Blog do Duilio
 

Zoofílica no Tertúlia

Zoofílica no Tertúlia

A solidão vai consumindo as pessoas de uma maneira maluca. Elas começam a acreditar em relações esquizofrênicas.

 

Alguns amigos têm bichos e os tratam como gente. Um amigo trata o cachorro como se fosse uma namorada ou um irmão menor. Faz tudo pelo bicho, não sai de casa para não deixar o cachorro sozinho e ainda fala sobre o cachorro como se tivesse falando de uma pessoa da família.

 

Outra amiga tem 7 gatos. A apartamento dela cheira xixi de gato desde o elevador e ela nem percebe. Ela também se relaciona com seus gatos como se fossem gente. É claro que ela não namora há anos e os poucos casos que surgem são de gente que também prefere bichos.

 

Bem, eu nem posso falar muito, às vezes prefiro ficar em casa com meu gato e com minha cachorra do que sair de casa e pior:  falo com eles como se estivesse falando com uma pessoa. Nem sei se eles me acham maluco, mas ficam me olhando como se estivessem entendendo tudo.

Até com o sabiá que vem todos os dias aqui no meu quintal eu converso. E ele fica sempre dando uns pulinhos como se entendesse.

Mas a personagem da Bronie é ainda mais maluca, ela conversa com seus bichinhos de pelúcia e ainda considera um deles seu namorado. A solidão é muito criativa.

Escrito por Duilio Ferronato às 10h22

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Gente ridícula é sempre medrosa

Gente ridícula é sempre medrosa

 Ainda tem gente que acredita nessas histórias que amedrontam.  Ainda não entenderam que essas histórias são muito parecidas com aquelas que alguns pais contavam quando a gente era criança. Diziam : não vá até lá que o homem do saco pega, ou, não faz isso porque dá dor de barriga, ou, não faz aquilo porque os comunistas comem.

 

Essas histórias algumas pessoas nunca superaram. Um amigo disse que quando tinha 5 anos, o irmão disse que ele tinha ficado cego e nunca mais iria enxergar. Na verdade tinha acabado a eletricidade da casa. Ele ficou tão assustado que nunca mais conseguiu dormir com a luz apagada. Até hoje.

 

Se um homem inteligente não consegue superar uma brincadeira de mau gosto do irmão mais velho, fico imaginando esse bando de gente burra que está por todas as partes. Elas votam, fazem compras, aumentam audiência de certos programas, respondem pesquisas, lêem Paulo Coelho, vão a certas igrejas – aliás a maior parte das religiões populares usa o mesmo golpe do medo para convencer as pessoas, dizem o nome do Diabo mais vezes do que  Jesus – e essas pessoas também escrevem comentários medrosos.

 

Outro dia ouvi uma mulher dizendo que não ia ao centro da cidade porque roubavam celulares. Bem, isso pode até ser verdade, mas perder a aventura por causa de um celular ou então, se o celular é tão importante, é só sair sem ele. Mas celular virou um órgão do corpo humano que não dá mais para viver sem.

 

Alguns leitores têm defendido a ditadura militar alegando que os militares nos defenderam do comunismo. Ai, ai, ai. Quanta gente medrosa que compra essas histórias.

 

Essas pessoas devem ser as mesmas que moram nesses prédios que têm sensores de presença, grades com lanças, porteiros armados e 500 fechaduras para proteger a tv de plasma na sala minúscula. Eita gente ridícula.

Escrito por Duilio Ferronato às 09h30

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Crédito = débito

Crédito = débito

Normalmente recebo no dia 25. Um dia sempre meio tumultuado. O cartão vence no mesmo dia.

 

Ando tentando fazer sobrar sempre um pouco do dinheiro para ter uma reserva. Coisa meio difícil nos últimos tempos, cada dia aparecem mais coisas as quais eu gostaria de ter e consumir.

