Blog do Duilio
 

Parada Gay 2009

 
 

Parada Gay 2009

 A chegada assustou um pouco. Muita gente e os feios dominavam tudo.

Claro que beleza é uma questão de porcentagem alcoólica no seu sangue.

Por isso a cerveja foi fundamental. Era assim : 1 por R$ 3 ou 2 por R$ 5. E eu que estava com um amigo, que bebe muito mais do que eu, gastei R$ 20, não sei como. 

 

 Os canteiros sofreram muito. As pessoas esquecem que as plantas estão ali por alguma razão. Não entendo porque tem tanta gente que quebra plantas, pisa nos canteiros e joga lixo nas jardineiras como se ali fosse o lugar certo para isso.

 

 

 

Depois de umas 4 cervejas os bonitinhos começam a aparecer de todos os lados. Só não viu quem não quis.

 

O vendedor de cerveja era uma das grandes atrações.

 

 

Escrito por Duilio Ferronato às 14h10

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Kalo no pé | PermalinkPermalink #

A novela – capítulo 22 – o tio gay

 
 

A novela – capítulo 22 – o tio gay

Bem como hoje é dia da Parada Gay aqui em São Paulo, eu vou contar a história do Alexandre. Ele é irmão do marido da Yolanda, aliás o marido da Yolanda chama Plínio.

Assim como o Plínio, ele também nasceu em João Pessoa, era filho de um fazendeiro poderoso e usineiro dos grandes. Muitos primos e parentes são envolvidos em política. O Alexandre e o Plínio tinham mais duas irmãs, uma morava em Miami – por motivos meio desconhecidos dos negócios do marido dela – e a outra morava em João Pessoa e era casada com um irmão do Governador da época, quer dizer : na Paraíba as mesmas famílias governam desde sempre.

O Alexandre foi morar no Rio de Janeiro aos 19 anos, não agüentava mais a pressão familiar e a vida numa cidade pequena. Um dia o Plínio foi visitá-lo e acabou conhecendo a Yolanda justamente numa festa na casa do Alexandre. Na época a Yolanda já procurava um marido que fosse mais rico do que o pai dela ou pelo menos com potencial para isso.

A festa de casamento eu nem preciso contar como foi. Vocês já devem ter visto dessas festas na Revista Caras. Tinha uma fonte de champanhe. Todas as coisas cafonas do mundo foram encomendadas para a festa. Até coluna grega tinha. E a festa aconteceu na casa da avó da Yolanda em Maceió. Essa casa era um escândalo. Foi inspirada na casa da fazenda do filme O Vento Levou. E o mais engraçado é que diziam que tinha sido construída com dinheiro público que seria usado para construir uma usina hidroelétrica. Isso nunca ficou provado, principalmente porque a casa custou mais caro do que construir a própria usina.

Um amigo do Alexandre, de Recife, quem organizou a festa. Esse amigo é  especializado em festas de milionários. Ele sabe gastar em besteiras. Um talento para poucos. E ganha uma fortuna para fazer essas coisas.

O Plínio e o Alexandre eram  muito amigos quando criança. Depois que o Alexandre foi morar no Rio a amizade ficou meio abalada por uns tempos. É que o Alexandre um dia chegou e contou para o irmão que estava namorando um ator famoso. O Plínio ficou traumatizado. Saiu do apartamento do Alexandre batendo a porta e dizendo que iria contar tudo para os pais. O coitado do Alexandre ficou morrendo de medo. Na época ele tinha uns 20 anos e o irmão uns 18. Isso foi antes da Yolanda entrar na vida deles.

Mas o Plínio ficou atordoado a noite inteira, andando pela praia e no dia seguinte voltou para o apartamento do Alexandre e nunca mais falou no assunto. E não fala até hoje.

Depois que o Alexandre fez 30 anos, a mãe dele  foi passar umas semanas no Rio com ele, mas para a mãe ele não teve coragem de contar nada. Fingiu que tinha uma namorada e a mãe nunca desconfiou, quer dizer : aquelas coisas que as mães dos gays fazem, fingem que não sabem e no fundo sabem de tudo mas não querem admitir. O pai nem sonhava, mas não gostava muito das ideias do filho, achava que ele era muito esquisito.

