Os próximos 10 programas foram gravados na esquina da Av. Paulista com rua da Consolação. Foi muito divertido e houve bastante interação com o público.
O Dan Nakagawa, Fabiano Augusto, Mawusi Tulani e Thiago Ledier colocaram um pouco de música no Tertúlia.
Uma das piadas que os ingleses de Londres sempre contam é que quando você não tem assunto é só perguntar como será o tempo de amanhã.(Todo mundo sabe que em Londres chove quase todos os dias e os dias são nublados.) Eles sempre respondem algo assim : parece que irá chover e talvez ficar um pouco nublado. (sempre com cara de que estão contando uma novidade.)
Nunca riem, fazem cara de engraçados e continuam sérios. Um humor muito típico deles.
Aqui na cidade está virando meio piada falar sobre o trânsito. Dizem que está só 100 km congestionado ou que a Marginal está parada ou que um motoboy morreu.
Todos os dias têm congestionamento, até nos feriados , e todos os dias morre pelo menos 1 motoboy. Então para que continuar falando nesse assunto ?
As rádios arranjaram um jeito de não ter que colocar no ar a “Hora do Brasil” com a desculpa que estariam dando um serviço sobre o trânsito no mesmo horário. Bem, pode até ser ! Mas parece uma coisa esquisita ficar preso no carro ouvindo notícias sobre o trânsito.
Acho que vou me arriscar a fazer uma previsão para amanhã, meio parecida com a previsão dos londrinos :Aqui na Capital teremos muitos quilômetros de trânsito parado, um caminhão vai quebrar na Marginal, um acidente leve numa das pistas expressas, um dos túneis vai estar parado, um motoboy vai morrer e outros 15 vão sofrer acidentes.
Teremos também alguns assaltos e pelo menos uma pessoa será baleada. Ah, e a Mega Sena acumulada em 18 milhões vai sair para alguém bem longe daqui.
Na doceira Amor aos Pedaços tem uns bolos bem gostosos, um pouco mais caros do que deveriam custar, por isso vou pouco.
Na última sexta-feira, tive que esperar um amigo no Amor aos Pedaços da Vila Madalena e pedi um café e um bolo de chocolate. Uma mulher loira, bem metida, com um filhinho loirinho e metido também; entraram e comeram umas coisinhas.
Saíram sem nem olhar para minha cara. É meio normal isso acontecer aqui nesta cidade maluca com um monte de gente anti-social. Eu sempre que entro em algum lugar e só tem uma pessoa, tento pelo menos olhar para a pessoa. A loira não olhou.
Quando fui pagar minha conta, qual não foi minha surpresa ? ! A loira pagou minha conta por engano. A minha e a dela. Eu só tive que pagar pelo café. Se eu soubesse teria pedido um pedaço maior de bolo.
Já que estou com muita sorte com as loiras ricas, vou ficar torcendo para encontrar uma outra que pague a fatura do meu cartão de crédito.
Tem dias que não consigo fazer nada render. O dia vai terminando e eu só enrolei, tentei várias coisas, comecei e não terminei nada. E não terminar, para uma pessoa obsessiva como eu, é a mesma coisa do que não fazer.
Uma coisa que me tira a sensação desagradável de que perdi o dia todo é cozinhar ou desenhar. Às vezes pego fotos de amigos ou revistas e desenho alguma coisa. Talvez um dia meus cadernos de desenho ganhem algum valor e eu fique rico.
Em outros dias não consigo escrever, nem ler e muito menos desenhar. Resta a poltrona na frente da TV. Isso é um desastre, fico assistindo a programas bobos e depois nem lembro nada do que vi. Se me perguntarem nem vou saber contar a história dos programas.
Mas o que salva é quando resolvo cozinhar. Ah, isso sim salva qualquer humor. Quando o prato dá certo e, melhor ainda, quando rende para várias refeições, o dia parece salvo. Passo de um “faz nada” para um salvador da pátria. Mesmo que seja para cozinhar só para mim. Claro que cozinhar para amigos é melhor ainda, principalmente quando elogiam. Isso sim é realização.
