Blog do Duilio
 

Buzinas

 
 

Buzinas

por mim já teriam proibido

gente chata que usa

gente infeliz finca a mão

não soltam até estourar

   

vontade de jogar pedra

a cara do infeliz dá até

coitado, coitada, tadinhos

infeliz desconta na buzina

            

buzinar vicia, a amiga é viciada

sem solução, só  na desintoxicação

uma moça triste e tão emburrada

          

só fica forte com a direção na mão

se sente protegida e bem armada

talvez pescar cure; ou pedalar ?

ou talvez, parar de dirigir

Escrito por Duilio Ferronato às 10h13

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A mesma novela , capítulo 12 – o irmão perdido

 
 

A mesma novela , capítulo 12 – o irmão perdido

Vocês devem se lembrar que a Gilda tinha cinco irmãos. Um dos irmãos, o Edivaldo, era apenas alguns meses mais novo do que Gilda. Depois que ela veio para São Paulo e desapareceu, a mãe deles entrou em pânico. Achou que e menina tinha sido levada embora por algum maluco ou algo assim.

Tentou encontra-la através de amigos migrantes, mas nada deu certo. Por fim resolveu mandar o irmão procurar pela Gilda. Ele tinha acabado de fazer 17 anos quando saiu da fazenda do coronel para a busca em São Paulo.

Ele era um tipo muito especial, acostumado a trabalhar duro desde os 7 anos. As mãos eram grossas do trabalho desumano que teve que fazer desde muito cedo. Mas sempre se interessou por filmes, revistas e música. Adorava música de todos os tipos. Sonhava que seria cantor ou compositor. Chegou a compor algumas músicas e cantava sempre.

Bem, quando chegou aqui na cidade foi direto para a casa de um conhecido em Taboão da Serra.  Começou a procurar a Gilda na polícia e nos abrigos infantis, ela tinha 16 anos quando veio para São Paulo e era de se esperar que eles acreditassem que ela fosse tratada como criança. Ninguém imaginou que a Gilda tivesse trocado de identidade com a prima e tivesse assumido para sempre um novo nome.

Uma coisa muito estranha que aconteceu : a Gilda conseguiu tirar o CPF dela aqui em São Paulo, antigamente chamava CIC, e a prima também tirou lá em Alagoas e cada uma ganhou um número diferente. Mesmo usando a mesma certidão de nascimento, as informações nunca entraram em conflito. Talvez hoje em dia a coisa não desse certo.

Mas o Edivaldo não estava tão interessado em procurar a Gilda quanto em se dar bem por aqui. Não acreditava que a vida no sertão fosse seu destino e quando veio já sabia que não iria voltar mais. Até procurou pela menina, mas não muito.

Arranjou emprego de ajudante de pedreiro, depois carregador de mudança e por fim foi trabalhar em uma empresa de despejo. Era uma dessas empresas que o proprietário contratava um caminhão de mudança para levar embora as coisas de um inquilino que tivesse sido despejado.

Ele presenciou histórias muito tristes de despejos. Só as histórias dele já dariam uma novela inteira. Mas vou contar só uma : ele foi com uma equipe até uma casinha na região de Itapecerica da Serra, e encontraram a inquilina cozinhando feijão numa lata. Ela não tinha panelas, só um fogão bem velho, todo enferrujado e umas latas que eram usadas como panelas. A mulher entrou em desespero na hora que percebeu que o despejo seria inevitável. Estava sozinha em casa e os filhos numa creche. O marido tinha largado todos e sumido. Ela chorava e pedia para os homens deixarem ela terminar de cozinhar o feijão, que seria a única coisa que as crianças teriam para comer durante a semana. O Edivaldo ficou muito abalado com aquela cena. O coração dele ficou apertado por dias e talvez até hoje ele ainda sinta uma certa angústia quando lembra que ele teve que desligar o fogo, colocar a lata do feijão semi cozido no chão, enquanto a mulher chorava como uma louca. Dava para sentir o cheiro do feijão com alho e cebola – parecia bom. Os pertences da mulher foram levados para um depósito, mas ela quis ficar ali na calçada e terminar de cozinhar o feijão em um fogareiro improvisado para quando as crianças chegassem da escola. Foi uma coisa de arrebentar o coração, mas o chefe do Edivaldo disse para ele ir se acostumando porque esse serviço era difícil, e que cada um tinha sua parte na sociedade e a deles era essa.

