Blog do Duilio
 

Frango com abóbora e batata doce

 
 

Frango com abóbora e batata doce

Tenho tentado tirar o óleo de todas as receitas e comecei fazendo arroz sem óleo, e funcionou. Na verdade estou tentando não comer carne, mas é meio difícil, por hora vou tentar ficar sem óleo e só nas carnes brancas, depois tento diminuir mais ainda as carnes.

Piquei um tomate bem pequeno e coloquei direto na panela, quando já estava desmanchando despejei o arroz e o sal. Mexi um pouco e coloquei a água quente. Ficou muito bom e sem gosto de óleo. Um tomate foi suficiente para 2 xícaras de arroz.

O frango foi bem fácil. 1 quilo de coxas e sobre-coxas. Direto na panela quente com um tomate também desmanchando. Deixei o frango dourar um pouco e coloquei mais 4 tomates bem picados. Ficou cozinhando por quase 1 hora. Tem que acrescentar um pouco de água quente, caso seque. Ops, esqueci de dizer que  coloquei tomilho fresco. Outra coisa que tenho gostado muito é de ter essas ervas em vasinhos. Fica muito bom colocar para dar um gostinho extra.

Depois de cozido é só colocar a abóbora e a batata doce sobre o frango e deixar cozinhando no vapor do frango por mais uns 15 minutos. Tente não mergulhar na água os legumes, eles ficam mais duros e mais saborosos.

Não sobrou nada, comemos tudo. Deu certo. A foto ficou ruim, mas a comida ficou muito boa. (Não sei como o Marcelo Kats faz as fotos dele, um dia ele me mostrou uma câmera comum e disse que fazia tudo com ela, mas eu não acredito. Japonês já nasce sabendo fotografar, deve ser isso.)

Escrito por Duilio Ferronato às 23h24

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Caminho das Índias

 
 

Caminho das Índias

O verdadeiro final

 

Escrito por Duilio Ferronato às 23h30

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A novela – capítulo 30 – negócio arriscado

 
 

A novela – capítulo 30 – negócio arriscado

Algumas pessoas desenvolvem uma ideia fixa e não arredam o pé. Custe o que custar – e não é programa de TV – a Yolanda é uma dessas pessoas.

Ela acreditava que o filho bastardo do sobrinho era uma ameaça e não conseguia nem pensar na possibilidade de juntar forças com o rapaz ou de, pelo menos, tentar uma aproximação. Continuava perseguindo o moço como o Dick Vigarista no desenho Corrida Maluca fazia : armava um monte de armadilhas e perdia todas as chances de ganhar a corrida - porque perdia tempo tentando sacanear com os outros. A Yolanda é uma mistura de Dick Vigarista com Nicéia Pitta. Uma mulher cheia de ódios e com propósitos equivocados na vida. Estranhamente, ao contrário do Dick Vigarista, essas pessoas se dão bem por um longo tempo, é claro que lá no fim da vida acabam sozinhas. Afinal a gente tem que acreditar que a vida é justa e que os malvados vão sofrer no fim da história... bem não sei se isso é verdade, mas prefiro pensar que sim.

A Yolanda não conseguia relaxar, a simples ideia do Mel estar vivo já a fazia ficar furiosa. Se fosse lá em Alagoas ela já teria arranjado alguém para dar fim no Mel, mas aqui é um pouco mais arriscado fazer esse tipo de coisa. Lá em Alagoas vocês devem lembrar do caso do PC Farias, pois é, é mais ou menos assim que as coisas ainda são resolvidas por lá entre os poderosos.

 

 

Aqui acho que não é assim, se fosse liberado dar fim nos chatos, eu já teria dado um fim no meu vizinho e mais alguns outros chatos; mas não dá, tem que resolver de outro jeito. E o jeito que a Yolanda arranjou não foi lá muito criativo, mas sempre e funciona.

Ela resolver incriminar o Mel por um crime que ele não tinha cometido. Ah, eu sei que vocês vão dizer que isso é um golpe manjado e que ninguém iria acreditar nisso, mas isso é uma novela e pode quase tudo. Bem ela conseguiu convencer uma das secretárias do escritório onde o Mel trabalhava a ficar do lado dela (isso nem custou muito, a secretária aceitou trair o colega de trabalho por R$ 2 mil). Coisa de gente sem caráter.

O plano inicial era sumir com alguma coisa do escritório e colocar a culpa no Mel, mas isso seria difícil, já que o Mel era de total confiança dos chefes e seria muito arriscado fazer algo do tipo.