Obviamente que o tempo foi passando e o Alexandre nunca casou com nenhuma moça. Os pais foram ficando preocupados e viviam falando que ele já tinha idade para casar. O Plínio casou com a Yolanda quando tinha 25. O Alexandre um dia chegou para a mãe e disse que estava muito triste porque tinha se separado do namorado. Ela olhou bem firme para ele e disse : meu filho, os casamentos de hoje em dia não duram muito mesmo. Daqui um tempo você esquece esse moço e arranja outro. Ela nunca mais falou no assunto e ele, apesar do susto da reação da mãe, ficou muito feliz. O pai uma vez disse para ele que se ele não pretendia casar, que pelo menos adotasse um filho. Mas parou a conversa por aí mesmo.

O Plínio e a Yolanda já foram muito mais companheiros. Freqüentaram muito o apartamento do Alexandre e ele também visitou o irmão várias vezes aqui em São Paulo.

Quando o Rafael, filho da Yolanda e do Plínio, pirou, o Alexandre veio dar uma força. Cuidou de tudo e até acompanhou o rapaz na clínica por uns dias.

Se fosse esta novela fosse na TV, o Alexandre seria uma bicha comportada, com namorado fixo e pouco afetado. Mas o Alexandre não é nada disso. Ele é da pá virada. Um safado de primeira. Louco por homem e já desistiu dessa coisa de namoro sério. Agora ele está numa fase de sacanagem. Quando vem para São Paulo, vai para todas as festas. Não gosta muito da The Week, mas adora a Loka, principalmente às terças e quintas. Depois da Loka vai direto para a sauna 269 ou quando está querendo ver gente feia vai até a Labirintus. Chega na casa do Plínio com as pernas trançando e dorme até às 2 da tarde. Gosta de passear na Oscar Freire à tarde, correr no Ibirapuera, comprar livros na Livraria Cultura e Livraria da Vila, vai ao teatro e cinema. Fica pouco tempo aqui em São Paulo e quando volta para o Rio, tem que descansar uns 2 dias para poder voltar ao trabalho normalmente. Lá no Rio, ele trabalha numa empresa de Marketing. Ganha rios de dinheiro. Essa é uma profissão que ainda paga muito bem. Além dele ser um grande herdeiro ainda tem um bom emprego.

Vai ser a primeira Parada Gay de São Paulo que o Alexandre comparece. Lá no Rio as bichas são mais enrustidas e não vão às Paradas para não serem vistos. Aqui a coisa é um pouco mais liberada, apesar de ter sempre uns bobos que ainda não saíram do armário. O Alexandre, agora que tem 40, resolveu escancarar a porta do armário e não esconde nada de ninguém.

Só não teve coragem de ir para João Pessoa  e contar para os amigos. Mas quando você chega aos 40, nem precisa dizer nada para ninguém, as pessoas sabem e fingem que não sabem. E ele finge que ninguém sabe também.  

 

No próximo domingo eu conto mais, agora vou sair para ir à Parada.

Escrito por Duilio Ferronato às 10h22

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Conversinhas | PermalinkPermalink #

A faixa virou estacionamento

 
 

A faixa virou estacionamento

Não é muito raro de se ver pedestres atravessando fora da faixa de pedestres. Aqui perto de casa, nem os velhinhos e  nem os jovens, saindo da escola andam até a faixa. Preferem cruzar a rua bem no meio. E ainda xingam os motoristas que passam reclamando.

Mas se o pedestre não respeita a faixa, por que o motorista respeitaria ? Só respeita se tiver um policial por perto, se não houver policiamento, a faixa vira estacionamento.

Ontem conheci uma mulher, loira, que reclamou que a cidade é uma fábrica de multas. Ela mesma já foi multada “injustamente” porque parou um minutinho em fila dupla para deixar a amiga na casa dela. Fico imaginando se alguém parasse em fila dupla na frente dela, o que iria acontecer com a buzina. Provavelmente ela iria esquecer a mão afundada na buzina. Estranho como as mesmas pessoas que param em fila dupla, também reclamam dos outros que param em fila dupla. E pior : buzinam como se estivessem indo numa viagem de emergência para um hospital.

As leis de trânsito ainda são um mistério para uma grande parte da população, mas todo mundo já entendeu o valor das multas e a chatice que é ter que enfrentar aquelas burocracias para renovar a CNH. Eu, que sou um ótimo motorista, não tenho nenhum ponto na minha carteira há mais de 3 anos. Claro que meus amigos dizem que eu dirijo como uma velhinha cega, mas eu não ligo.

