Blog do Duilio
 

Só falta você

 
 

Só falta você

Escrito por Duilio Ferronato às 19h53

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Tertúlia em Arrulhos com Juscelino Wabes e Anelie Schinaider

 
 

Tertúlia em Arrulhos com Juscelino Wabes e Anelie Schinaider

Conversa de adolescente

 

Escrito por Duilio Ferronato às 13h32

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Zunido na Catedral da Sé

 
 

Zunido na Catedral da Sé

 

 

O Zunido é um projeto que registra as paisagens sonoras brasileiras.

Fomos gravar dentro da Catedral da Sé.

 

 

 

click no play para ouvir.

Edição de Julio de Paula.

Escrito por Duilio Ferronato às 14h10

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Reeleição, nem pensar

 
 

Reeleição, nem pensar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

recebi por e-mail do Tui Falcão

Escrito por Duilio Ferronato às 11h51

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NEY MATOGROSSO - SANGUE LATINO

Acabo de chegar do show do Dan e do Ney Matogrosso. Foi Sensacional.

A voz do Ney emocionou a todos, como sempre.

 

 

Escrito por Duilio Ferronato às 23h40

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Café safado

 
 

Café safado

Fraudes atingem 25% das marcas de café, diz associação

No link :  http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2804200929.htm

 

Assim não dá ! Estão falsificando o café ? Uns amigos insistem em comprar café italiano ou colombiano dizendo que é melhor do que o brasileiro, e eu, como nacionalista convicto, sempre protesto. Mas agora vou ficar sem argumentos.

Como pode alguém adulterar um produto que é tão importante para nossa cultura ? Será que não entendem que quando deixam a qualidade de uma riqueza nacional cair, acaba prejudicando todo um contexto ?

Fica uma imagem que o produto nacional, mesmo o principal que é o café, está em decadência absoluta. O café italiano vence o nacional de longe e olha que a Itália nem planta café. Como eles conseguem exportar café para o Brasil ? Seria como se a gente exportasse lasanha para eles. Não dá para aceitar.

Deixar a qualidade cair deveria ser considerado um crime muito grave, como uma afronta ao país.

Mas a gente vai se acostumando com tudo. Nossa música foi contaminada pelo funk e pelo country. Nosso futebol foi levado para a Europa e nosso café agora é 25% impuro. O de Minas é pior : 50% impuro. Onde já se viu ? Justo Minas que deveria ser o orgulho nacional !

Bem a falta de qualidade foi o que fez nascer aquela velha lenda de que o produto nacional não era bom e que o importado seria melhor. Se continuar assim, vai ser difícil a gente conseguir aquela meta do BBB:  Bom, Bonito e Barato, vamos ter que nos contentar com o Ruim, Cópia e Caro.

Escrito por Duilio Ferronato às 12h28

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Um daqueles dias

 
 

Um daqueles dias

Trabalhar em casa requer muito mais força de vontade do que ter que sair para trabalhar fora todos os dias.

Ficar em casa, levantar cedo, fazer café e sentar para trabalhar, sem ter ninguém para te vigiar, pode virar um tormento. Tem dias que você fica com vontade de fazer nada, mas nada mesmo! Nem dormir, nem ler, nem ver televisão e nem descer as escadas para pegar o jornal.

Trabalhar em casa pode ser muito mais estressante do que enfrentar um chefe.

Se você não produz nada o dia todo, bate uma culpa sem fim. O estresse cai pesado. Não adianta tentar se convencer de que você trabalhou no fim de semana ou que na semana passada trabalhou mais horas do que deveria ter trabalhado. Não adianta! A culpa faz ninho na sua cabeça e não sai até chocar os ovos.

Claro que você pode sempre tentar dar uma desculpa que  trocou uma lâmpada, que arrumou uma fechadura com defeito ou que lavou toda a louça. Pode ser que fique convencido de que isso valeu pelo dia todo, mas é uma dissimulação que a culpa não perdoa. Ela insiste em perturbar.

Um dia mais ou menos frio é ainda pior. Dá vontade de ficar mais tempo na cama, de comer mais e de ficar o dia todo de pijama. Ah, isso é uma das regras básicas de quem trabalha em casa : assim que levantar, troque de roupa! Nunca fique de pijama o dia inteiro e de preferência tome banho e faça a barba logo cedo.