O proprietário deu uma caixinha bem gorda para os carregadores e foi a primeira vez em que alguém tinha dado um dinheiro a mais por um serviço que ele tinha feito. Como um prêmio. Ao mesmo tempo em que foi difícil de agüentar a cena da mulher desesperada, foi muito bom ganhar um dinheiro extra. E na verdade para algumas pessoas o gostinho do dinheiro é muito mais agradável do que qualquer trauma.

Ele se deu bem no trabalho. Começou a escolher quais queria fazer, depois aprendeu a dirigir, começou dirigindo uma caminhonete e com o tempo um caminhãozinho. Não era gastador e aprendeu a conquistar seus próprios clientes. Descobriu que quem indicava as empresas de despejos eram os oficiais de justiça, que recebiam uma comissão das empresas. Começou a montar um esquema com um oficial de depois mais um e foi conquistando o mercado.

A música não deixou de ser sua paixão, mas resolveu que iria ganhar bastante dinheiro e depois correr atrás da música. Esqueceu da irmã e da mãe por uns tempos, apesar de sempre mandar um dinheirinho para ela.

Não demorou muito e ele conseguiu comprar um terreno para a mãe na cidade perto da fazenda, naquela cidade onde os crimes políticos tinham acontecido. Depois de um tempo conseguiu construir uma casinha e a mãe deixou de trabalhar na fazenda, um irmão e uma irmã continuaram na fazenda por muitos anos.

Ele demorou uns 10 anos para voltar para visitar. Voltou e disse que continuava procurando pela Gilda, mas era meio mentira. Apesar dele sempre pedir ajuda para os oficiais de justiça sobre o caso. Mas o que ele demorou  muito para entender foi que a Gilda não existia mais, só a Marialva.

Isso só ficou mais claro para eles quando a Yolanda começou a pressionar toda a família sobre informações da Gilda e descobriu que a prima tinha emprestado a certidão de nascimento para a Gilda viajar. Isso deu uma luz para as buscas.

E ele começou a procurar pela Marialva. Acabou descobrindo, meio sem querer, o atestado de óbito dela. Foi um choque terrível e ele decidiu não contar para mãe.

Com as informações chegou ao casarão e o Mel já havia mudado para o apartamento, mas os moradores não sabiam muito bem onde era o apartamento. Os rapazes resolveram não deixar o novo endereço para se livrarem de “pequenas pendências” do passado.

Mas o Edivaldo estava chegando perto. Agora ele já era dono de uma pequena empresa, tinha meios de descobrir coisas e era muito articulado.

O mais engraçado é que se não fosse pela investigação da Yolanda eles nunca teriam descoberto que a Gilda tinha virado Marialva. (para vocês não acharem que a prima fez isso de propósito devo avisar que a coitada nunca pesou que a Gilda fosse usar a certidão de nascimento dela para trocar de identidade. Ela achava que a menina só iria usar a certidão para viajar e depois destruir a certidão.)

O Edivaldo sabia que o filho da Gilda era o único herdeiro do coronel. Tinha muita coisa em jogo nessa história, não era só encontrar a irmã, mas também uma fortuna esperando para ser abocanhada.

A Yolanda nem imaginava que seu belo golpe estava correndo risco de ser desmascarado. Mas isso é coisa para próxima semana.

Escrito por Duilio Ferronato às 10h36

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Uma semana esquisita

 
 

Uma semana esquisita

Essa foi uma daquelas semanas estranhas por aqui. Começando pelo clima. Teve de tudo : muito calor, frio, chuva e até ventania. Mas clima descontrolado já virou rotina. Afinal, vivemos em épocas de aquecimento global, reciclagem, lixos tóxicos, extinção de pandas e outras coisas malucas.

Depois veio essa história de virose que pegou meio mundo. Para todos os lados tinha alguém com dores e febre. Foi uma dessas epidemias silenciosas que tomaram conta da cidade.  Mas até onde sei, não foi muito grave.

O mais engraçado ficou por conta do Senado, da Polícia Federal e do Judiciário. Não dá para decidir quem é mais patético.