Escrito por Duilio Ferronato às 16h40

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Kalo no pé | PermalinkPermalink #

Umano B

 
 

Umano B

Sábado, 13 de junho às 18h, na Coletivo Galeria

rua dos Pinheiros, 493

 

 

Escrito por Duilio Ferronato às 16h52

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Kalo no pé | PermalinkPermalink #

Impotência

 
 

Impotência

A campanha do Ministério da Saúde é bem engraçada. Não dá para saber se é eficiente, parece que não. Os fumantes continuam fumando e essas imagens que eles colocam nas embalagens de cigarro não parecem desanimar ninguém.

Por outro lado eu tenho encontrado cada vez mais gente que parou de fumar. Vou começar a perguntar se eles pararam por causa da foto na embalagem ou por alguma outra coisa.

Só sei que a pressão tem aumentado muito contra os fumantes e lugares que ainda aceitam fumantes estão com os dias contados. No Ritz, restaurante nos jardins, já foi um templo da fumaça. Um dos sócios ficava a noite toda fumando com os clientes amigos. Uma vez ele me disse que chegava a fumar 3 maços numa noite. Isso sem contar com a fumaça dos clientes. Agora parece que ele parou de vez e no Ritz é proibido fumar. Um avanço.

Talvez a foto sozinha não consiga fazer as pessoas pararem de fumar, mas deixa uma imagem negativa do cigarro. Até pouco tempo fumar só tinha imagens positivas. Não dá para esquecer Casa Blanca. Era a melhor imagem de que o cigarro daria charme e sensualidade. As propagandas do Hollywood eram sempre esportivas, e do Marlboro eram coisa de macho e as do Free sempre as mais descoladas. Todas com aquela mensagem de que quem fuma é bacana.

Hoje fumar virou coisa de gente antiga e sem graça. Vou fazer uma listinha e ficar torcendo para que esses itens da lista também entrem para a categoria das coisas sem graça :

-         instalar som potente em carro

-         porte de arma

-         grade nas janelas

-         edifícios neo clássicos

-         conversar no cinema ou no teatro

-         mandar torpedo dentro do cinema

-         gente que não dá retorno

-         spam

-         ter mais de 2 cachorros barulhentos

-         corrupção

-         CPIs

-         Supremo liberando a bandidagem

-         juros altos

-         lixo na rua

-         funk

-         burocracia

-         cartórios

-         calçadas sem árvores

         -  salários baixos

Escrito por Duilio Ferronato às 12h09

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Kalo no pé | PermalinkPermalink #

O picadinho

 
 

O picadinho

Escolher a carne é uma função que leva um certo tempo para se entender. Não precisa de lição e nem de livros. É pura observação e experimentação.

As dicas, são sempre bem vindas, mas chatas quando viram absolutas.

A carne deve estar bem vermelha, nada de esverdeada ou esbranquiçada. Se for frango, melhor estar  branco rosado. Nada de verde. Verde é bom para saladas, para carnes é ruim.

A maciez é difícil de lidar. Mas, algumas, no toque é possível perceber. Só que o toque é proibitivo nos supermercados e açougues. Melhor intuir.

Para o picadinho é melhor alcatra ou contra filé ? Dizem que é o filé, não sei. Prefiro alcatra.

Peço em bifes finos. 900 gramas ou um pouco menos de 1 kg.

Chegando em casa é hora de picar. A faca afiada. Tábua de corte limpa e uma travessa para colocar as fatias. A tia do Nilton disse que é bom lavar a carne antes de preparar. Eu sempre lavo, só uma passada de água. Vai que o açougueiro não lavou bem as mãos.

O corte precisa de uma certa concentração. O fio da faca pode tirar um naco do seu dedo.

Pedaços pequenos. Nada de quadradinhos! Fica chato, o melhor é em tiras. Curtas, aproximadamente 3 cm.

O tempero é sempre o que define. Sal, não muito. Hortelã, um galho com folhas bem verdes. Carne com hortelã é sempre bom. Um pouco da salsinha e manjericão bem picados. Muito picado. E pimenta dedo de moça. Hum, é forte. Cuidado. Menos da metade de uma bem vermelha. Pique bem pequeno. Nunca esfregue os olhos nessa hora. Melhor ainda é nunca esfregar os olhos na cozinha.

Misture tudo. Deixe descansar por quase 1 hora fora da geladeira. É muito melhor cozinhar a carne quando ela está na temperatura ambiente. Vi isso na televisão.