 

No fim de semana fiquei tentando assistir televisão e foi uma bomba. Quase me rendi e liguei para NET dizendo que não agüentava mais e que iria contratar todo o pacote (aquele pacote com centenas de canais digitais). Mas pensei melhor: quanto menos televisão mais produção, mais leitura, mais cinema, mais teatro e mais passeios. 

 

Não liguei, vou continuar no pacote básico. Até quando agüentar. Aí vem a vontade de assinar algumas revistas, assinar o outro jornal – só para ver o que eles andam fazendo – mas cada coisa que parece ser só 30 ou 40 reais a mais por mês,  vai , na verdade, virando aquela conta imensa que no fim do mês consumiu todo o dinheiro.

 

Então vem aquela dúvida : o que eu realmente preciso e o que seria desnecessário ?

 

Uma coisa é realmente necessária, já está resolvida : guardar dinheiro e guardar não combina com ter tudo. Que difícil !

 

E comer fora ? Isso também é outra dificuldade. Quem mora em cidades menores não tem esse problema que temos aqui. São tantos restaurantes, tantas delícias e tantas pessoas bacanas nesses lugares que dá vontade de sair todos os dias. Mas não se pode mais comer fora por menos de 40. Se beber vinho, a conta vai para pelo menos 60 ou 70 !

 

Ainda bem que existe essa lei seca. Assim não bebo mais vinho em restaurantes.

 

Bem, fica talvez e opte por guardar dinheiro um mês sim e outro não; ou, um sim e dois não!

Escrito por Duilio Ferronato às 13h14

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Só lucrou R$ 1,8 bilhão

Só lucrou R$ 1,8 bilhão

Os bancos brasileiros começam a divulgar seus lucros.

 

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u460853.shtml

 

Na idade média acreditava-se que quanto mais rico fosse um príncipe, mais rico seria seu povo.

 

Se isso vale para nossa era, talvez, quanto mais ricos forem nossos bancos e mais ricas forem nossas empresas, mais ricos seremos todos.

 

Queria muito acreditar nisso. Queria mesmo. Queria acreditar que os grandes empresários e banqueiros usam parte de seus lucros para impulsionar o desenvolvimento do país. Talvez até façam. Eu nem entendo muito de economia para chegar a uma conclusão razoável.

 

Mas uma coisa tenho certeza:  Odeio quando aparecem, de surpresa, aquelas taxas no meu extrato.

 

Eles podem investir quanto quiserem aqui e ali, mas nada diminui a sensação de estar sendo roubado que sinto quando vejo no extrato aqueles débitos que nem sei direito porque.

 

Outro dia conversei com o meu gerente do Bradesco e ele disse que não poderia tirar as taxas, o máximo que poderia fazer seria estornar a anuidade do cartão de crédito. Bem, isso nem deveria ser cobrado, mas acabei aceitando para não me aborrecer ainda mais.

 

Vou tentar me convencer de que quanto mais ricos ficarem os bancos nacionais, menos chances teremos que entrar nessa crise internacional. E por conseqüência  mais ricos seremos.

 

Então de agora em diante toda vez que ler notícias sobre os lucros bilhonários dos bancos, vou ficar mais feliz.

Escrito por Duilio Ferronato às 15h12

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Voto compulsório

Voto compulsório

Algumas coisas estão demorando muito para mudar. Algumas ainda têm a grife da ditadura militar, período vergonhoso da nossa história. Aliás, a ditadura só perde em vexame para o período da escravidão, os dois períodos deixaram tantas marcas negativas que parece que nunca iremos superar.

 

A escravidão jogou a população negra e toda a nação num limbo que até hoje não conseguimos sair direito. Lançam medidas para tentar reparar o grande vale que existe entre brancos e negros, mas parece que ainda vai levar mais alguns anos para que isso chegue a um resultado razoável.

 

A ditadura está mais próxima, ainda não conseguimos nem superar coisas simples como : é proibido fotografar aeroportos, estações de trem, cemitérios e qualquer órgão público. Isso tudo em nome de uma lei anacrônica que dizia que essas áreas eram de segurança nacional. Como podemos nos tornar um país que quer estar na frente do turismo mundial se proibimos fotos ?