A Yolanda resolveu depositar R$ 50 mil na conta do Mel e contratou um escritório de advogados rivais para deixar escapar que tinha subornado o Mel a liberar informações confidenciais. E ainda mostrariam o comprovante de depósito.

Seria uma bomba. Uma ideia genial. Eles planejaram tudo nos mínimos detalhes. Estudaram casos do escritório e armaram tudo para que a secretária roubasse informações confidenciais, passasse para os rivais e deixasse a culpa cair no Mel.

O que a Yolanda não contava é que a secretária não era de muita confiança. É claro que uma pessoa que faz uma sacanagem dessas com um colega, faria com qualquer um.

E outra coisa que a Yolanda não contava, mas essa parte eu vou deixar para contar na próxima semana porque é meio difícil de acreditar.

Escrito por Duilio Ferronato às 23h21

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Comeback - "Valerie: After The Laughter"

 
 

Comeback - "Valerie: After The Laughter"

Gente que não tem nada a dizer sempre acha que o que diz é muito importante.

Escrito por Duilio Ferronato às 11h47

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As 3 casinhas sem jardim

 
 

As 3 casinhas sem jardim

 

Essas casinhas, aqui do Brás, têm mais de 50 anos. Já foram residências, certamente, mas hoje são casas comerciais. Cada vez mais raro de se encontrar gente  morando em casas aqui na cidade. A violência e os altos preços espantam todo mundo.

E as casinhas, que sobraram, vão sendo reformadas de um jeito estranho, com a fachada deformada e tirando toda graça do projeto. A maioria já foi demolida para que um prédio seja construído.

Nessas 3 casinhas, a que mais alterou o jardim foi a do meio e está sendo usada por uma imobiliária. E as imobiliárias deveriam ser como uns guardiões da boa arquitetura, mas infelizmente, aqui em São Paulo, isso está longe de acontecer. Os corretores imobiliários adoram prédios horrorosos que vendem rápido, adoram calçadas sem árvores, adoram casinhas com fachadas com aquelas texturas e adoram garagens no lugar de um quintal com árvores.

Um jardim é visto, por um corretor, como potencial construtivo e um quintal é entendido como lugar para um puxadinho. E eles até dizem isso na hora da venda: neste quintal dá para construir uma área para churrasco.

Alguns estão começando a entender que um tanto de verde valoriza o imóvel, por isso alguns desses folhetos mostram fotos de árvores e pássaros. Mas isso ainda está só em poucos e caros folhetos. Os novos projetos da classe média são muito pavimentados e com pouca área verde.

Ao mesmo tempo, a cidade fica alagada facilmente porque o solo é todo impermeabilizado. A água da chuva não tem para onde ir, já que o chão não absorve mais nada e os bueiros não dão conta ou estão cheios de lixo.

E o mais engraçado é que a mesma pessoa que impermeabiliza um jardim ou um quintal é a mesma que sofre com inundações.

Escrito por Duilio Ferronato às 10h03

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A Onda

 A Onda

 

Um filme que parece óbvio do começo ao fim, totalmente previsível, mas você não vai conseguir desviar os olhos da tela.

Trata basicamente de manipulação de grupos. Um grupo que protege seus integrantes e ameaça os que não fazem parte.

Se já não bastasse o tema ser completamente relevante entre nós brasileiros, que já sentimos uma grande Onda evangélica cobrindo a todos, também trata de dedicação e limites.

Os atores são todos lindos, até os feios são bonitos e o cenário é daqueles que dá vontade de ir morar lá.  A escola é  moderna, com mesas limpas e em um tamanho adequado. Os professores dedicados ao extremo. Claro que todos com jeito de serem bem pagos e com bastante tempo para dedicação.

Já os alunos, são muito parecidos com os alunos brasileiros, só que um pouco mais bonitos, coisa de filme, talvez. Mesmo sendo muito bonitos para serem de verdade, convencem pela grande atuação.

As cenas fora da escola passam nas casas dos alunos ou na casa do professor. Um retrato muito fiel da rica Alemanha: com casas espaçosas e confortáveis, com ruas arborizadas, um lago limpo; e a casa do professor é de chorar de tão incrível.

Só que manipulação, até onde eu sei,  nunca levou nenhum grupo ao desenvolvimento humano, muito pelo contrário, sempre pregou um certo ódio contra os que não aceitavam a manipulação. Ser manipulado é uma condição que alguns aceitam com bons olhos, já que os inclui em algum grupo. Como se fazer parte de um grupo - já fosse suficiente para ser bom.

