Parece que não dizer nada já quer dizer que a resposta é não.
Não consigo entender de onde as pessoas tiraram essa mania de não avisar, não responder ou não dar satisfação nem feed back .
No sábado uns amigos convidaram para um almoço bem bacana, mas eu já tinha marcado com um homem que iria podar umas árvores no sitio às 14h. Fui e ele chegou às 17h. Claro que não deu tempo de fazer tudo e ele marcou para domingo às 8 da manhã. Insistiu porque tinha um compromisso com a família ao meio dia e não poderia ser mais tarde. Acordei às 7 para ficar pronto e ele chegou às 11h.
Hoje, segunda-feira, voltei do sítio porque tinha uma reunião amanhã,terça-feira, às 14h. Mandei um e-mail para as pessoas confirmando o local de encontro de amanhã e vim embora para São Paulo. Quando chego em casa vou ver meus e-mails, as pessoas responderam dizendo que não poderão ir à reunião de amanhã porque tem outras coisas para fazer ! Cacilda ! Eu voltei para a cidade só por causa dessa reunião, meu último compromisso de trabalho do ano e as pessoas nem para avisar que não iriam.
Se você fizer uma experiência de mandar seu currículo para 100 empresas inglesas e 100 empresas brasileiras. As 100 empresas inglesas irão responder alguma coisa para você, as brasileiras nunca irão dizer nada, com exceção de 2 ou 3.
Nas editoras de livros eu sempre achei que trabalhassem gente super educadas e dessem sempre uma resposta, pelo menos dizendo algo sobre o trabalho que você enviou. Que nada !
Nem a editora Publifolha responde, mesmo eu sendo funcionário. A Cosac Naif ainda te deixa esperando séculos com panos mornos porque conheço uns amigos lá. A editora Record nem responde. A Editora 34 lê o material, diz que está passando para outras pessoas e nunca mais te dá resposta. A editora Jabuticaba nem avisa se recebeu ou não. A editora Girafa diz que em 5 meses te dará uma resposta. Já passaram 8 meses e nada !
As pessoas que mais deveriam dar exemplo de educação, que são os grandes editores de livros, nem se dão ao trabalho de mandar um simples : não gostei e pronto! - Isso seria melhor do que ficar sem resposta.
Vou morar no sítio e vender couve porque não agüento mais essa gente mal educada.
Muita gente bonita junta em um filme sensual o tempo todo. Penélope Cruz nem precisaria dizer nada. Foi só aparecer e o filme cresceu. Uma das cenas em que ela é fotografada pela belíssima Scarlett Johansson na frente de uma porta fechada é quase um delírio. Não deve haver um fotógrafo no mundo que não tenho sofrido um pouco aquela imagem.
A paisagem pode parecer óbvia e meio turística, mas as cenas domésticas compensam qualquer exagero do guia turístico.
A casa do pintor e a casa do pai do pintor são daqueles lugares que fica difícil imaginar alguém que não gostaria de passar um tempo. Lugares lindos com almoços no gramado e música boa. Os móveis e as paredes dá vontade de pedir pausa na exibição só para poder ver melhor.
A discussão sobre o amor, recorrente nos filmes de Woody Allen, agora vai por um caminho um pouco mais provocador. Um trio amoroso com uma reserva de quebra. Delícia só de imaginar-se no meio dessa experiência.
Obviamente a analise do comportamento espanhol ficou um pouco clichê, mas dá para agüentar. A festa na galeria de arte é quase uma reprodução de uma festa em Nova York, fora esses deslizes, que os americanos vivem fazendo fora de seu país, a coisa toda vai muito bem.
Uma personagem lateral, a dona da casa em que as moças ficam hospedadas, é fundamental para representar a infelicidade do casamento de conveniência. O marido, meio gordo com falas enfadonhas e riquíssimo, é um desses personagens que Allen adora representar como o grande vilão disfarçado. O provocador da infelicidade geral. Enquanto o boêmio está na ponta oposta. A boa vida de alguns tem um preço de infelicidade conjugal insuportável.