Só que elogios são perigosos, viciam e causam dependência. Tento não me impressionar com elogios e nem com críticas. Assim fico meio imune, nem sempre dá certo.
Ter a sensação de ser provedor é bem engraçada. Dá uma falsa impressão de poder, de ser o mais forte ou mais inteligente. Poder suprir as necessidades dos outros é estimulante. Como se criasse uma dependência. Um fica dependente da comida do outro e o outro fica dependente dos elogios do outro.
Cada vez que visito uma casa com estrutura familiar, me deixa mais sensação de que alguma coisa está errada. É fácil de detectar o provedor e os dependentes. Uma relação muito estranha. Principalmente quando a relação de carinho desapareceu ou fica menos evidente do que a relação de alimentador e comedor.
Deve ser muito parecida com a sensação de quando não consigo escrever, desenhar ou ler – que são as coisas que mais gosto – dou uma disfarçada e faço comida. O provedor e seus dependentes são parecidos : Quando não conseguem distribuir carinhos, assumem o lado de provedor e dependente para disfarçar suas carências afetivas.
Outro dia uma leitora escreveu dizendo que perdeu a chance de ficar rica não casando com homem rico, mas o que ela esqueceu é que homem rico só casa com mulher rica. Sem chance para os mortais normais.
Quando um muito rico casa com um mais ou menos rico é mais ou menos como comprar a dedicação total do pobre. Já viu aquela apresentadora de TV que sempre casa com uns homens “prestadores de serviços” ? Eles viram funcionários dela. Começam a cuidar dos negócios dela, ou pelo menos uma parte dos negócios dela.
Engraçado é que quando um rico casa com um pobre tem sempre uma diferença de idade bem grande entre eles e normalmente o rico é velho e o pobre é jovem. Nunca vi o contrário. Você já viu uma gostosa rica casar com um velho pobre ? Ou um bonitão de 30 bem rico casar com uma coroa de 60 ? Ou um rico casar com uma feia ? Ops, mulher rica, às vezes, casa com uns homens feios.
Ontem li uma entrevista do António Fagundes na revista Contigo - detesto esse sujeito - e depois dessa entrevista detestei mais ainda . Ele dizia que só se envolvia com mulheres mais jovens porque elas gostavam da segurança que ele poderia proporcionar. Eita cara de pau.
Bem, nem devo ficar falando muito porque quando eu ficar velho e rico talvez faça a mesma coisa. É claro, porque tenho certeza que vou ficar velho e mais ou menos certeza de que ficarei rico ( ??? )
Agora o casamento entre o Itaú e o Unibanco é que foi impressionante. Delícia juntar essas fortunas. Se eu for convidado para festa o que será que vou ter que dar de presente para os noivos ? Talvez o recibo de taxas pagas ou um contrato de empréstimo assinado ou extrato bancário mostrando o saldo sempre negativo. Isso é que deixa um banqueiro feliz.
Na foto dos presidentes dos dois banco nos jornais era só felicidade. Tomara que casamento de banco com banco acabe mais feliz do que os casamentos da apresentadora.
As pessoas dizem que fulano é bem sucedido porque teve chances, porque o pai era rico ou porque foi apadrinhado... fica sempre parecendo conversa com um certo rancor ou inveja.
De onde surgem as chances ? Aquele ditado que diz que Deus quer sempre te ajudar, mas você tem que deixar que ele te ajude. Algumas pessoas que conheço estão sempre se auto-sabotando. As coisas dão errado para elas e depois ficam dizendo que ninguém lhes dá oportunidades .
As oportunidades realmente sãoraras,mas algumas pessoas parecem ter um dom inato de sempre atrair as oportunidades ou de enxerga-las a toda hora.
A fantasia que o brasileiro tem, de que as coisas podem cair do céu, de que podem ganhar na loteria ou que de uma hora para outra as coisas vão melhorar, parece que é a grande responsável para desilusão de muitos.