A PF pelo menos ou mostra parcialmente que faz seu trabalho. Fizeram mais um showzinho prendendo executivos, donos de importadoras e loiras doentes. Claro que a prisão não chegou a durar uma semana. Mas deram bastante assunto para os jornais e televisão. Meu chefe deve ter ficado feliz, afinal a primeira página do jornal ficou recheada a semana toda.

  o Senado nem  diz que trabalha, nem faz e nem se preocupa em mostrar nada. Só finge. Nada muda. Uns caras de pau sem fim. Às vezes fico pensando que os traficantes e seqüestradores são o que temos de pior no Brasil, mas depois lendo as barbaridades do Senado, acabo concluindo que eles são ainda piores do que os bandidos oficiais. Senadores chegam a ser o que há de pior neste país, se é que dá para definir o pior. Mas hoje tenho acreditado que não dá para competir com os senadores, eles ganham de qualquer bandido.

O Judiciário é talvez a coisa mais patética e sem propósito deste país. Tem alguém que ainda leva em consideração as decisões do judiciário ? Tem alguém que acredita neles ? Eu não.  Li uma charge muito boa : Habea$ Curpu$. Bem isso define muito bem o judiciário. Perdeu toda moral possível. Não dá para confiar na justiça dos homens. Agora ter câncer ou qualquer outra doença te libera para o crime impune. Como se já não bastassem todas as outras desculpas como: diploma universitário, endereço fixo, réu primário...e outras coisas que inventaram para livrar nossos criminosos importantes.

Bem, mas a semana não foi só de coisas ruins, da minha parte gravamos os primeiros programas do Comando Pitanga, que deve estrear no dia 7 de abril ; e na sexta estive no jantar dos Les Amis – cozinha para amigos - http://www.lesamiscozinha.com.br - isso sim foi uma experiência inesquecível.

Ajudou a esquecer a semana cheia de coisas estranhas e mal contadas.

E hoje, sábado, ainda a Hora do Planeta vai dar uma animada na situação.

Escrito por Duilio Ferronato às 12h54

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Hora do Planeta

 
 

Hora do Planeta

Amanhã, sábado, 28 de março às 20h30.

Haverá um grande movimento simbólico para conter o consumo desenfreado.

Todos estão convidados a apagar as luzes por 1 hora.

http://www.wwf.org.br/

Escrito por Duilio Ferronato às 10h38

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Oh, pra você

http://www.banksy.co.uk/

Escrito por Duilio Ferronato às 10h27

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Evolução

 
 

Evolução

Ainda estamos evoluindo segundo o blog do http://unidadedecarbonoterra.blogspot.com/

Escrito por Duilio Ferronato às 10h26

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Tertúlia - La Diva com Priscilla Carvalho

 
 

Tertúlia - La Diva com Priscilla Carvalho

Uma celebridade muito equivocada

Escrito por Duilio Ferronato às 14h23

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A construtora entrou pelo cano

 
 

A construtora entrou pelo cano

Às vezes ver gente muito poderosa se dando mal dá um certo alívio. Dá até uma certa esperança de que em nosso país existe justiça ou que pelo menos estamos agindo com uma certa coerência.

As grandes construtoras e os bancos foram sempre empresas intocadas, mais até que o galã da novela da Globo.

Pensar que a PF poderia prender um galã global seria quase um sacrilégio, mas o Fábio, que é loiro, de olhos azuis, rico e bonito,  quase dançou e isso já dá para nós, os mortais comuns, uma sensação de que a justiça é para todos. Claro que o galã foi parar numa clínica super cara e nada de cadeia para ele. Mesmo tendo sido flagrado com cocaína suficiente para ir direto para as grades.

Os bancos, esses agora são os salvadores da pátria, e graças a eles – não entramos na crise econômica mundial. Não sei porque mas fiquei com a pulga atrás da orelha nesse assunto. Ando achando que tem alguma coisa errada nisso.

Principalmente neste mês, que paguei só metade da fatura do meu cartão de crédito,  agora recebo uma nova fatura com um valor de mora e juros muito maiores do que a conta do meu supermercado. Quer dizer que gasto mais com juros do cartão de crédito do que com supermercado ? Isso não faz nenhum sentido, mas com coisas intocáveis, não se pode desconfiar. E bancos e galãs da novela, não podemos falar muito.