E a cebola para refogar ? Tem que ser uma cebola firme. Tamanho médio. Descascar cebolas é chato e picar ainda pior, mas fritar é muito bom. Aquele cheiro que dá fome. O óleo, gosto do óleo de canola. Não sei dizer. Vi na casa de uma amiga e não quis mais usar outro.

A panela tem que estar bem quente.  Colocar o óleo já começa a liberar o cheiro. Depois a cebola, com uma pitada de sal para ela não soltar muita água.

A hora da carne é quando a cebola ficou transparente. O óleo grita. A carne começa a tostar, mas logo solta água e nem deu tempo para tostar tudo. Vai ficar gostoso.

Enquanto cozinha, é hora dos tomates. 3 ou 4 no máximo. Bem picados. Eu coloco um pouco de sal para os tomates.

A carne vai cozinhando no próprio liquido. Tampa bem fechada. Lá por  um bom tempo no fogo baixo. Já dá para provar. Adoro essa parte.

O cheiro já vai dando fome, muita fome.

Depois que seca o liquido, jogue os tomates. Misture tudo. Uma parte gostosa é misturar tomates com a carne. O tomate bem vermelho e a carne escura. Mistura bonita.

Mais um tempo. Talvez meia hora. Dá tempo de fazer o arroz e lavar a salada. Na verdade tenho preferido o arroz um pouco mais frio do que aquele arroz fervendo. Então preparo o arroz enquanto a carne está tostando. Se coloquei cebola na carne, coloco alho no arroz.

 

Estava com tanta fome que esqueci de fotografar, mas, antes, fotografei a dona Maria que sempre me vende os temperos na feira. Ter bons fornecedores é um dos ingredientes mais importantes para a comida ficar boa.

 

Não sobrou nada do picadinho. Comemos tudo. Deu para 4 porções grandes.

 

Escrito por Duilio Ferronato às 10h48

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Cumidinhas | PermalinkPermalink #

Novela – capítulo 21 – outra moça, a Roseilde

 
 

Novela – capítulo 21 – outra moça, a Roseilde

Na semana passada, contei sobre a Tânia, que é uma moça muito equilibrada. Agora a Roneilde, namorada do Wil é outra história.

A mãe dela teve 8 filhos com o mesmo marido. Criaram os filhos juntos até uma certa fase da vida deles. Mas, 8 filhos - é pobreza na certa e a Roseilde era a sexta filha.  Ela nunca leu um livro na vida e nem entende muito como uma pessoa consegue se concentrar numa leitura por mais do que 2 segundos. Ela só lê frases, nunca lê notícias e por mais que eu diga para ela que os filhos terão mais chances na vida se lerem bem, ela não incentiva os meninos. Ela teve 4 filhos. A primeira filha foi com um namorado que ela conheceu quando tinha 16 anos. O sujeito sumiu e logo ela conheceu o Wil, com ele ela teve a Bia, que é uma menina muito esperta.

O namoro com o Wil não durou muito. Ela era muito ciumenta. Ultimamente, tenho começado a acreditar que ciúmes vem sempre junto com algum outro sentimento ruim ou burrice. Todas pessoas ciumentas que conheço ou são burras,  feias,  egoístas ou pouco honestas. Incrível como ciúmes é um sentimento que atrai outras coisas ruins. E a Roseilde era cheia dessas coisas.

Ela começou a demonstrar ciúmes já no primeiro encontro. Dizia que o Wil tinha cara de namorador, isso já é a dica de que a pessoa é ciumenta : ela desconfia antes de conhecer.  E ela demorou até o quarto filho para entender que ela tinha que saber se cuidar para não engravidar. Ela sempre acreditava que a tabelinha funcionava ou que os rapazes iriam usar camisinha. Deu no que deu : 4 filhos, sendo 3 pais diferentes.  Depois que ela se separou do Wil conheceu o Otávio e teve mais 2 filhos com ele. Já se separou do Otávio, mas felizmente ela fez uma cirurgia para não ter mais filhos. Fez de um jeito meio forçado. Um médico muito bacana lá de São Miguel Paulista (bem na periferia da cidade) conseguiu que ela e as irmãs fizessem a cirurgia. Todas as irmãs dela foram para o mesmo caminho : todas com mais de 3 filhos e com pais diferentes.  O sistema de saúde brasileiro não permite que uma mulher, com menos de 26 anos, faça essa cirurgia, mas alguns médicos mais esclarecidos têm conseguido fazer ou convencidos os rapazes a fazerem vasectomia. Claro que convencer os moços é muito mais difícil.  Já no parto do quarto filho as meninas são convencidas a fazer a laqueadura. Isso em alguns hospitais onde o médico é capaz de acompanhar o desenvolvimento da gravidez e percebe que a mãe não vai parar no quarto filho e nem no quarto marido.