Deu muita vontade de voltar a Barcelona e beber aqueles vinhos incríveis que eles têm por lá. E quem sabe arranjar um caso infernal.
EUA/Espanha, 2008. Direção: Woody Allen. Com: Scarlett Johansson, Rebecca Hall, Penélope Cruz e Javier Bardem. 96 min. Não recomendado para menores de 12 anos.
Alguns livro cheguei a começar, fui até umas primeiras páginas e parei. Nem sei dizer porque. Mas parei.
Depois de algum tempo alguém me pergunta se li, fico confuso e acabo dizendo que sim. Mas tentando recordar da leitura, não vem nada. Alguns outros, ao contrário, lembro até da cadeira onde sentei para ler. Lembro de onde estava e de como misturei as sensações de uma viagem com as sensações de uma boa leitura.
Outro dia conversei com um adolescente que disse que nunca havia lido um livro. Só lia os resumos na internet. Eu já fiz isso com um livro de escola também. Foi Dom Casmurro, quando eu tinha uns 14 anos. Li o resumo de uma apostila de cursinho e fiz o relatório para escola. Isso por pura preguiça ou por não agüentar Machado na época.
Agora já não sei dizer mais quais já li realmente e quais só fiz aquelas leituras sem muita atenção no ônibus ou em algum outro lugar público. Ler no ônibus ou no metrô são daquelas leituras rápidas que não te levam para o universo paralelo que a leitura é capaz de levar. Até chegam a te tirar do lugar onde você está, mas a força do entorno te traz de volta em segundos.
Já, ler com calma em casa ou nas férias é sensacional. Uma entrega total. Ler no ônibus é como deixar o celular ligado no cinema. A entrega não é total. Você está ali parcialmente, esperando que algo te puxe para fora.
Agora estou lendo os livros escritos por Paulo Setúbal sobre a história romanceada do Brasil. Quase entro nas festas da Marquesa. Os livros do Paulo Setúbal têm diversas edições com preços diferentes. Eu comprei naquele Sebo da av. Paulista com Consolação, capa dura e edição de 1949 por R$ 20 cada.
Ainda tem gente que acredita nesse sujeito. E pior : vão pagar milhões por isso. O cara não joga mais, enche a cara, briga, arranja confusão e mesmo assim é super bem pago.
Tudo bem, teve lá sua glória, só que agora só tem feito muito feio. Talvez fosse melhor se ele desaparecesse numa ilha lá na Indonésia por alguns anos e voltasse bem gordo e cheio de filhos.
Alcançar esse patamar de celebridade que esqueceu porque chegou a ser celebridade é um das distorções sociais mais esquisitas deste planeta. O homem fica famoso por fazer uma coisa muito bem, depois fica mais famoso ainda pelas mulheres que ele catou e pelas confusões que arranjou.
As mulheres caírem no papo dele até entendo, afinal, todas que passaram por lá tem um certo $$ bem no meio da testa. Isso não dá para negar. Mas o grande público, que dizem ser a voz de Deus, cair nessa é coisa que não entendo. Esse time Corinthians que não tem dado uma dentro acaba de dar mais uma fora. Lembra daquela história de chamar um jogador argentino ? Que furada. Depois ficarem sócios dos mafiosos ? Outra furada. Agora chamar o Fenômeno ? Mais outra furada.
Bem, depois que fiz aquele curso de vidente por correspondência posso afirmar que o Corinthians vai ter muito assunto e pouco futebol para o próximo ano.
Durante a gravação do Tertúlia na Av. Paulista, algumas moradoras de rua vieram falar com a atriz Regina França, foi uma identificação imediata. Foram só as mulheres que se aproximaram. Os homens olhavam de longe e não vieram conversar.