 

Outra lei ridícula é a proibição da entrada de bermuda em muitos prédios públicos. Isso, em cidades quentes é ainda mais perverso. Você tira um dia de folga para fazer algumas coisas burocráticas, veste sua bermuda, um par de tênis confortável e pensa que vai conseguir fazer tudo. Quando chega nessas repartições, descobre que a bermuda é proibida. Isso ainda é coisa da ditadura.

 

E outra coisa com cheiro de casamento da ditadura com a burocracia colonial é a quantidade de documentos que temos. RG / CPF / CERTIDÃO MILITAR / TÍTULO DE ELEITOR / CERTIDÃO DE NASCIMENTO / CERTIDÃO DE CASAMENTO / DIVÓRCIO / CERTIDÃO DE BONS ANTECEDENTES (???) / DIPLOMA DE COLÉGIO e FACULDADE / CARTEIRA DE MOTORISTA / PASSAPORTE / PIS ....e mais uma infinidade; a gente só lembra que tem tudo isso quando tem que preencher algum formulário.

 

O voto obrigatório é outra coisa que não dá para engolir.  O voto surgiu no Brasil logo nos primeiros anos de colônia, era um sistema  bem tacanho. Nada de voto direto. O voto sempre foi um ponto fraco na nossa história política. Primeiro só votavam os ricos e por um longo período – mais de 400 anos – só homens. Depois piorou, proibiram os votos na era Getuliana, depois veio o voto bipartidário na ditadura e mudou e mudou sem parar.

 

Agora temos uma semi-democracia.  Temos o voto eletrônico super eficiente. Você fica sabendo quem  ganhou em poucas horas – quer dizer : quando essas pesquisas nojentas não publicam nas capas dos jornais o resultado um dia antes.

 

Mas ainda  falta evoluirmos para o voto facultativo.

Escrito por Duilio Ferronato às 11h34

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Tertúlia nas Satyrianas

Tertúlia nas Satyrianas

alguns dos textos do Tertúlia serão apresentados durante as Satyrianas.

no domingo às 13h

Escrito por Duilio Ferronato às 11h02

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Satyrianas 2008

Satyrianas 2008

É na praça Roosevelt, quase tudo de graça.

 

Escrito por Duilio Ferronato às 10h42

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Tertúlia - Abel devia estar dormindo

Tertúlia - Abel devia estar dormindo

Nilton Bicudo, tomou uns goles, foi sentar ao lado dos moradores de rua e fez uma leitura do texto de Mário Bortolotto - bem no meio da Praça da Sé.

Escrito por Duilio Ferronato às 10h48

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Gente desorganizada

Gente desorganizada

Fazer coisas com gente desorganizada é um tormento. E ainda pior se o desorganizado for desses ruins de memória. E quase sempre são.

 

O sujeito tem muitos papeizinhos, anotações, lembretes e adora post it.

 

Mas é claro que nada disso ajuda. De cada 3 coisas ele esquece 2 ou faz outras completamente diferentes do que deveria ter feito.

 

Você combina uma coisa com ele e depois de 3 dias ele vem com uma história super longa e o resultado é que nada foi feito.

 

O desorganizado acha que contando todo o processo de como ele chegou até ali e de quanto ele tentou fazer vai ajudar. Seria muito mais fácil ele chegasse e dissesse : fiz tudo, não precisa se preocupar com mais nada. Está pronto !

 

Só que isso é uma coisa que você nunca ouve da boca de um desorganizado. Muito pelo contrário. Ele trabalha muito e nunca consegue terminar nada ou leva muito mais tempo do que deveria e só termina se você berrar.

 

O desorganizado não é uma pessoa que faz isso por ser preguiçoso, muito pelo contrário – acaba trabalhando mais do que qualquer outro – faz isso porque não consegue chegar a uma conclusão de como fazer a coisa do jeito mais fácil. É do tipo que sempre prefere fazer tudo do jeito mais difícil.