Tem que ter regras para poder trabalhar me casa. Você que trabalha em um escritório e acha que trabalhar em casa é ficar o dia todo de bermuda e chinelos...ops, isso é verdade, mas tem que ter um certo ritual, organização ou sistema de trabalho. Não dá para achar que pode tudo.

Eu desenvolvi um sistema muito maluco : trabalho durante 2 horas sem parar, sem levantar da cadeira e sem desviar na web. Fico concentrado durante essas duas horas sem parar e depois posso dar uma voltinha, tomar água, café ou ir ao banheiro. Depois faço mais uma sessão de mais duas horas. No mínimo 3 dessas por dia e no máximo 5. Assim a coisa anda. Alguns dias, trabalho durante 4 horas, paro, vou até academia, volto e trabalho mais 4 horas.

Mas em dias como foi o de hoje, não consegui nem 15 minutos direto.

Não sei ao certo o que distrai e tira a concentração o dia todo. Às vezes uma pequena coisa é capaz de atrapalhar o dia todo. Num escritório, isso é mais difícil de acontecer, já que o chefe fica cobrando resultados ou alguém fica esperando pela sua parte para fazer alguma outra coisa. Em casa a coisa pode desandar e você partir para o mundo dos faz nada para sempre, ou até que alguém apareça para te despejar.

Escrito por Duilio Ferronato às 22h35

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Dan Nakagawa e Ney Matogrosso

 
 

Dan Nakagawa e Ney Matogrosso

Escrito por Duilio Ferronato às 20h06

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A gripe do porco mexicano

 
 

A gripe do porco mexicano

Só faltava essa ! O vírus, que atrapalha a vida de todo mundo, namorou  o vírus, que atrapalha a vida dos porcos, e agora nasceram toneladas  de vírus mutantes que vão atrapalhar ainda mais a nossa vida e a dos porcos.

Dizem que esse vírus só afeta uma parte da população, mas parece que os laboratórios vão ficar ainda mais ricos em alguns dias. Eu queria muito ser dono de fábrica de remédio nessas horas. Eles vão ganhar bastante dinheiro com essa nova gripe suína.

Cada vez mais, fico acreditando nas teorias de conspiração. Fico achando que os fabricantes de remédios inventam essas doenças para ganhar mais dinheiro, mas isso só pode ser paranóia. Não é possível que isso exista. Mas ao mesmo tempo, leio sobre aquela máfia italiana controlando tudo e todos, dá uma certa sensação de que eles estão tramando isso também. Só de precaução não vou comprar nenhum remédio italiano.

E que chatos esses porcos mexicanos! Por que eles não  usaram agasalhos ou tomaram vacina anti gripe ? Eu tomei vacina no ano passado e não fiquei gripado nenhuma vez desde junho. Um fato raro, já que eu costumava ficar gripado toda vez que esfriava.

Acabo de lembrar que estou com a mensalidade do plano de saúde atrasada, vou ter que torcer para não pegar. Se pegar vou ter que correr ao banco e pagar. E pior : como a mensalidade está atrasada, o único jeito é ir até a boca do caixa para pagar, e vou acabar transmitindo o vírus para mais gente ainda na fila do banco. É melhor eu não pegar ou pagar o plano antes que seja tarde. Essa história de gripe de porco só pode ser uma maneira sacana que os sujeitos do meu plano de saúde acharam para me forçar a pagar as mensalidades em dia.

Bem tudo poderia ser pior, já pensou se o vírus pegasse com mordida de porco louco ? Virgi! De qualquer forma é melhor ficar longe da torcida do Palmeiras que anda meio nervosa.