Agora chegou a vez da primeira construtora. E talvez a outra com nome de baiano estrangeiro chegue logo também. Uma coisa que cheira muito mal não é o fato de superfaturar, porque afinal construir já implica em superfaturar. É só você chamar um pedreiro para reformar seu banheiro que no fim da obra você vai descobrir que comprou azulejo extra, ou cimento de sobra ou ainda areia. Que ficarão num canto da sua casa para sempre e você vai ficar com dó de jogar fora porque gastou um dinheirão com aquilo, mas não tem mais utilidade.

 Então o superfaturamento das grandes construtoras a gente acaba agüentando, mesmo sabendo que dentro das construtoras existem engenheiros e economistas especializados em controlar desperdícios. Agora uma coisa que não dá para engolir :  as doações que as construtoras fazem para políticos. Ah, isso não tem nenhum cabimento! Como uma empresa que participa de licitações de obras públicas pode doar dinheiro para quem tem influência nas licitações ? Isso é uma coisa tão difícil de entender quanto os juros do meu cartão.

Bem, mas vocês já sabem que do mesmo jeito que políticos importantes, galãs de novelas, banqueiros – os homens das construtoras não vão ficar nem uma semana na cadeia. Ops, só para lembrar : que foram eles mesmos quem construíram as cadeias e é bem capaz deles terem projetado saídas secretas de emergência para esses casos.

Escrito por Duilio Ferronato às 11h10

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Camisinha do Papa

 
 

Camisinha do Papa

Onde vende ?

foto de Boris Horvat / AFP

Escrito por Duilio Ferronato às 20h02

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Virose

 
 

Virose

Essa história de virose parece um daqueles chutes que os médicos dão. Não sabem direito dizer se é uma inflação na garganta, uma sinusite ou um resfriado mal definido.

A coisa é que você fica com dor de cabeça, dor de garganta, dor no corpo e um cansaço sem fim. Bate um frio e um calor ao mesmo tempo. Uma sensação febril desconfortável. Com vontade de dormir o dia todo.

Uma chatice. Nas farmácias têm remédios de todas as cores e preços para viroses. Os farmacêuticos adoram tratar viroses. Eles já sabem o diagnóstico só de olhar para você entrando pela porta. Não sei de quem eu desconfio mais : de médicos de plano de saúde ou de farmacêuticos. Irk. 

Pior que ficar doente é imaginar que tenho um monte de trabalho para fazer e sem ânimo para nada. Ainda bem que a NET me ofereceu um pacote de degustação, de sei lá quantos canais, e vou ficar na frente da Tv o dia todo.

Escrito por Duilio Ferronato às 14h19

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Jabá na tábua

 
 

Jabá na tábua

Em Santo André, bem ao lado da Escola Livre de Teatro, tem o restaurante Calabar.

 

 

 

Eles servem um jabá na tábua muito especial.

 

 

 

 

 

 

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. uma grande variedade de cachaças e pingas

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o aditivo que deixa um gosto muito forte

 

 

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o chefe

 

Rua Silva Jardim, 110  tel. 4996 – 4846  Sto André

Escrito por Duilio Ferronato às 09h56

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Orelhada ainda é a especialidade nacional

 
 

Orelhada ainda é a especialidade nacional

Já que aqui todo mundo é meio técnico de futebol, meio médico, engenheiro e pai de santo. Eu também adoro dar umas orelhadas em assuntos que não entendo quase nada. Afinal todo mundo faz isso na padaria aqui da esquina, por que eu não poderia ?


 

 O jogo do Santos X  Corinthians : mais uma vergonha. Briga entre torcedores e polícia. Os santistas perderam não só o jogo, mas também perderam a chance de ir para casa com menos dores no corpo, causadas pelas pauladas que levaram da polícia.  Gente boba  que vai ao estádio para brigar. E mais boba ainda é essa tentativa de fazer um cadastro de torcedores. Vai ser mais um documento inútil, como se a gente já não tivesse números suficientes na nossa vida.


 

Depois vem a história do Marcos Valério. Essa eu já venho dando orelhadas desde o começo. Será que alguém acredita nessa história de delação premiada ? Aposto que ele vai delatar alguém que a gente nunca ouviu falar. Esse sujeito vai assumir toda a culpa, vai ficar encrencado por um ou dois anos no máximo; e depois vai viver rico para sempre com o dinheiro que ele vai receber por assumir toda a sujeira. Eu aposto um rim que isso vai acontecer.