 

E não é o caso de burrice também, porque o desorganizado é, em alguns casos, semi-inteligente.

 

Mas não dá para ficar só trabalhando com gente organizada. As organizadas também têm lá seus probleminhas, mas vamos deixar para outro dia.

 

A grande vantagem do desorganizado é que por uma lei da compensação metafísica – eles são sempre muito sortudos.

 

Vai entender!

Escrito por Duilio Ferronato às 09h10

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Carona até Curitiba

Carona até Curitiba

Deve ser um desses sonhos que nunca vou chegar a realizar : uma viagem de trailer ou “motor home” pelo país.

 

As nossas estradas não estão muito equipadas para receber esse tipo de viajante e os poucos postos que estão, não são lá muito bons.

Os poucos postos de serviços na Regis Bittencourt que recebem caminhoneiros equipados com suas cozinhas e acompanhados pelas mulheres, têm banheiros imundos e chuveiros assustadores.

 

As cozinhas dos caminhoneiros são bem elaboradas, do tipo cozinha de avião, só que tudo de plástico e nada descartável. Eles têm tudo lá dentro. Só a geladeira fica na cabine. As cadeiras, as louças (quer dizer : plástico), as panelas e o fogão ficam em um caixote na lateral. Alguns têm suporte de rede, para uma soneca após o almoço.

 

A cama fica no banco traseiro. Eles fecham uma cortina e vira um quarto de casal, com TV e alguns com antena parabólica.

 

Parece até uma vida boa. Um dia, quando eu tomar coragem, vou pedir carona até Curitiba  – para ver se é bom mesmo – talvez seja só um delírio desses que a gente tem vontade de fazer e nunca faz.

Escrito por Duilio Ferronato às 12h31

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Pão na padaria

Pão na padaria

É muito mais fácil comprar pão de forma no supermercado. Dura uns dias e não precisa ficar indo até a padaria todos os dias.

 

Quando você mora perto de uma padaria bacana é diferente. Não é meu caso. As padarias daqui são meia boca. O pão fica com cara de velho no meio da tarde e mesmo de manhã já tem um gosto de nada ou de farinha seca.

 

O dono é simpático, só que não é raro vê-lo cortando as unhas no caixa. Um português que fala com sotaque. A padaria tem aqueles painéis com fotos que não tem nada a ver com o produto. Tudo foto comprada.

 

O misto quente vem com gosto de óleo velho e se não tomar cuidado, eles colocam meio quilo de açúcar no suco de laranja. O café é impossível. Tem gosto de queimado e atolado de açúcar.

 

Às vezes, no meio da tarde, a preguiça bate, a fome espreme o estômago e eu acabo esquecendo de tudo isso, e vou até lá tentar um misto quente.

 

A TV está sempre ligada naquele programa de notícias de policia. O apresentador adora a palavra “absurdo” , não sei porquê todo chato adora essa palavra. Deve ser genético.

 

A freqüência é fiel. Todas as tardes, vejo as mesmas pessoas. Isso dá uma sensação gostosa de morar em um bairro ainda aconchegante. As pessoas se conhecem e sabem partes da sua vida. Eu sei da vida de muitos, sem nem conhece-los. E aposto que muitos sabem da minha.

 

Se um dia mudar de bairro vou sentir a falta desse pão horrível.

Escrito por Duilio Ferronato às 17h41

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Policia na casa dos outros

Policia na casa dos outros

Aqui na cidade temos 3 tipos de polícia oficialmente visíveis: a Metropolitana, a Civil e a Militar.

Bem, na verdade temos vários outros sistemas paralelos. Um bem famoso é o que os judeus ricos contratam : aqueles soldados treinados em Israel. Nem sei se é mesmo verdade tudo que dizem, mas parece. Uns sujeitos fortes, de terno preto, óculos escuros e com uns fiozinhos que saem das orelhas. Não falam com ninguém e fazem cara de sérios.