Escrito por Duilio Ferronato às 23h01

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A novela – capítulo 16, as tardes nadando

 
 

A novela – capítulo 16, as tardes nadando

Alagoas, apesar do vexame na área política, é um Estado com praias lindas. Viajar de carro pelo litoral é uma experiência incrível, que nenhum brasileiro deveria perder. E o interior, sertão e zona da mata, também é muito bacana. A fazenda e a pequena cidade ficavam perto da divisa com Pernambuco, bem pertinho de Palmeira dos Índios. Em Alagoas não tem muitos índios, assim como o resto do Brasil, mas lá depois daquele episódio com o Bispo Sardinha os índios foram exterminados com muito violência pelos portugueses. E negros, segundo o IBGE também não são muitos, mas o engraçado é que um amigo meu é alagoano e bem negro, mas na certidão de nascimento dele diz branco. Ele disse que quando os pais vão registrar os filhos no nordeste, eles declaram branco para que a criança sofra menos preconceito, mesmo a criança sendo negra. Olha só que coisa estranha.

Mas o caso é que a fazenda era um lugar muito bonito. Uma fazenda antiga, mais de 200 anos, a família do falecido coronel tinha ido para aqueles lados ainda com os bandeirantes no século 18. Apesar dos bandeirantes serem considerados heróis aqui em São Paulo, já que aumentaram nosso território e trouxeram grandes riquezas para cá, os moços não eram lá muito bonzinhos. Dizem até que o coronelismo nordestino tem raízes fortes nas práticas bandeirantes.

Mas vamos falar do Mel : ele nunca tinha saído de São Paulo, tinha ido umas vezes para as praias próximas, mas nunca mais do que 200 quilômetros. Pegar um avião já foi uma grande aventura. Depois ir de carro até a fazenda já foi outra visão para lembrar para o resto da vida. Algumas pessoas nunca viajam, isso é algo que não dá para entender, ou quando viajam, vão só para fazer compras, outra coisa estranha para se entender. Se você vai para um lugar para fazer compras, quer dizer que você está mais preocupado com seu lugar de origem do que com o lugar que você está visitando.

O primeiro lugar que o Mel foi conhecer junto com os primos foi um tipo de lago, mais ou menos como uma represa. Era um lugar que um dos coronéis da região tinha mandado fazer. Ele tinha viajado para a Escócia e adorado os lagos e muros da região. Mandou levar de Minas Gerais para lá umas pedras lindas. Fez uma barragem com essas pedras e em volta plantou árvores e plantas européias. Imagine você uma paisagem escocesa com clima de nordeste. Pois é, era isso. Mas ficou mesmo  muito bonito. O coronel tinha chamado uns empreiteiros que já haviam restaurado  igrejas do período colonial. Tinha ficado muito caprichado. A água não era clara e nem muito fria. Uma delícia para nadar o dia inteiro. A avó do Mel tinha preparado lanches, tipo sanduíches e coisas típicas da região, eles comeram tudo e ainda levaram para casa uns peixes. Pescar era outra coisa inédita na vida do Mel. Apesar de ser uma ação tão básica na existência humana, a pesca foi sendo deixada de lado e hoje, aqui em São Paulo, é comum encontrar gente que nunca pescou. Deve ser por isso que a cidade é tão estressada. Pescar não requer nenhum tipo de habilidade especial, só mesmo um tanto de paciência e coragem de espetar a minhoca no anzol e mais coragem ainda para tirar o peixe fisgado. De resto é só sentar e ficar quieto. Uma delícia.

Foram dias inesquecíveis para o Mel. A casa da avó, os primos saudáveis, o calor infernal, a água de coco abundante, a visão da praia, das estradas e das fazendas. Viajar entre as fazendas do interior é certamente uma visão marcante. No nordeste, assim com no interior de São Paulo, você anda quilômetros vendo só um tipo de plantação. Às vezes é cana, às vezes é café, laranja, soja ou pasto. São áreas enormes de uma mesma paisagem. Quase uma pintura. Totalmente artificial, mas aquela artificialidade adaptada que dá gosto de ver. Como uma boa arquitetura. É, talvez, a agricultura seja um tipo de arquitetura feita com plantas.

Outra coisa que impressionou muito o Mel foi a ritmo das coisas por lá. Tudo feito com tempo certo. Nada passando por cima das outras coisas. Lá ele só ouviu buzinas de carros de motoristas preguiçosos que tinham preguiça de descer dos carros para tocar as campainhas e preferiam buzinar. Mas aquelas buzinas neuróticas que ouvimos aqui, ele não ouviu nenhuma. É claro que ele só passou por Maceió, que é uma cidade estranha e feia, nem deu tempo de perceber isso. Maceió parece um pouco com o bairro do Brooklin de São Paulo, é totalmente artificial de um jeito provinciano. As pessoas de lá adoram aquele tipo de arquitetura internacional, que não tem nada a ver com o clima local, e todo mundo é viciado em ar condicionado.