 


 

A corrida para o Governo Estadual foi uma surpresa. Eu nem esperava escutar mais falar do Alckmin. Mas infelizmente ele parece que vai assombrar nossas vidas por longos e longos anos. Credo. E o mais chato é que entre os nomes apontados nas pesquisas, não apareceu nenhum que dê vontade de votar. Vai ser mais uma daquelas eleições que a gente não vai ter em quem votar. Em 2010 espero estar morando em Paris.

 


 

Uma coisa que eu gosto de dar palpite e não entendo nada é moda. O Marc Jacobs está no Brasil para conhecer a sogra e inaugurar sua loja aqui em São Paulo. Um sujeito muito bacana que tem um namorado brasileiro muito bacana também.  Mas a moda dele é muito estranha, normalmente não gosto de nada. As bolsas da Luis Vuitton que ele desenha, acho todas medonhas e só perua rica para gostar. As mesmas pessoas que gostam da moda dele, gostam  de morar e trabalhar em edifícios neo clássicos. A cafonalha adora esse estilista. Eu só consegui gostar de algumas camisas que ele desenhou, o resto nada. Talvez eu não entenda nada mesmo de moda.

 


 

E a nova novela da Record ? Novela eu só vejo alguns trechos ou acompanho pelas capas de revistas das bancas. Mas vi que essa novela vai ter ainda mais efeitos especiais, que eles dizem ser de alta qualidade. Mas só que na verdade parece com aqueles filmes de monstros contra robôs japoneses dos anos 60. Quer dizer : os efeitos dos japoneses eram melhores ! E a trama ? O galã é o top picareta do Luciano, pai da Sasha, e a mocinha é aquela que nem lembro o nome, uma moça mais do que sem graça. Tadinha. E os vilões ? Dão pena. Mas mesmo assim a novela tem muita audiência. Vai entender.


 

 

Indo para as notícias para os adolescentes : Na Folha, toda segunda-feira tem um caderno que chama Folhateen. Normalmente é um caderno bem sem graça para adultos,  mas adoro ler as perguntas que os adolescentes mandam para o Dr. Jairo. São mais bizarras do que conversas alheias no ponto de ônibus. As respostas eu nunca leio, mas pelas perguntas dá para entender o grau de ignorância desses adolescentes. Não devem conversar sobre sexo com os pais e muito menos falar sobre isso na escola.  Talvez seja por isso que o número de adolescentes grávidas esteja sempre crescendo. Adolescência  é certamente um assunto que todo mundo gosta de dar palpite, mas também é um dos assuntos que nunca se chega a nenhuma conclusão. É muito mais fácil falar sobre crianças.

Escrito por Duilio Ferronato às 13h05

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Dostoievski e o Idiota

 
 

Dostoievski e o Idiota

Hoje, 23 e amanhã, 24, duas palestras sobre Dostoievski.

Na Casa Livre, rua Pirineus, 107    tel. 7717-4110   às 20h.

Escrito por Duilio Ferronato às 09h48

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3 fazendo trabalho de 1

 
 

3 fazendo trabalho de 1

Não é raro chegar em algum lugar e ver 3 pessoas fazendo trabalho que apenas 1 daria conta facilmente.

Mas até aí, tudo bem. Tem muita gente desempregada e quanto mais gente trabalhando, melhor. O problema é que quase sempre um trabalha e os outros dois atrapalham. E a coisa em vez de andar mais rápido, acaba ficando lerda.

Já viu esses bares que têm 3 no balcão, que foi feito só para 2, e ficam se espremendo para tentar se mover ? Pois é, na barraca de caldo de cana da feira é assim: tem o sujeito que opera a máquina e duas moças que supostamente atendem. Não dá para entender como eles conseguem ser tão atrapalhados. Um fala com o cliente, diz para o outro o que o cliente quer, o outro ainda diz para o outro mais uma vez e aquele primeiro fica olhando para a cara do outro esperando alguém fazer. Seria mais rápido se o cliente se servisse, já que o jarro fica ali no balcão.

Depois vem a hora de pagar: o cliente dá uma nota de R$ 20 para pagar R$ 2. Ih, é a maior confusão. A moça coloca o dinheiro numa caixa que não tem troco suficiente, olha para a outra que fica olhando para o abismo. Depois de alguns momentos de vácuo o cliente pergunta meio irritado: quem vai dar meu troco? 

Os 3 ficam meio atordoados, param tudo que estão fazendo e começam a andar de um lado para o outro (isso tudo dentro de um lugar que só deveria ter 1 pessoa).