Ela casou já sabendo que o sujeito era meio envolvido com gente suspeita. Depois aproveitou anos do dinheiro vindo de nem sei onde.
Viveu uma certa glória de ser primeira dama, mas uma primeira dama com cara de pé rapado. Acho até que foi meio loira uma época, mas não sei dizer ao certo. Sei que fez compras em lugares caros, gastou os tubos.
Um dia pegou o marido, que tinha cara de bobo, mas de bobo não tinha muito, só um pouco, com outra. E outra bem mais nova e mais bonita.
Isso nem foi surpresa para ninguém. Só para ela. Deve ter sido que deixou a dona mais doida ainda.
Depois disso tudo desandou. Eu nunca imaginei que uma mulher daquelas pudesse estar casada com um homem daqueles por amor. Mas parece que nem era amor. Acabou virando ódio muito fácil. Acho até que era um ódio guardado por anos.
Aí foi fácil colocar tudo para fora. Disse isso e aquilo do marido. Acusou os comparsas e todo mundo que podia. Um amigo garante que ela embolsou uma grana preta para dar aquelas entrevistas exclusivas. Se isso for verdade, é feio para ela e feio para quem pagou.
Agora ela tentou mandar o ex-coitado para a cadeia por causa de pensão. E ele ainda pagava uma pensão de R$ 20 mil. Escuta aqui: de onde vinha esse dinheiro ?
Bem, isso não vamos ficar sabendo porque o chefe dele é aquele senhor mais que sabonete, que escorrega de qualquer situação, e não deu em nada para ninguém. Mas afinal o que ela quer ? A pensão vinda de lugares suspeitos ou vingança ?
Qualquer das opções joga essa mulher numa lama fedida. Talvez ela seja a pessoa mais infeliz deste país. Vou começar a ter dó dela e desejar que ela gaste o dinheiro sujo, que tanto serviu a ela, numa boa terapia ou numa ong bacana. Se é que alguma ong bacana vai aceitar essa fulana como colaboradora.
A cidade já virou um negócio difícil de entender. As ruas congestionadas, os ônibus cheios o tempo todo, o metrô sem lugar para sentar e os supermercados cheios de famílias loucas para comprar calorias.
Não dá mais. Dezembro é um mês para se fugir daqui. Fiz uma lista de 4 coisas para fazer na rua. Demorou tanto para sair do meu bairro que deu vontade de voltar no meio do caminho. Mas insisti.
Fiz a primeira tarefa em aproximadamente uma hora e meia. Em tempos normais teria feito em 20 minutos.
A segunda, que era ir até a rua Paula Souza comprar pratos para o sítio, levou quase 3 horas. O preço dos estacionamentos subiu loucamente. Custam sempre mais de R$ 10 para estacionar. Vaga na Zona Azul, nem pensar.
Mas a rua Paula Souza é uma delícia. Tem de tudo e de todos os preços. Eu nem sabia que pratos eram tão caros. Comprei 12 dos mais baratos e mesmo assim custaram caro. Os talheres não inspiraram muito. Vou procurar mais.
Deu preguiça de partir para terceira tarefa e fui passear no Mercado Municipal a pé. É bem pertinho da rua Paula Souza. Quanta coisa gostosa e cara. Não comprei nada, só comi o pastel de bacalhau para não perder o hábito.
Bem as outras duas tarefas vão ficar para janeiro. Em dezembro só sairei de casa depois das 21 h.
Coisa difícil de acreditar em uma situação normal. Imagino se um delegado que não estivesse sendo vigiado negaria esse dinheiro.
Bem, devo confessar que eu não negaria. Desculpem, a carne é fraca. Quando eu vou ter chance de ganhar esse dinheiro trabalhando ? Escrevendo um blog ? É vai ser difícil. Talvez eu consiga escrever um livro de sucesso e daí vou ganhar uns...U$ 10 mil com muita sorte.