A volta foi triste. Chorou no aeroporto. Ficou com uma sensação de que estaria deixando grande parte da sua vida lá. E nem sabia se poderia voltar em breve.

No próximo domingo eu conto mais.

Escrito por Duilio Ferronato às 12h01

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Quem é seu herói ?

 
 

Quem é seu herói ?

Escrito por Duilio Ferronato às 23h47

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Comida mexicana

 
 

Comida mexicana

Já fiz minha reserva

para fazer sua reserva, escreva para guisandera@gmail.com

Escrito por Duilio Ferronato às 14h19

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O filho do padre

 
 

O filho do padre

Lá em Avaré eu sempre ouvia alguém dizer que a criança era filha do padre. Ficava louco para tentar entender e ninguém me explicava. (antes dos anos 80, as pessoas não explicavam nada para as crianças, só diziam : isso não é assunto para criança!) Mas eu insistia e queria saber porque um dos meninos, que diziam ser filho do padre, era um vizinho e eu o conhecia.

Insisti com minha tia mais bacana, e ela revelou que quando diziam isso, queria dizer que o pai tinha abandonado a moça quando estava grávida ou era um homem casado que não queria assumir o filho. Ah, ficou ainda mais confuso, porque eu não conseguia entender como uma mulher que não fosse casada poderia ter filhos. Hoje, obviamente uma criança entende isso desde muito cedo, mas antes dos anos 70, era difícil de se ver uma mulher com filhos e sem marido.

Meu pai não aguentou minhas insistências (naquela época eu já era insistente, comecei bem cedo com essa mania – coitados dos meus pais, tios, avós e professoras) e ele contou que padre não podia ter filhos porque não podia namorar, por isso as pessoas diziam isso, mas que na verdade o menino era filho de um homem que tinha passado pela cidade e não quis ficar. Bem fiquei mais ou menos satisfeito com a explicação.

Agora, nosso vizinho, o fornecedor oficial de muamba, apresenta um presidente que já foi  bispo e começa a ter filhos. Quer dizer : começou a ter filhos faz tempo, já tem um com mais de 6 anos ! E a explicação das moças ? As explicações são o que há de melhor. Parece novela mexicana com legendas feitas no paraguaio.

Mas o fato é que toda essa minha curiosidade me deixou com uma convicção desde criança : esse negócio da mulher engravidar e o homem poder sumir, sempre pareceu um erro de projeto da Natureza.  Talvez isso precise de um ajuste. E se a mulher engravidasse e o homem desse de mamar ? Ficaria mais equilibrado. Ah, sim. Ele não poderia fugir e nem fingir que o filho não é dele. Quando eu chegar lá no céu vou sugerir essa mudança para o projetista. Mas talvez eu demore muito para ir para o céu, já que pretendo morrer só depois que completar 100 anos, então parece que até lá as crianças já vão estar nascendo diferentes. Talvez já nasçam falando, andando ou já nasçam com um relatório de DNA na mão.

De qualquer forma essa história toda sobre os filhos do bispo está dando muito assunto. Quem sabe ele consiga usar essa mídia toda para chamar atenção do mundo para as questões do Paraguai e dar um jeito naquele buraco.

Tomara que algum canal de televisão ou algum editor de jornal ou revista, resolva fazer uma matéria interessante sobre o Paraguai.

Escrito por Duilio Ferronato às 10h47

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Tertúlia com Odara Carvalho e Chico Ribas

 
 

Tertúlia com Odara Carvalho e Chico Ribas

Um amigo dizia que não vai conseguir ficar rico porque tudo já foi inventado e que não existe mais nada para inventar. Tadinho, ele não fica rico por absoluta falta de imaginação e talento para ganhar dinheiro. Não tem nada a ver com coisas para inventar ou coisas que ainda irão surgir.

Mas do mesmo jeito que algumas profissões andam sumindo, outras andam aparecendo. Você já imaginou ter uma contadora de estórias particular para você tirar uma sonequinha no meio da tarde ? Pois é, essa é uma profissão que parece ainda não descoberta, mas que faria o maior sucesso nesta cidade tão maluca.