A Rosenilde fez a laqueadura no quarto filho apesar de ter só 23 anos na época. Infelizmente isso não tirou os filhos dela de viverem beirando a pobreza. O Wil ajudava bastante a cuidar da Bia. Tentou até ficar com a guarda dela, mas a Rosenilde, outro probleminha dela, achava que se ele ficasse com a guarda da filha ela iria perder a pensão que ele dava para elas. Foi muito mais pela pensão do que pelo amor à filha, mas ela não deixou a guarda ir para o Wil.  Foi um tipo de guarda compartilhada. Apesar dele ficar mais tempo com a Bia do que a mãe. A menina gostava de tudo cor de rosa, e o quarto dele tinha várias coisas para agrada-la.  Os irmãos da Bia tinham menos sorte do que ela. A primeira filha da Rosenilde morava mais com a avó do que com a mãe e só tinha visto o pai umas 4 vezes na vida. Os 2 irmãos mais novos eram super sapecas e o pai já tinha mais 2 filhos antes deles e  mais 1 filha, com outra mulher, depois que se separou da Roseilde. Um rapaz bacana mas muito desmiolado. Trabalha num posto de gasolina e fazia bicos de pintor. Não vê muito os filhos da Roseilde porque ela é muito briguenta e é só ele chegar para ela começar a falar sem parar. Ela dispara a acusa-lo disso e daquilo, e ele vai cada vez mais se afastando dos filhos.

O Wil agüenta a Roseilde porque finge que não escuta nada, e acho  que ele nem escuta mesmo. Ele desenvolveu um sistema de defesa que as palavras dela entram por um lado e saem por outro sem ele nem perceber. Só responde com uns grunidinhos para ela pensar que ele está ouvindo.

Se  esta novela fosse na televisão a Roseilde seria um tipo de vilã meio vitima. Daquelas meninas que foram excluídas de qualquer chance. E que se uma pequena chance aparece para ela, ela, sem querer, ou por auto sabotagem, acaba estragando tudo. A vida dela é uma corrente de coisas chatas. De todos os lados aparecem problemas que ela resolve do pior jeito. Sempre se dá mal. Talvez quando ficar mais velha as coisas vão se acertando, mas parece que essas pessoas vão esquecendo de sorrir e a vida vai ficando mais pesada para elas. Pior que acabam levando os filhos junto para esse poço de tristeza.

Mas uma coisa engraçada desta novela é que a Roseilde era irmã de uma das empregadas da Yolanda, mãe do Rafael e tia do Mel. Isso por pura coincidência. Sabe aquele núcleo da novela onde os empregados ficam sempre fofocando na cozinha? Pois é. É aí que a irmã da Roseilde vai aparecer.

Mas no próximo capítulo vou contar um pouco da vida dos ricos, os pobres só voltam daqui a 15 dias, ih pensando bem ainda vou ter que contar um pouco de uns personagens de classe média que nesta novela ainda não apareceram muito e ainda tem a vida daquele dono do bar. Lembram-se dele ? Aquele que foi morto no tiroteio. Ah, esse tem uma história muito boa, mas vai ficar para outro capítulo.

Escrito por Duilio Ferronato às 14h55

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Conversinhas | PermalinkPermalink #

As piores propagandas

 
 

As piores propagandas

 

A cada 10 e-mails que recebo, pelo menos 4 são chatices. Às vezes, são 9 chatices a cada 10 e-mails. E os chatos capricham : mandam várias vezes o mesmo e-mail.

E os convites para eventos e shows são os mais bizarros.

 

 

O do Padre Fábio de Melo eu nem conhecia, mas acabo de ficar sabendo que ele vende muitos CD e é parceiro em um livro com o Chalita, credo, deve ser uma dessas porcarias que dá medo de colocar a mão. Sim, eu tenho preconceito de tudo que o Chalita faz. Detesto esse sujeito.

