Passa em Nova York, dentro de pequenos espaços. Afinal, é sempre a casa das pessoas que importa.
As relações mais intensas e mais provocativas. Uma mulher que ama seu marido mas nunca teve orgasmo. Um casal de homens gays, que está pronto para abrir a relação depois de 5 anos juntos. Uma dominadora que parece querer ter uma vida ordinária. Tudo ao extremo.
Já no começo do filme um tratamento visual impressionante, beirando o perfeito ou mesmo perfeito. Uma grande maquete da cidade com ondas nas águas do rio. A lua e as luzes da cidade sempre em maquete. As cenas externas quase irreais. Enquanto as internas, totalmente radicais e reais. Com a depressão rondando o suicídio. E as cenas de sexo são as melhores já mostradas explicitamente. É para sonhar molhado, noites e noites.
Um clube muito especial, já existiram vários assim, mas duraram pouco. Aqui, em São Paulo, já houve.
O dono da casa conduz parte do filme, sai de cena para não perder a dignidade; mas volta deslumbrante, acertas as coisas, faz todo mundo feliz.
E ainda tem a sabedoria do velho ex-prefeito, com um discurso dos mais esclarecidos com uma ajuda de uma trilha sonora muito bem escolhida.
Só não dá para decidir quem você vai se apaixonar mais. São todos lindos, sensíveis e atraentes. Só os filmes de Nova York conseguem ser assim.
É em Nova York, mas poderia ser aqui. Só não poderia ser numa cidade sufocante. Tem que ser numa cidade livre. Livre de gente equivocada.
"New York is where everyone comes to be forgiven"
SHORTBUS Idem. EUA, 2006.Direção: John Cameron Mitchel.Com: Justin Bond, Lindsay Beamish e Raphael Barker. 101 min. Não recomendado para menores de 18 anos.Espaço Unibanco Augusta 1, sex. a ter. e qui.: desde 16h (projeção digital). Qua.: 16h e 18h (projeção digital).Frei Caneca Unibanco Arteplex 5, sex. a seg., qua. e qui.: 14h30, 16h50, 19h10 e 21h40 (projeção digital). Sáb.: também às 24h (projeção digital). Ter.: 14h30, 16h50 e 19h10 (projeção digital) .Reserva Cultural 2, desde 15h40. Sáb.: também às 23h40.
Acho que colocaram escuta aqui também. Para quem eu posso reclamar ?
Agora os senadores, os deputados e a PF vão saber todos meus segredos; e se você for até a rua Santa Efigênia também poderá comprar uma senha que entra no sistema secreto de sei lá quem e poderá saber informações confidenciais de várias pessoas, inclusive as minhas e de seus amigos. Eu vi isso no jornal desta semana.
É, aquele livro não estava errado. Quando li 1984, aquela história de big brother pareceu inacreditável. Quase ficção impossível. Só que agora nada parece impossível. Fica todo mundo vigiando todo mundo. Mas adianta ?
Pelo que eu saiba a criminalidade não diminuiu, a corrupção só ficou mais ligada, minha conta no banco cada vez mais negativa e os banqueiros cada vez mais ricos. Então, para que servem todas essas escutas ?
Está cheirando a jogo de poder muito mais do que justiça.
Quem sabe mais tem mais poder! E tendo mais poder : tem mais dinheiro, tem mais amigos, tem mais parentes empregados e uma infinidade de coisas.
Mas já vou avisando : não vou confessar nada! Nem que me torturem. Se escutarem alguma coisa no meu telefone, vou dizer que não era eu. Vou dizer que foi o pedreiro quem pegou o telefone enquanto eu estava fora. Pedreiro pode ser laranja ? Hum, parece que tinha um pedreiro na história da Isabela e um caseiro na história do ministrodo sigilo bancário. Bem, se caseiro pode ser laranja, então, pedreiro também pode.
Se essas escutas não acabaram com nenhum dos problemas que temos no país e se alguns dos acusados andam por aí soltinhos e ainda “trabalhando” do mesmo jeito. Só posso imaginar que quem inventou essa história de prende e solta, foram os advogados. Eles ficam bem ricos quando um bacana vai para o xadrez. O dinheiro roubado ou fruto de corrupção, pelo que eu saiba, nunca voltou para os cofres públicos.