 A Sabina escreveu o texto e ela tem um blog  www.limasdapersia.blogspot.com 

 

Escrito por Duilio Ferronato às 13h23

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Marcha da Maconha

 
 

Marcha da Maconha

A organização Marcha da Maconha pretende fomentar a discussão e esclarecer dúvidas sobre o assunto.

No dia 9 de maio está marcada uma Marcha que sairá do Posto 9, Ipanema, Rio de Janeiro.

 

 

 

 

 

 

.E no dia 23 de abril haverá um evento cultural gratuito que inclui oficinas criativas, exibição de vídeos, ensaio da Orquestra Vegetal (banda que acompanhará a Marcha em Ipanema), além do debate interativo com transmissão para a Internet. Será no Circo Voador, também no Rio de Janeiro.

 

 

 

 

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No site www.marchadamaconha.org  você encontra mais esclarecimentos sobre o assunto. É só para maiores de 18 anos.

Não faz muito tempo, uma pesquisa apontava que as pessoas ainda são totalmente contrárias a liberação da maconha. Uma dessas coisas que não dá para entender porque alguém ainda é contra a legalização.

Parece obvio  que a legalização só trará benefícios para o país. Imaginar quanto dinheiro  a droga movimenta, sem ter arrecadação legalizada já é um ponto crítico; mas imaginar que só os bandidos façam o trabalho de produzir e comercializar já é algo muito estranho de se aceitar.

Dizer que a droga não é amplamente consumida é outra coisa que não dá para engolir. É só dar uma voltinha na frente de qualquer faculdade e já se vê pelo menos 10 grupos de jovens fumando. Então a lógica é essa : se eles estão fumando é porque alguém produziu, contrabandeou, distribuiu e vendeu. Se tudo isso aconteceu e o Governo não conseguiu inibir, já é mais do que tempo para discutir mais amplamente.

Eu não gosto de maconha, acho que deixa as pessoas muito tontas.  Mas também não gosto de álcool em excesso e nem de cigarros. Então não sou uma boa fonte para virem me perguntar, mas sou totalmente a favor da legalização como forma de conter a violência gerada pela comercialização criminosa.

Escrito por Duilio Ferronato às 01h18

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XPTO

 
 

XPTO

Aniversário de 25 anos do Grupo XPTO.

 

Escrito por Duilio Ferronato às 13h05

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Coisas mais ou menos ilegais

 
 

Coisas mais ou menos ilegais

O senador chorando porque pegaram o homem com a mão na massa. Disse que não fez nada de errado, mas andava pagando o condomínio do seu apartamento com o auxilio moradia. Bem, a princípio, parece até que faz sentido. Afinal auxilio moradia é para pagar as despesas da casa ou algo assim.

Mas as leis são realmente claras ? Eu mesmo não entendo tudo que é permitido e as coisas que não são.

Na faixa de uma loja mostra uma coisa que parece ilegal. Mas realmente será ? E se for, o dono do lugar deve ser multado ou algo assim ? Afinal dar desconto à vista, contra o cartão de crédito e o cheque, já foi discutido várias vezes que não poderia acontecer. Mas a gente vê esse tipo de anúncio em todas as partes.

Se as pessoas não sabem direito se isso ou aquilo é proibido, elas devem ser punidas ? Hum, é claro que todo mundo tem o dever de conhecer as leis nacionais. Mas isso é possível ?

Na escola, certamente, não ensinam. Até me lembro de algumas vezes quando as professoras de português passavam pelo assunto. Mas nos anos 70 era mais fácil saber o que era certo e o que era errado. Comprar produtos piratas é uma dessas coisas que deixa a gente na maior dúvida. O preço é muito atrativo, vende em lugares completamente públicos e não deve ser ilegal.

 

Ler uma lei já dá uma ideia de como elas são absurdas. Primeiro que elas são gigantescas e cheias de observações e linguagem técnica incompreensível, depois são difíceis de achar. Mesmo os advogados e os contadores precisam estudar um determinado assunto antes de esclarecer sua dúvida. Então talvez os deputados, coitados, não estejam tão errados assim. Eles só não entenderam as leis propriamente. Ops, mas são eles quem elaboram as leis. Ih, ai fica difícil perdoar os moços.

