata para empresas de reciclagem. Pobre orelhão. Era bem jovem. Menos de 4 meses. O sua antecessor foi seqüestrado e nunca foi devolvido. Talvez tenha ido parar no Paraguai ou África. E o antecessor do antecessor também foi atropelado.

Estranho pensar que mais de um foi atropelado na mesma esquina. Os pilotos de finais de semana adoram correr pela rua Cachoeira. E, quando dão azar, são sempre vistos  grudados nos postes, nos muros ou sendo carregados pelas ambulâncias.

Mas atropelar um orelhão nunca é muito fatal; o carro, na maioria das vezes, consegue andar e quando não anda, o guincho do seguro chega muito mais rápido do que o carro da polícia.

Escrito por Duilio Ferronato às 14h39

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Duilio Ferronato Duilio Ferronato, 46 anos. É arquiteto.

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