 

 

 

Depois recebo 3 correspondências com esse flyer do vereador de São Paulo Ricardo Teixeira. Cada coisa. Outro dia li no jornal que alguns vereadores gastam com verba de correio R$ 2.000 por mês. Essa é difícil de engolir. O pior é saber que algumas agências de correio são franqueadas e nem preciso dizer que existe uma coincidência inacreditável entre essas franquias e as famílias dos políticos.

 

Outra coisa que tenho recebido sem parar é folheto de pizza e comida entregue em casa. Eles colocam por baixo da porta quase todos os dias. A Jandira me contou que um primo dela vendeu o táxi e montou uma pizzaria com entrega. E que está ganhando mais do que com o táxi. Montar uma pizzaria dessas custa menos de R$ 30 mil. Negócio parece bom, a pizza nem tanto. Outro dia pedi uma com promoção de 1 pizza por R$ 19 e ganhava um refrigerante de 2 L . A pizza era ruim e o refrigerante daquelas marcas suspeitas.

 

E nas rádios as propagandas andam cada vez mais descaradas. Uma coisa que me irrita na Eldorado é o apresentador ficar fazendo propaganda como se fosse uma notícia. Fica parecendo enganação. Claro que nem posso falar muito porque aquelas propagandas na capa do jornal ou na primeira página da Ilustrada também me irritam muito, mas dizem que são esses anúncios que mantêm o jornal em pé. Mas voltando às rádios, a propaganda da Sky TV tem me irritado muito. São as mais chatas e bobas do mundo. Queria saber quem foi que criou isso e quem aprovou. Deve ter sido alguém bem sem criatividade.

 

Na TV, eu nunca vejo, sou o dedo mais rápido do controle remoto do mundo. Mas uma coisa que não dá para engolir é como tem tanta propaganda na TV a cabo. Não era para isso que serviria a assinatura ? É caro, e ainda tem propaganda. Não dá para entender. O pior é a auto propaganda. Os canais ficam passando propagandas da própria programação o tempo todo. E os cortes dos filmes são tão toscos quanto os cortes na TV aberta. 

Escrito por Duilio Ferronato às 10h25

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Kalo no pé | PermalinkPermalink #

Padrasto deu golpe da barriga

 
 

Padrasto deu golpe da barriga

A mãe do menino fugiu com ele para o Brasil, nem deu chances para o pai saber da verdade. Ela veio dizendo que iria fazer uma visita e depois avisou que não iria mais voltar. O pai tentou, na época, recuperar a guarda do filho, mas é meio difícil tirar o filho de uma mãe e principalmente se ela está em outro país. Mas agora a mãe morreu e não é possível que  achem que o padrasto tenha que ficar com o menino.

Está parecendo conto de vilão. Já entendi tudo : o padrasto quer que o pai biológico pague uma pensão milionária para que o menino fique aqui.

 

Isso é uma ideia recorrente em lugares onde tem muito turista. Uma amiga carioca engravidou 2 vezes : uma vez com um americano e outra com um alemão. Recebe gordas pensões dos 2 pais e vive na praia o dia inteiro. Ela gosta de contar essa história vergonhosa. O golpe da barriga nem é considerado golpe, é quase como uma coisa natural para algumas pessoas.

Aquela famosa apresentadora deu o mesmo golpe e se deu muito bem. Talvez tenha sido o maior golpe da barriga já divulgado na história nacional. E é visto como trunfo e não como golpe.

 

Mas padrasto querer dar golpe da barriga não pega bem. O mais difícil de entender é como o STF foi aceitar uma coisa dessas. Parece que eles nem devem ter lido o caso direito. O menino tem um pai, esse pai foi enganado pela mãe, a mãe morreu, a conclusão lógica é que o menino volte para o pai. Não precisa nem de juiz para saber disso.

 

O pessoal da  Comissão de Direitos Humanos  diz que se deve tentar uma conciliação. Como assim ? O pai mora nos EUA, o padrasto mora no Rio. Ou eu não entendi nada ou essa gente nem conseguiu entender que isso não é possível. Se já é difícil dividir a guarda morando na mesma cidade, imagine, dividir, morando em paises diferentes.

Queria que divulgassem o valor da pensão que o pai americano manda para o menino todo mês e quanto é a renda do padrasto.  Assim ficaria mais claro se isso é golpe da barriga ou amor de verdade.