 

As leis precisam ser mais claras e sem buracos. Se você escreve uma lei de 20 páginas é fácil achar um buraco. Se você escreve uma lei de uma linha, não tem buraco. Ou você já tentou ler alguma Lei brasileira ? É uma coisa tão complicada que no final você fica em dúvida se o que acabou de ler era proibido ou liberado. Elas são tão mal redigidas que não dá para entender claramente. Não são como aqueles 10 mandamentos : claros e diretos. O meu mandamento favorito é:  não roubarás. Esse é um dos menos respeitados, eu sei. Mas parece o mais desejado e ao mesmo tempo, o mais difícil de se cumprir. Os outros parecem mais fáceis.

 

A burocracia foi criando leis mais elaboradas justamente para que elas pudessem encontrar falhas e a defesa sempre achasse um meio de salvar o criminoso poderoso do fio da guilhotina.

Escrito por Duilio Ferronato às 10h23

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Comando Pitanga com Adriana Ferreira e o Ipê Amarelo

 
 

Comando Pitanga com Adriana Ferreira e o Ipê Amarelo

O Comando Pitanga atacou mais uma vez.

 

Escrito por Duilio Ferronato às 10h52

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A mesma novela, capítulo 15 – o vício

 
 

A mesma novela, capítulo 15 – o vício

Se vocês estão achando que tudo era maravilhoso na vida da avó do Mel,a Isabel,  vocês estão enganados. Senão isto não seria uma novela. Afinal as melhores partes de uma novela são como as notícias de jornal, sempre o mais desagradável dá mais audiência. E aqui não será diferente.

O caso é que um dos filhos da Isabel, e portanto irmão da Gilda e tio do Mel, era muito viciado em jogo. Desde muito jovem já gostava de apostar. Apostava tudo e perdia, é claro. O engraçado nas pessoas que são viciadas em jogo é que elas sempre perdem e continuam jogando. Uma coisa difícil para quem não tem esse vício entender. Eu sou do tipo que fico mal humorado já no primeiro prejuízo e paro com a brincadeira.

Esse rapaz sempre foi um pouco difícil, largou o trabalho na fazendo aos 14 anos e foi morar na cidade, era ambicioso, queria ficar rico de qualquer maneira e entendia que ficar rico era uma questão de sorte. Outra coisa engraçada é que já ouvi muita gente dizer isso; até parece que o que diferencia as pessoas ricas das pobres é a sorte. Parece que algumas pessoas não entendem que a sorte surge para quem cria caminhos para ela e não para quem simplesmente a deseja levianamente. Mas o moço era do tipo que acreditava no caminho do fácil. Jogava insistentemente nas loterias oficiais e nas paralelas, uma vez insistiu com a mãe para que emprestasse um dinheiro para ele jogar em um bolão. Ele tinha tido uma visão, dizia que os números tinham vindo para ele como uma revelação, que não seria possível que ele estive errado desta vez. Era só jogar e o dinheiro viria. Ele tinha certeza absoluta. A mãe e a irmã, que já estavam cansadas de ouvir essa história, não quiseram emprestar, mas ao mesmo tempo ficaram tentadas. A tentação do dinheiro fácil é uma coisa que a gente não consegue resistir por muito tempo. E elas acabaram emprestando, não era muito dinheiro, mas o suficiente para fazer falta nas compras da casa. Nem preciso dizer que ele perdeu tudo e sumiu por uns tempos.

O pior é que o outro irmão já tinha avisado que se elas dessem dinheiro para o irmão jogador mais uma vez, ele não ajudaria em mais nada nas despesas da casa. E elas, para piorar, resolveram não contar nada para ele. Mais um fato revelador do vício é que ele exige certa cumplicidade de algumas pessoas e que essas pessoas acabam de uma certa forma sendo incentivadoras do problema e ao mesmo tempo acabam  acobertando as diversas enrascadas dos viciados. É muito comum encontrar um viciado com uma mãe ou avó que acoberte seus deslizes. Outro dia li no jornal que um desses viciados acabou matando a mãe com um machado porque ela finalmente resolveu negar R$ 15 para ele.