E eu só olhando tudo isso sem ter sido atendido ainda. Dá vontade de ir para outra barraca, mas a experiência antropológica me impede de deixar a cena.

Finalmente o operador da máquina de moer lembra que tinha uma nota de R$ 10 no bolso. Mas ainda faltam R$ 8 para o cliente. A correria continua. Um pra cá, outro pra lá. Quase um personagem do Chaves. Dá vontade de rir. E o pastel fica pronto. Na barraca do pastel tem 2 japoneses que organizam tudo. Sai mais rápido, mas mesmo assim tem sempre um intermediário entre você e o fritador de pastel. Afinal por que você não pode pedir direto para o fritador ? Mas mesmo assim, é mais eficiente do que o caldo de cana.

Se essas situações de 3 fazendo o trabalho de 1,  (sendo: 1 meio trabalhador, 1 enrolador e o último é o intermediário entre os 2 primeiros)  são tão comuns que a gente nem mais percebe o absurdo que é.

Quando sai no jornal que no Senado tem um responsável pelo ar condicionado, um por obras, um por sistemas de ventilação e outros tantos para coisas similares, a gente nem acha assim tão estranho.

Deve ser algo meio lusitano esse negócio de ter sempre um intermediário, que acabou gerando essa mania de assessores ou intermediários.

Estou começando a achar que a culpa de tudo seja do intermediário.

Escrito por Duilio Ferronato às 19h50

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Notícias que parecem de mentirinha

 
 

Notícias que parecem de mentirinha

Certas manhãs  quando pego o jornal, começo achar que algumas notícias são inventadas.

Não dá muito para acreditar como certas coisas vão acontecendo, a gente vai deixando evoluir e quando se dá conta:  já fazem parte do nosso cotidiano.

Essa história das atrapalhadas do Senado é a mais ridícula de todas. Como pode já estarmos no terceiro mês do ano e as coisas por lá ainda estarem em clima de guerra ou de festa ? Nem dá vontade de ler essas notícias sobre o Senado. Só de pensar que tem dois ex presidentes no mesmo lugar, já é de se estranhar. Um é senador por um Estado em que ele não mora, o outro é senador nem sei como.

A história do austríaco que manteve a filha presa todos aqueles anos no porão da casa, teve sete filhos com ela e ninguém desconfiava ? Essa parece história de filme ruim. Se eu assistisse isso no cinema, sairia achando que o roteirista tinha sido demitido no meio do filme e que o diretor pediu para um estagiário terminar o filme.

E tem mais a história do Bispo que disse aquelas barbaridades sobre o aborto da menina de 9 anos. Nem dá para saber se o mais absurdo é o padrasto abusar das meninas sem a mãe saber ou o bispo ter aquela atitude. Essa história é para deixar de acreditar de vez na igreja católica. E para piorar a imagem da igreja ainda vem o Papa e faz aqueles discursos conservadores na África. Essa visita do Papa à África eu estou evitando  ler, mas só de passar os olhos pelas manchetes já dá raiva.

A notícia sobre a demarcação da terra dos índios até começou interessante, tentei entender e depois achei meio complicada e chata. Vou tentar ler um resumo no fim de semana para ver se entendo melhor a coisa. Ou talvez deixe passar.

As notícias sobre o não crescimento do PIB, da queda de arrecadação, dos juros isso e aquilo : não quero mais saber. Desisti. Vejo aqueles comentaristas da Globo News falando e fico sem entender nada. Parece que vivo numa realidade diferente dessas coisas.

Chato mesmo são as especulações sobre os possíveis candidatos à Presidência. A plástica da ministra, os acordos do PSDB, o PMDB tentando se dar bem e os articuladores já se movimentando em todas as direções. Esse assunto ainda vai encher muito a gente antes de alguma coisa concreta acontecer. Vou fingir que não vejo nada.

A Obamania também  vou ignorar ! Essa já deu o que tinha que dar.

Sobre o gorducho do futebol eu nem vou falar nada. É um assunto tão chato que nem sei como ainda repetem tanto. O pior é que em qualquer canto que eu vá, escuto esse assunto. Prefiro ficar lendo sobre a prisão do Dado Dolabela. Acho a canastrice dele mais confiável  do que a do jogador.