Escrito por Duilio Ferronato às 23h00

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Kalo no pé | PermalinkPermalink #

Mais sacanagem vinda de Alagoas

 
 

Mais sacanagem vinda de Alagoas

MP de Alagoas investiga denúncia de que juízes e desembargadores embolsaram R$ 70 milhões de modo irregular

 

No link : http://noticias.uol.com.br/politica/2009/06/02/ult5773u1324.jhtm

 

Estou começando a achar que os alagoanos andam fazendo todos esses escândalos com algum propósito.

Levantei algumas hipóteses :

1-     Eles vão declarar independência em breve e estão tentando fazer que a gente não goste mais deles.

2-     Eles acham que a impunidade é uma coisa bacana, por isso todos gostam de mostrar que nunca sofrem as penas das leis.

3-     Os alagoanos entendem que o Governo Federal deve a eles muito dinheiro, então eles metem a mão no dinheiro público.

4-     Para ser político ou alto funcionário público em Alagoas, mais do que no resto do país, você precisa ter especialização em falcatruagem. E especialização com estudos avançados.

5-     Alagoanos se sentem diminuídos porque o Estado deles é pequeno, então eles fazem grandes estragos no dinheiro público para compensar. É aquela regra do pequeno com barulho grande.

6-     Alagoano gosta de estar sempre nas notícias. Como eles têm poucos talentos para o bem, resolveram mostrar que os talentos para o mal - eles ganham. Daqui uns dias eles vão acabar com a fama do Rio de Janeiro e vão ficar em primeiro lugar na bandidagem.

7-     Os políticos e funcionários públicos de Alagoas querem mostrar que têm mais cara de pau do que a família Sarney e  Maluf  juntas.

 

Bem, qualquer que seja a estratégia dos alagoanos, deve estar funcionando muito bem.

Todas as semanas aparecem falcatruas vindas de lá, mas nunca ouvi falar que nenhum dos acusados  foi para a cadeia.

Escrito por Duilio Ferronato às 23h26

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Kalo no pé | PermalinkPermalink #

OS FALSÁRIOS

 
 

OS FALSÁRIOS

Um filme sobre um grupo de judeus presos em um campo de concentração e que é forçado a produzir dinheiro falso para financiar o exercito nazista.

 

Os diálogos são sempre curtos e muito precisos. Do lado dos nazistas, com um discurso racista e cheio de coisas idiotas como : Ele era judeu mas morreu como um homem.

Já os judeus presos não podiam conversar muito entre si, então falavam pouco, mas eram muito perspicazes. 

Quando falavam, iam revelando facetas humanas muito irregulares. Uns acreditavam que sobreviver seria mais importante do que qualquer tipo de ideologia, outros acreditavam que colaborar com os nazistas seria como alimentar a própria morte.

 

Os sobreviventes de qualquer sistema de terror são testemunhas de que plantar uma pequena semente contra o terror e alimenta-la lentamente pode surtir mais efeito do que tentar bater de frente com ele. Parece certo e de algum modo e, também, um pouco covarde. Mas sobreviver deve sempre ser a questão principal, então parece mais correto.

 

Colaborar com um sistema que você não concorda para sobreviver pode não parecer muito heróico, mas certamente é o mais esperto. Muitos dos políticos e empresários brasileiros, hoje, dizem que eram contra a ditadura e que na época só colaboraram porque foram forçados a isso. Foi questão de sobrevivência. Pode ser, mas eu não sei se engulo.

 

Um ótimo filme. Você precisa ver para poder perdoar algumas pessoas que você ainda não perdoou.

 

Escrito por Duilio Ferronato às 19h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Kalo no pé | PermalinkPermalink #

Gardênia

 
 

Gardênia

Um espetáculo inspirado no livro Amor nos Tempos do Cólera, de Gabriel Garcia Márquez.

Com adaptação livre escrita por Ana Roxo. Li esse livro há mais de 10 anos, mas engraçado que me lembro mais do dr. Urbino e da mãe dele do que dos protagonistas. Talvez o doutor fosse quase um vilão aristocrata. Não sei, mas se tivesse que contar a história do livro, certamente, eu teria contado a história do dr. Urbino e a bruxa da mãe dele.

Mas o grupo deixou de lado o doutor e focou na história de amor entre Fermina e Florentino. Um Romeu e Julieta tropical. Com aquele agravante da moça desistir completamente do moço. Coisa estranha, nessa parte do livro quando ela despreza o amor de Florentino dá vontade de parar de ler, mas o caso não para por aí. Ele não desiste e espera por mais de 50 anos pelo retorno da moça.