É o caso do nosso viciado não é lá muito diferente. Ele ficou sabendo de toda a história do Mel, a família tentou esconder dele as notícias de que o sobrinho seria herdeiro do coronel, mas a cidade toda já estava falando sobre isso e ele começou a fazer dívidas de jogo em nome do sobrinho. Dizia a todos que em breve o sobrinho seria o homem mais rico da região e que pagaria todas as dívidas dele.  Chegou a encontrar com o Mel pessoalmente. E o Mel gostou dele, mas desconfiou. Lembrem-se que o Mel trabalhava em um grande escritório de advocacia em São Paulo e lá todo mundo desconfiava de todo mundo. E além disso o Mel tinha sido criado no casarão onde os malandros eram muito mais malandros que esse tio dele.

O tio quis ficar mais intimo do que conseguiu. Afinal ele nem era tão mais velho assim do que o Mel. Era só uns 4 ou 5 anos mais velho.

Já na primeira chance o tio tentou convencer o Mel a investir em seus negócios, ou seja, emprestar dinheiro para ele jogar. Mas ao mesmo tempo ele tinha um sonho de abrir uma casa de apostas. Coisa de luxo para a região. Quase como um cassino. Ele se inspirava nos filmes de Las Vegas. Desde que soube da vinda do Mel, já tinha até conversado com um arquiteto sobre a possibilidade de transformar a casa da fazenda em um hotel fazenda cassino. Seria o primeiro da região. E o safado do arquiteto nem se deu ao trabalho de alerta-lo de que cassinos são ilegais no Brasil, e foi dando corda.

Esse vai ser mais um dos pepinos que o Mel terá que enfrentar no futuro, mas pepinos tortos não é novidade na vida dele. Então no próximo domingo conto mais um pouco.

Escrito por Duilio Ferronato às 10h51

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Lord Sertey, o rei dos dragões

 
 

Lord Sertey, o rei dos dragões

Em uma terra muito distante há um Lord muito poderoso. Ele usa um bigodão ridículo e é meio metido a escritor. Chegou a ser eleito imortal de uma academia mais do que capenga.

Ele controla vastas terras e grandes pedaços de diversas cidades. Chegou a ser rei do país inteiro, quando o rei por direito morreu antes de tomar posse. Depois conseguiu ser eleito representante de um lugar onde ele nem morava. Isso ainda é um mistério. Mas parece que ele tinha uma poderosa bruxa que estava sempre ao seu lado, alguns dizem que ele tem pacto com o próprio Demo, ou que o próprio Demo é seu padrasto. Isso a gente nunca vai ficar sabendo, porque todos que souberam da verdade tiveram morte súbita.

O grande Lord Sertey aprendeu a domar dragões perigosos e agora esses dragões trabalham para ele.

Depois que inventaram essa história de eleições, o poderoso clã dos Sertey foi levemente ameaçado, mas não por muito tempo. Um rival chegou a ganhar as eleições, mas como a grande Lord já tinha controle total da situação na capital do país e de todos os juizes, foi fácil derrubar o concorrente. Conseguiram depor o concorrente vencedor e ainda disseram que tinham testemunhas. As testemunhas, obviamente, nunca convenceram nem a mim e nem a ninguém, mas os juizes ficaram todos convencidos. Não se sabe porque esses juizes gostam tanto desse Lord.

Nesse país, surgiu um príncipe que dizia que iria acabar com todos os Lords (ele chamava os lords de marajás), todo mundo acreditou nele e ele ganhou as eleições, mas na verdade ele só deixou os Lords ainda mais poderosos. O reinado do príncipe não durou muito, ele teve uns probleminhas familiares e teve que sair.

Depois colocaram um outro rei meio metido a intelectual, esse fingiu que os lords não existiam. Deixou tudo como estava.

Depois entrou um outro...nem sei como definir : meio rei, meio sapo e meio herói dos pobres. Esse disse que ia resolver isso e aquilo, mas na verdade enganou os pobres com umas bolsas cheias de ilusões e também deixou os lords continuarem no comando.

Agora a filha do Lord vai voltar ao poder. Hum, isso cheira a sujeira brava. Ninguém enxerga isso ? Claro que não, afinal o grande Lord mantém a poderosa feiticeira trabalhando dia e noite para manter todos cegos.