 

Tem também aquelas empresas contratadas para fazer segurança privada. Sempre dizem que o dono é um coronel da PM. - E eu que achava que funcionário do exército não poderia exercer outro tipo de atividade empresarial, mas isso não é lá muito levado a sério. -  Essas empresas são sempre muito assustadoras. Têm carros pretos e com uns logos que parecem dos Cavalheiros Templários. Quase uma seita do mal.

 

Outros engraçados são os policiais que fazem segurança nas horas livres. Na transportadora em frente da minha casa tem um grupo deles. Outro dia um brigou com um motorista que parou na guia rebaixada e logo ele sacou a arma e disse ser policial. Dá para acreditar ? Num outro dia, o mesmo segurança, encrencou com um caminhoneiro e sacou novamente a arma e disse outra vez ser policial. Credo.

 

Mas tem os mais impressionantes bem  pertinho daqui. Entre minha casa e a estação de metrô tem uns garotos que vendem maconha e cocaína. Eles têm um sistema de vigilância bem eficiente. Um que eu só notei na semana passada é a mulher que passeia com o cachorro. Ela está passeando por ali todas as noites. E quando aparece um carro da polícia ela deixa o cachorro fugir e começa a gritar o nome do cachorro. É bem esperto, eu levei quase um ano para perceber essa armação.

 

Voltando para nossa querida polícia oficial, a guarda Metropolitana é a mais simpática, bem pelo menos para mim que não sou camelô. Os camelôs vivem levando safanão desses guardas e os grafiteiros também. Parece que é só para isso que eles servem.

 

A militar, até simpatizo com eles. Quase educados e mais ou menos eficientes. 

 

Agora, aqui na grande São Paulo, teve um caso de confronto entre sequstrador e polícia que vamos ter que ficar lendo semanas, mas mostrou um certo despreparo da polícia.

 

Agora a Civil, para que existe ? Isso é uma coisa que nunca vou entender. Eita gente que trata todo mundo mal, faz sempre um serviço porco e ainda acha que pode fazer o quê bem entendem. Quem já esteve numa delegacia sabe muito bem do que estou falando. Desde o delegado até o porteiro, é uma coisa incrível. Tratamento de fronteira com a Colômbia.

 

Depois desse confronto entre a PM e a Polícia Civil, fiquei ainda mais impressionado. Os caras vão para uma passeata para pedir ajuste salarial e levam suas armas. E se levam as armas nessa situação, imagina o que fazem quando saem para beber com os amigos.

 

A Polícia Federal, nem vou falar nada - hoje.

Escrito por Duilio Ferronato às 16h18

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Tertúlia - Matou o marido na garagem do Copan

Ciúme deve ser irmão da inveja e da ambição. Os três juntos formam um dos trios mais destrutivos da nossa existência. O pior é que não dá para viver sem eles, bem, talvez dê, mas eu não sei como.

 

O ciúme doentio vem disfarçado bem devagarzinho e quando você menos espera – ficou tudo escuro e a sujeira foi feita.

 

Alguns se dizem nada ciumentos, alguns se dizem ciumentos só quando estão amando e outros dizem que ciúme é coisa de quem ama. Afinal, acreditam, que ciúme faz parte do amor. Conclusão das mais ridículas.

 

Ciúme é para quem sente direito de  posse e não amor.

Escrito por Duilio Ferronato às 09h30

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é pura verdade

é pura verdade

diz que é bom

 

diz que faz bem

 

diz que cura

 

diz que emagrece

 

diz que engorda

 

diz que dá câncer

 

a tia da minha amiga viu

 

meu primo conhece

 

ouvi falar

 

falaram que vai

 

já falaram

 

já estão falando

 

eu li que

 

fiquei sabendo

 

ainda não divulgaram, mas

 

olha, me falaram

 

pode acreditar

 

não é mentira

 

deu na internet

Escrito por Duilio Ferronato às 03h02

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Duilio Ferronato Duilio Ferronato, 46 anos. É arquiteto.

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