Nem pense em deixar de ver o filme.

A ONDA Die Welle. Alemanha, 2008. Direção: Dennis Gansel. Com: Jürgen Vogel, Christiane Paul, Frederick Lau. 101 min. Não recomendado para menores de 12 anos.

Escrito por Duilio Ferronato às 23h26

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O imbecil

 
 

O imbecil

 

Um sujeito facilmente identificável. Um imbecil pode ser identificado nos primeiros minutos de conversa.

Um imbecil não consegue esconder nada, é muito transparente e normalmente muito convicto de suas crenças. Em menos de 15 minutos ele já terá contado pelo menos 3 coisas das quais ele tem medo : medo de pegar doenças, medo de gente, medo de bicho, medo de máquinas e medos em geral. Não existe imbecil corajoso. Ele pode até dirigir o carro a 160 km/h. , mas tem medo de assalto no farol.

Outro jeito de identificar um imbecil é pelo grande apego as coisas sem valor. Ele adora coisas que dizem ter valor e na verdade a gente consegue viver muito bem sem elas.

Um imbecil é sempre, e inevitavelmente, egoísta.

Um imbecil não é totalmente burro. Às vezes, chega a ser considerado muito inteligente em certas áreas e até ganha muito dinheiro com isso. O que aumenta sua confiança na sua imbecilidade.

Um imbecil é perigoso, como são todas pessoas medrosas. O medo é um desses sentimentos que arrastamos de épocas remotas da nossa existência que traz consigo seus aliados mais perigosos. Um desses aliados é o ódio. Um imbecil além de ter medo de certas coisas, também tem ódio por elas e gostaria que as mesmas fossem extintas. O medo leva as pessoas a fazerem coisas absurdas e com conseqüências desastrosas. Normalmente um imbecil não faz isso sozinho. Ele sempre precisa de um grande imbecil para guiá-lo.

E como os imbecis são em grande número, não é de se estranhar que eles se agrupem com facilidade. Ah, sim. Eles adoram se agrupar. Um imbecil tem relações fortes com outros imbecis. Mas essas relações são facilmente quebradas se o medo entrar entre eles ou se algum elemento de seu patrimônio for ameaçado.

Os bandos de imbecis são sempre vistos nos mesmos lugares. Eles raramente se movimentam sem o aval do grupo. Não vão ao cinema se o grupo não aprovar o filme, não lêem se o grupo não aprovar (ah, sim, um imbecil sabe ler, apesar de diversas vezes não demonstrar) Os imbecis são fieis aos lugares que freqüentam. Vivem se repetindo.

Um bom imbecil adora uma celebridade e todas as futilidades que as envolvem.

É praticamente impossível você não se envolver com um imbecil. Eles estão em todas as partes e fazem parte de nossas famílias. Aliás o maior aliado de um imbecil é a família. Não é raro um imbecil dizer em público que a coisa mais importante para ele é a família. Mas brigará por herança com um irmão.

O amor do imbecil é diretamente relacionado ao interesse em comum e a segurança. É um sujeito que preza muito a segurança própria e de sua prole.

A gente pode até acreditar que um imbecil possa ser nosso amigo ou que ele irá nos respeitar. Mas quando você menos espera o imbecil irá lhe deixar na mão.

Escrito por Duilio Ferronato às 09h58

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Novela – capítulo 29 – o sumiço de R$ 50

 
 

Novela – capítulo 29 – o sumiço de R$ 50

Você já deve ter tido aquela sensação de ter perdido algum dinheiro ou que alguém tenha tirado da sua carteira. É uma dessas dúvidas que tiram sua tranqüilidade. Você começa a desconfiar de tudo e de todos. E no final nem tem certeza se perdeu, se gastou ou se foi roubado. E o mais chato é que nunca vai solucionar o problema. Talvez numa outra vida.

E numa sexta-feira o Jailson passou no caixa eletrônico e sacou R$ 100 para o fim de semana. Ele ainda tinha R$ 10 na carteira. Passou num mercadinho e comprou umas coisas e gastou uns R$ 20, depois foi para casa e saiu com uns amigos para tomar uma cerveja. Ficou na rua até tarde, bebendo ali na praça Roosevelt, no bar dos Parlapatões. Gastou uns R$ 15 e foi para a casa de um conhecido na rua Augusta para ver um DVD. Lá foram umas 4 pessoas e mais o dono da casa.