Infelizmente, neste conto de fadas, o malvado senhor dos dragões não perderá a guerra. Ele reinará por muitos e muitos anos, e seus descendentes serão ricos para sempre.

Um dia, talvez, apareça um príncipe honrado que dará fim ao reinado dos grandes lords, mas o problema é que os dragões adoram comer príncipes honrados.

Escrito por Duilio Ferronato às 13h55

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Coitado do Dantas

 
 

Coitado do Dantas

Andam perseguindo muito o coitadinho do Dantas. Ele agora se diz vítima. Ai meu Deus do céu! Se essa defesa funcionar nós vamos afundar de vez. A loira, dona da butique,  se defendeu dizendo que estava com câncer; o juiz, que roubou na construção do tribunal, se defendeu dizendo que estava velho e doente; o jornalista, que matou a namorada, se defendeu dizendo que estava sei lá o quê e o deputado, mais votado, se defende dizendo que o dinheiro no exterior não era dele. Só sei que nenhum deles está na cadeia.

Essas defesas estão ficando cada vez mais cara de pau. Ou os juizes são uns tontos ou são comprados. Não é possível que isso possa estar acontecendo. Se eu fosse juiz já estariam todos na cadeia. Doentes, vítimas ou velhos, fez tem que ir para as grades. Não tem desculpa.

E os responsáveis pelas agressões nos trens do Rio de Janeiro ? Bem notícias do Rio não está nem dando para comentar. A história do muro na favela é tão absurda que ainda não consigo entender como tem gente que ainda acha razoável. Será que não dá para entender que isso não vai resolver nada ? Seria muito melhor tentar resolver os problemas de moradia dessa gente do que tentar colocar um muro que vai durar menos de 15 dias. Daqui uns 3 dias já vai estar cheio de buracos e as pessoas vão jogar lixo para o outro lado ou usar o muro como parede para construir. Será que isso não é obvio ?

Outra coisa que não está dando mais para agüentar é a história das passagens aéreas de Brasília para qualquer festança do mundo. Mas como um deputado ou senador tem que viajar 5 vezes por mês ? Como assim ? Por que não organizam todas as pendências para 2 vezes por mês ? Pergunte a qualquer executivo de uma empresa privada se ele viaja 5 vezes por mês. Isso é totalmente improdutivo. É muito melhor organizar suas viagens para no máximo 2 vezes por mês, assim você começa e termina um trabalho inteiro. E não faz um pouquinho aqui e um pouquinho ali. E de quebra ainda economiza dinheiro dos contribuintes. E outra coisa : por que familiares dos parlamentares têm que viajar tanto ? Um conhecido é filho de um deputado nordestino, ele viaja mais do que aeromoça e vai  para todos os lados. E ainda mora em um flat na Al. Lorena financiado por nem sei quem.

Ai, que coisa chata a gente ter que escutar essas notícias e ainda ter que ficar quieto. Dá vontade de ir lá jogar pedra em todo mundo.

Mas tem uma notícia boa hoje :  a  Nicéia está mandando prender o ex-prefeito, Celso Pitta, outra vez.

Ah se todo político e banqueiro tivesse uma mulher como a Nicéia, nós estaríamos bem na fita. Agora, pensando melhor, a Nicéia não é tão chata assim, na verdade é a única esperança que temos nesse mundo imundo da política. Ela ainda vai ganhar uma medalha.

Escrito por Duilio Ferronato às 12h08

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A lasanha

 
 

A lasanha

Foi uma daquelas noites que nunca mais vou esquecer.

 

Escrito por Duilio Ferronato às 19h34

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Susan Boyle

 
 

Susan Boyle

Se você quer ver uma apresentação sensacional, você precisa ver isso.

 

Escrito por Duilio Ferronato às 13h39

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Tertúlia com Luis Marmora

 
 

Tertúlia com Luis Marmora

Sair de férias é a solução. Mas ficar cansado no trabalho parece ser melhor do que perder o emprego.

 

 Texto da Ariela Goldmann

Escrito por Duilio Ferronato às 13h12

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Duilio Ferronato Duilio Ferronato, 46 anos. É arquiteto.

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