Essa espera é o melhor do livro. Entre o tempo em que ela se casa com outro e ele tenta encontrar outro amor o livro toma uma força que não dá mais para parar de ler. Não é um livro pequeno, deve ter mais de 400 páginas.

Na peça, Florentino observa  Fermina de longe durante os 50 anos de separação. Torce para que o marido dela morra, e quando, por fim, o doutor Urbino morre, o alívio é geral. Tanto no livro como na peça.

Ele não perde tempo e vai imediatamente, nem espera o corpo sair da casa, se impõe na frente de Fermina. E mais uma vez sofre, mas por pouco tempo.

Engraçado como Garcia Márquez tem uma fixação por dor de barriga, em seus 3 livros : Memórias de Minhas Putas Tristes, Amor nos Tempos do Cólera e 100 Anos de Solidão, há cenas inesquecíveis de personagens usando o banheiro. A delicadeza em descrever a situação é o mais fascinante. Se você não prestar atenção nessa parte dos 3 livros, irá perder uma das maiores manobras que um escritor já pode ter alcançado. E a peça não deixa isso passar despercebido. Com um pouco menos de sutileza, mas muito bem feito.

O cenário da peça é tão sutil como a forma que o escritor retrata as cenas. Quase transparente. A iluminação é um dos pontos mais fortes da peça. Uma poesia em forma de luz que vai sendo construída junto com o desenrolar do texto. Só o figurino que deixou um pouco a desejar, bem fraquinho.

Os atores vão muito bem na primeira parte. Quando envelhecem não conseguem trazer nada que possa lembrar uma pessoa velha. Talvez tenham ensaiado muito a primeira parte e a segunda parte tenha ficado sem resolver direito, mas ficou bonitinho. Poderia ser muito melhor, já que contavam com um bom diretor e 2 bons atores. Ou, sei lá,  tenham optado por uma interpretação linear, não ficou muito claro.

 

Está longe de ser um espetáculo maravilhoso, mas é  gostoso de assistir. Quando se tem 2 bons atores, um texto bom e a coisa não fica maravilhosa; a culpa cai sobre o diretor. Parece que ele não deu tudo de si. Vou continuar torcendo pelo Marat, bom ator ele é, só diretor que ele ainda não mostrou ser tão bom assim.

 Sesc Consolação - tel. 3234-3000. Seg. a qua.: 21h. Até 24/6. Não recomendado para menores de 12 anos.

foto Lenise Pinheiro

Escrito por Duilio Ferronato às 17h40

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Kalo no pé | PermalinkPermalink #

Torta de liquidificador de abóbora e farinha integral

 
 

Torta de liquidificador de abóbora e farinha integral

A torta de liquidificador é uma receita muito fácil e rápida. Não dá para errar.

 

Se você tem alguma carne, frango, peru, peixe ou legumes do dia anterior, é só usar como recheio.

 

Outro dia fiz a massa colocando um pouco de manjericão e salsinhao liquidicador. Ficou meio esverdeada e com gosto muito bom.

No domingo resolvi tentar com farinha integral e abóbora :

 

Fui colocando nesta ordem no liquidificador :

1 cebola pequena picada(crua)

1 fatia de abóbora picada(crua)

1 copo de óleo

1 copo de farinha branca

2 copos de farinha integral

2 ovos

sal

1 pouquinho de fermento

1 pouco de água (menos de 1 copo)

 

Bati tudo e fui ajudando o liquidificador com um garfo. A massa fica muito grossa e o liquidificador reclama, você precisa dar uma forcinha.

 

O recheio foi de frango com legumes.

 

Untei uma forma, coloquei uma parte da massa por baixo e o recheio. Por fim coloquei o restante da massa por cima. E 30 minutos no forno.

 

A massa ficou muito boa, a farinha integral tem sabor forte, talvez desse para colocar um pouco menos da integral e mais da branca. A abóbora deu uma cor interessante e um gosto sutil. Não sobrou nada. Da próxima vez vou tentar colocar cenoura ou beterraba na massa para ver como fica.

Escrito por Duilio Ferronato às 17h03

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Cumidinhas | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Duilio Ferronato Duilio Ferronato, 46 anos. É arquiteto.

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online.