Uma professora de história do colégio acreditava que isso tudo era culpa dos Bandeirantes que viviam acreditando que encontrariam pedras preciosas e voltariam ricos para Europa.
Cada vez mais tenho visto as meninas na rua dançando aquela dancinha que simula um transa. E são meninas bem novinhas, umas de menos de 10 anos. Criança mesmo.
Quando o desenho do Simpsons fez um especial sobre o Rio de Janeiro, o Bart disse que adorava programas infantis brasileiros porque apresentadora era sempre uma gostosa meio pelada. As pessoas reclamaram com a Fox dizendo que o programa estava desrespeitando a imagem do Brasil. É ! Até parece.
Parece que as apresentadoras de programas infantis da televisão resolveram colocar um pouco mais de roupa, mas as moças das bandas resolveram tirar cada vez mais.
Talvez eu esteja sendo moralista, mas sempre fico com a sensação que criança simulando sexo enquanto dança não é uma coisa muito legal.
Parece apelação pura colocar umas moças meio peladas dançando como se estivessem transando.
Outro dia vi uma dessas moças falando no programa da Anta, ela dizia que as pessoas confundiam a profissão delas com prostituição. Bem, sinto muito, mas eu também confundo.
Até pouco tempo eu vivia falando que nunca iria querer ter um carro velho e nem antigo; não porque não goste, mas porque achava que daria muito trabalho.
Aí resolvi comprar um Jeep, só para ficar por uns tempos e depois trocar outra vez. Só que foi amor a primeira vista. Era de um amigo, o Aury.
Quando vi amei, adorei, sonhei e queria muito. A razão ficou martelando minha cabeça dizendo que eu iria gastar muito tempo cuidando, que ele tinha capota de lona e seria facilmente roubado e essas bobagens que a razão inventa para tentar tirar a gente de uma paixão.
Mas não deu outra, comprei. Já deu trabalho. Levei ao mecânico, ao eletricista, ao tapeceiro e até fui ao detran lacrar pessoalmente. Tudo que eu temia acabou sendo uma diversão. Agora já estou bem entendido de Jeeps, quer dizer... não muito, mas já sei bastante.
É realmente meio desconfortável, pula nos buracos desta cidade cheia de remendos e valetas, mas no sítio é uma maravilha. Até já fui convidado para participar de passeios de Jeeps.
Andar sem capota na estrada não dá, os ouvidos quase explodem. Na cidade é uma delícia e tem que passar protetor solar atrás do pescoço.
Ando planejando ir morar no interior por uns tempos, e o Jeep foi o primeiro passo.
Nada mais preguiçoso do que comprar comida congelada. Nunca é bom, tem aquele gosto de nada com pouco sal e ainda meio murcho. As massas ficam moles e as carnes com um gosto de algum conservante.
E os produtos em caixinha não são nada melhores. Os bolos são gostosos, mas parece que colocam tanto fermento que o estômago fica inchado por algum tempo. Mas eu insisto e sempre acabo comprando alguma coisa, com aquela desculpa que assim não perco tempo preparando e que vou economizar não comendo na rua.
Só que ter doces e massas em casa é uma perdição. Dá fome a cada meia hora, e o doce lá na geladeira gritando para ser comido. Dá até para ouvir os gritos da rua.
E na verdade a economia de tempo não é lá tão grande. Um bolo leva muito pouco tempo para fazer quase o mesmo que um bolo de caixinha, e o sagu também. Não vale a pena. Ainda não sei como é que de tempos em tempos acabo esquecendo disso e compro um desses produtos.
O sagu de caixinha ficou com gosto de nada com ki-suco de uva. É uma armadilha, mesmo assim já comi 3 potinhos.
Eu e o Julio estivemos no cemitério da Consolação gravando as paisagens sonoras. Foi no sábado, dia de jogo no Pacaembu. Rojões e torcidas. Os sabiás cantavam na pitangueira e as fiéis rezavam para os mortos milagrosos.
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