O Jailson tirou a carteira do bolso e colocou sobre uma mesa junto com o celular e a chave de casa. Às vezes essas coisas ficam incomodando no bolso e o melhor é tirar. Ficaram lá na casa desse amigo, bebendo e conversando até quase o sol nascer. Depois ele foi embora para casa e dormiu.

Só no dia seguinte ele foi à padaria comprar pão e percebeu que estava faltando uma nota de R$ 50. Hum. Que coisa estranha.

Começou a tentar lembrar de tudo que tinha feito. Refez o trajeto, as compras e os gastos da noite anterior. Tentou lembrar quando tinha sido a última vez que tinha visto a nota. Ficou remontando a cena de pagar a conta no bar umas mil vezes na cabeça para ver se conseguia lembrar da nota na carteira. Umas vezes tinha certeza absoluta de que a nota estava ali e em outras já não tinha.

Começou a desconfiar de que na hora que tinha tirado a carteira na casa do amigo, alguém pudesse ter tirado a nota. Coisa difícil de acreditar, já que eram todos conhecidos, não havia ninguém estranho e até onde ele sabia todos eram honestos. Ai que dúvida dolorida. Desconfiar de amigos é a pior sensação que uma pessoa pode ter na vida. É como perder as bases. Você fica tão decepcionado, ao mesmo tempo se culpando e a ansiedade vai tomando conta do seu peito e chega até a dar uma dor física.

Ele comentou com o Mel sobre o caso e o Mel levantou mais um monte de hipóteses. Disse que ele poderia ter deixado cair na hora em que foi pagar, ou que entregou uma nota de R$ 50 para pagar a conta e a moça devolveu o troco como se tivesse sido uma nota de R$ 20, essas notas são meio parecidas e até dá para confundir. E ele ficou repassando a cena mais um monte de vezes na cabeça, mas nada. A dúvida só foi aumentando. Depois ele começou a lembrar das histórias de vida de cada um que estava na casa do amigo. Lembrou até de uma história que um deles tinha contado há mais de 4 anos (pois é, eles eram todos conhecidos há bastante tempo) e lembrou que esse amigo disse que uma vez tinha roubado alguma coisa no supermercado. Mas depois tirou isso da cabeça porque afinal roubar ou comer escondido no supermercado é a coisa mais comum que existe. Principalmente naquele Pão de Açúcar da av. Higienópolis que cobra tudo mais caro e tem cada coisa gostosa.

Perder R$ 50 não é o fim do mundo, vai fazer um pouco de falta, mas a possibilidade de ter sido roubado por algum amigo é muito dolorida. Isso ele não vai esquecer tão cedo e ainda vai ficar olhando para os outros com aquele olhar de desconfiança que a gente nunca deve ter dos amigos.

Escrito por Duilio Ferronato às 10h37

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Não ganhei os R$ 20 milhões

 
 

Não ganhei os R$ 20 milhões

Nem sei porque ainda jogo. Talvez a emoção de ficar fazendo planos ou o gostinho de imaginar que poderia parar de fazer coisas que não gosto, ou a fantasia poder entrar na loja da Pajero e comprar um a vista, acho que iria querer uma vermelha. Meio sonho de classe média, mas não resisto a gostar desse carro. Até escuto a rádio Mitsubishi só para imaginar que tenho um carrão daqueles (desculpem admitir : sou apaixonado pelos Mitsubishi).

E já que é para sonhar, eu já aproveito e fico imaginando entrando no banco e dizendo para minha gerente que se ela cobrasse mais um centavo de taxa da minha conta, eu tiraria meus 20 milhões e levaria para o Itaú. Claro que iria querer ter conta no Personalitë, parece o banco mais chique da cidade, todos meus amigos ricos têm conta lá.

Bem, talvez eu fizesse como os ricos fazem : iria investir tudo em coisas que dão mais dinheiro ainda, mas pensando bem, eu só iria gastar e gastar e mais gastar. Dá tempo de gastar 20 milhões nos próximos 60 anos ? Hum, nem sei se eu vou viver tanto assim, aliás minha idade já está errada ali no meu perfil, vou ter que avisar o webmaster. Detesto ter que falar com eles. Credo. Na última terça, passei pela mesa deles e achei todos com cara de tristes. Eita empreguinho horroroso. Credo, mas acho que, se eu ganhasse, eu contrataria um que já saiu da Folha, o Alexandre. Ele era bem bacana e me ajudou bastante no começo do blog.