É, aceitaria a propina com certeza! Nem pensaria duas vezes. Mas o que me deixa mais intrigado é como o delegado conseguiu resistir a essa tentação ? São todos os delegados da PF assim, tão corretos ?
O Santo Dantas foi condenado a 10 anos. Mas estranhamente poderá apelar em liberdade. Afinal quem escreveu essas leis capengas ? Um sujeito é pego com a mão na massa, depois é condenado e mesmo assim pode apelar em liberdade ?
Uma vez fiz uma oração para São Dantas:
Oh, todo poderoso São Dantas
O senhor já mostrou quem manda
Já conseguiu juntar R$ 1 bilhão
Já conseguiu afastar todo comando da PF
Já conseguiu afastar o juiz
Já conseguiu afastar o delegado
Mandou acabar com essa história de algemas
De quebra ainda liberou o Edemar
e com isso abriu precedente para livrar outros
Fez e desfez de tudo
Mandou e desmandou
Agora tem o comando da ABIN
Eu que sou um humilde admirador só tenho um pequeno pedido :
Me ensina a juntar R$ 1 milhão
Agora vou pedir a receita da pizza :
Querido chef Dantas,
Por favor me esclareça :
A massa é fina ou grossa ?
O queijo é fresco ou importado ?
O presunto é encomendado ou acidente ?
E o forno ? elétrico ou lenha ?
A massa deve ter bordas ou
o queijo deve derramar ?
Por favor responda minha questões, já que o senhor além de santo milagreiro também é bom em fazer as coisas terminarem em pizza !
As enchentes de Santa Catarina andam causando grande movimentação de e-mails, campanhas e essas coisas todas. Tudo muito bacana. Gente mandando lençóis, comida, roupas e dinheiro.
Esse espírito solidário, infelizmente, só aparece nessas horas. Uma amiga,a Tati, tem uma boa ideologia de vida : ela cuida do quintal dela e ajuda um pouco todos os vizinhos a cuidarem dos deles. Ela ainda diz que o melhor que você pode fazer é ajudar o próximo o tempo todo, não só nas emergências.
Emergências são para todos ajudarem. Correr em socorro. Mas só consegue, realmente, fazer diferença quem está acostumado a ajudar. Quem ajuda uma vez por ano, não é lá grande ajuda. Muitas vezes chega a atrapalhar.
Ajudaré uma coisa muito gostosa. Dá uma sensação tão boa que não dá para falar. É muito melhor do que comprar um carro novo ou fazer uma grande viagem. Não vicia e dá um prazer delicado. Um prazer que não precisa de agradecimentos. O agradecimento já vem da sensação gostosa que fica.
Chego a pensar que solidariedade e ajuda mutua é uma das novas funções instintivas, dessas que ficaram meio escondidas lá no nosso emaranhado de sentimentos. É como amamentar, comer, dormir, transar, beber água ou continuar vivo.
Ajudar e ser solidário, como outras funções instintivas, foram deixadas de lado no meio desse nosso processo civilizador. E só o contato com nossos instintos mais básicos é que dá essa sensação difícil de descrever. Talvez vicie, sim. Mas é um vício muito mais fácil de controlar. Os vícios do consumo exagerado e egoísmo são muito mais difíceis.
Para fazeruma doação em dinheiro para as vítimas de Santa Catarina, as contas da Defesa Civil são :
- Itaú - Agência 0289, conta corrente 69971-2; - Caixa Econômica Federal - Agência 1877, operação 006, conta corrente 80.000-8; - Banco do Brasil - Agência 3582-3, conta corrente 80.000-7; - Besc - Agência 068-0, conta corrente 80.000-0; - Bradesco Agência 0348-4, conta corrente 160.000-1 - Sicoob/SC - Agência 1005, conta corrente 2008-7 - Sicred - Agência 2603, conta corrente 3500-9 - Santander - Agência 1227, conta corrente 430000052
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