A notícia que começou a me interessar um pouco foi a nomeação do novo Secretário Estadual de Segurança Pública. Hum, não gostei muito dele logo de cara, mas vou torcer para que ele faça um bom trabalho. Estamos precisando muito de gente competente na área de segurança pública.

O caderno de turismo eu nem abro para não ficar frustrado. Queria muito viajar e acho que neste ano não vai rolar. Coisa chata.

Parece que vai ser um ano cheio de notícias chatas.

Escrito por Duilio Ferronato às 22h59

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Tertúlia - ainda bem que vocês chegaram com lavínia pannunzio

 
 

Tertúlia - ainda bem que vocês chegaram com Lavínia Pannunzio

Afinal quando custa ter amigos ?

A Lavínia está em cartaz com o espetáculo :
SOLTANDO OS CACHORROS
Sesc Avenida Paulista - tel. 3179-3700. Qua. e qui.: 20h30.
Até 23/4

 

 

Escrito por Duilio Ferronato às 03h42

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As maldades do Clodovil

 
 

As maldades do Clodovil

 

Agora que  Clodovil morreu, já começaram a falar que ele era uma pessoa boa. Mas na certa quem não o conheceu  ou nunca trabalhou com ele é que diz isso.

O sujeito se dizia bom, tinha idéias boas sobre civilidade e bom comportamento, mas na verdade não usava nada do que dizia na própria vida.

É sempre mais fácil dizer como se deve ser do que colocar em prática.

E uma coisa que ele nunca colocou em prática foi a excelência da bondade. Ele era uma pessoa amarga e que maltratava todo mundo a sua volta. E maltratar pessoas não é digno de uma pessoa boa. Não se pode dizer que era um sujeito bom se na verdade pautou toda sua vida no seu próprio ego. Era  tão egocêntrico que nem conseguia enxergar que estava sendo malvado com as pessoas. Achava que tudo que dizia era para o bem delas e que suas palavras eram quase divinas. 

Uma vez estive na casa dele conversando com ele, foi bem no começo do blog :

http://blogdoduilio.folha.blog.uol.com.br/arch2007-02-01_2007-02-15.html#2007_02-15_23_44_42-11540937-26

Foi uma conversa tensa e só reforçou minha opinião sobre ele. Não gostei dele, já não gostava antes.

Mas de qualquer forma, perdemos uma pessoa engraçada. E gente engraçada é sempre divertida de ver e ouvir.

Escrito por Duilio Ferronato às 21h38

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Jogo do bicho informatizado

 
 

Jogo do bicho informatizado

A informática chegou ao Jogo do Bicho. Agora quando aparecer na televisão aquelas quadrilhas de jogo do bicho presas e eles tiverem só aquelas máquinas de somar antigas ou aqueles talões de anotações, você pode desconfiar que é só enganação. Os grandes bicheiros já estão muito mais equipados.

Você pode escolher os números e o jogo fica computado em uma central secreta. Aqui no Brás a atendente, da banquinha da esquina da minha casa, garante que não tem problema com a polícia porque o dono da banca dela é um delegado. Ah, se o dono é um delegado, então deve ser legal. Todo mundo pode jogar tranqüilo.

E na rua Bresser tem um que aceita até Visa. Isso sim é que é moderno. Você joga e ainda parcela no cartão.

O Jogo do Bicho começou no Rio de Janeiro em 1892, numa forma parecida com uma rifa. Era, a princípio,  para aumentar a arrecadação do zoológico.  Cresceu tanto que você encontra banquinhas do jogo em qualquer cidade do país.

Dizem que se não fosse pelo jogo do bicho, os desfiles das escolas de samba cariocas não teriam evoluído tanto. E nem o samba. Bem, isso já não sei se é verdade, mas é uma lenda urbana carioca que todos falam com segurança.

Meu tio uma vez ganhou um dinheirão no bicho, deu para comprar um Fusca. Eu lembro que todo mundo dizia que era o Fuska do urso, porque ele tinha apostado no urso 92. Ainda bem que foi no urso. Ele vivia dizendo que o 92 era o número de sorte dele. Até a casa dele era número 92.

O Jogo do Bicho é mais uma das coisas (junto com: aborto, maconha e produtos piratas) que o poder público finge não existir.

Escrito por Duilio Ferronato às 12h35

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Duilio Ferronato Duilio Ferronato, 46 anos. É arquiteto.

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