Ando pensando que eu também iria querer um cozinheiro particular. Desses que fazem umas comidas maravilhosas e na hora que você quiser. Delícia. Vou querer que ele faça uns jantares para os amigos. Acho que vou ter que trocar de amigos, os meus amigos são  uns durangos. O Julio iria dançar, o Luiz também, o Océlio eu iria esquecer, o Beto, bem esse já é meu amigo há tantos anos, acho que sobraria, mas com restrições, ele teria que parar de reclamar que está sem dinheiro (nada mais chato do que ser rico e ter que ficar aturando gente reclamar da falta de dinheiro) ... ih, não ia sobrar nenhum: são todos uns duros. E gente rica como eu não pode ter amigos duros. Bem pensando bem : ainda bem que não ganhei, prefiro ficar com meus amigos.

Escrito por Duilio Ferronato às 00h47

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Ipê branco 2009

 
 

Ipê branco 2009

Meu pé de ipê demorou a florir neste ano. Resolveu ficar uns dias a mais hibernando, mas agora veio com força total.

É o show da rua. A árvore mais bonita e mais escandalosa. As pessoas passam e ficam admiradas. Uma delícia de ouvir os comentários por trás da janela e neste ano não teve ameaça da prefeitura em podar. Acho que eles já se acostumaram comigo gritando todos os anos e fazendo eles saírem daqui sob ameaças.

Agora ele está lá ao sol se exibindo para todo mundo ver. É um momento muito feliz da rua. Uma propaganda antecipada das sementes que logo virão. As sementes não são lá muito boas, eu planto todos os anos e elas não crescem, mas vou tentar mais uma vez neste ano. As mudas do ano passado ainda estão bem pequenas e com cara de que ainda vão demorar séculos para crescer.

O meu ipê demorou uns 6 anos para crescer e teve que enfrentar os destruidores de árvores que chegaram a quebrá-lo 2 vezes, mas ele resistiu e hoje tem uns 9 metros de altura e 10 anos de vida. Depois das flores surgem as sementes e as folhas voltam formando uma sombra muito gostosa.

Os beija-flores ficam brigando o tempo todo em volta, com se eles fossem dar conta da árvore toda, as abelhas já montaram um campo de piquenique e os gatos dos vizinhos ficam só na espera de que algum beija-flor se distraia, mas parece meio difícil que isso aconteça.

O chão está todo branco e o vizinho faz cara feia para mim. Ele não tem nem uma plantinha na casa dele, um sujeito triste. Eu finjo que não é comigo e ainda faço uns elogios ao ipê toda vez que saio na rua.

Escrito por Duilio Ferronato às 16h31

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Bolo de chocolate

 
 

Bolo de chocolate

Uma receita meio adaptada. É bem fácil.

3 ovos

3 copos de açúcar

3 copos de farinha

1 copo de leite

um tanto de chocolate

1 pouco de fermento

1 colher de óleo, ou um pouquinho mais

Como ando com preguiça de bater as claras, já vou direto colocando os ovos com o açúcar e o chocolate. E esse negócio de bater as claras seria um jeito para o bolo crescer mais fofinho, mas ele acaba ficando fofo se você colocar menos farinha do que açúcar.

Depois de tudo misturado é só acrescentar a farinha, o leite e o óleo. O fermento deixe para depois que untar a forma.

Untar a forma é a parte mais chata. Mas se não fizer o bolo gruda. É estranho que uns detalhes que nem parecem fazer parte da receita acabam fazendo toda diferença no resultado. Então para untar passe margarina e jogue um pouco de farinha.

Bem, enquanto unta já pode ligar o forno para ir pré aquecendo. Isso todos os livros de receita recomendam : o forno deve estar sempre quente para qualquer coisa.

O fermento minha avó me disse que só pode colocar um pouco antes de ir ao forno. Não sei se é verdade, mas como eu costumo seguir a risca as recomendações da Dona Maria, eu sempre faço.

O forno começa alto nos primeiros 10 minutos e depois abaixo nos últimos 15.

Pronto ! É fácil, gostoso e com chá de camomila fica muito bom no fim de tarde. O chá é de saquinho.

 

Obs. Eu sempre faço bolo um dia antes da Jandira vir, porque detesto lavar a vasilha.

Escrito por Duilio Ferronato às 13h48

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Duilio Ferronato Duilio Ferronato, 46 anos. É arquiteto.

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