Sempre leio que o fulano foi preso por isso e por aquilo, mas nunca leio que ele tenha ficado mais de 1 semana preso ou que tenha devolvido dinheiro. Alguma coisa não cola. Queria saber quem foi que inventou essa coisa de escutas. Estou cada vez mais inclinado a acreditar que foram os advogados.
A imprensa bem que podia divulgar os honorários desses advogados que defendem esses sujeitos. E também o quefazem com as fitas gravadas das escutas.
Finalmente essa lei está chegando.Tomara que entre em vigor rapidamente. Já pensou chegar em casa depois de uma balada e não estar com a roupa fedendo a cigarros ?
Alguns amigos fumantes já perceberam que as pessoas não gostam do cheiro de fumaça e fumam sempre em lugares abertos. Mas alguns ainda insistem em fumar em lugares fechados. Outro dia fui jantar com um pretendente e pedi mesa para não fumantes – nem sabia que ele fumava, senão já não seria pretendente – e no meio do prato ele pediu licença para fumar lá fora. Enquanto ele foi, eu já decretei que não passaria dali. Coitado, nem entendeu nada quando eu disse que iria para casa e que o jantar tinha sido legal, e só. Imagina se no primeiro dia ele já sai da mesa para fumar, depois de um ano já vai estar fumando durante as refeições.
Uma amiga fuma durante as refeições. É claro que evito ao máximo a companhia dela. É muito chato sair com ela. Está o tempo todo com cigarro na mão. Mesmo entre um prato e outro. Às vezes, esqueço e acabo aceitando os convites dela, mas depois de uns poucos minutos já me arrependi. É cheiro de cigarro que não pára mais. Nem carona no carro dela eu pego para não ficar defumado.
Hoje vou a uma festa e já sei que vou chegar em casa defumado.
Tenho andado meio distante do cinema, por alguma razão desconhecida. Não é falta de tempo, talvez pela decepção das últimas vezes. Fui ver aquele bobo da Múmia e também Batman, A múmia eu já sabia que seria ruim, mas fui só porque adoro aquela atriz chinesa, não vou saber escrever o nome dela. Só que foi tão previsível que sai de lá até meio mal humorado.
O Batman, valeu pelo coringa obviamente, mas um personagem não salva uma grande produção. Podiam ter feito mais bonito no resto da história e para falar a verdade, ainda não consegui gostar desse ator que escolheram para o Batman.
Agora, a grande surpresa foi ver O Segredo do Grão.Um emaranhado de situações malucas. Uma cena de almoço de domingo maravilhosa. Talvez uma das melhores cenas já feitas até hoje de almoço familiar informal. Diálogos impressionantes. Enquanto alguns falavam a câmera estava fechando na mãe que comia com a boca aberta e com os dedos engordurados. Uma cena inesquecível.
As burocracias de uma prefeitura beirando ao corrupto. Como conseguir uma licença sem o financiamento do banco, mas o banco só dá o financiamento com a licença da prefeitura. Prefeitura é tudo igual.
Outra cena marcante é a conversa dos velhos amigos aposentados. É quase um filme inteiro em um pequeno trecho. Grandes contadores de histórias esses personagens meio árabes meio franceses.
Mas a persistência do personagem é fundamental. Sua calma nas situações mais desesperadoras. Uma nora que chora pelas suas magoas enquanto tudo parece que vai explodir e ela só pensando no seu marido traidor e o sogro só ouvindo. Dá vontade de desistir e sair do cinema nessa hora. Um desespero sufocante.
Se você não assistir este filme vai perder uma das maiores aflições do ano.
O SEGREDO DO GRÃO La Graine et le Mulet. França, 2007.Direção: Abdellatif Kechiche.Com: Habib Boufares, Hafsia Herzi e Faridah Benkhetache. 151 min. Não recomendado para menores de 14 anos. Um septuagenário consegue unir a família em torno do sonho de abrir um restaurante.Cine Arte Lilian Lemmertz, sex. a dom. e ter. a qui.: 14h30, 17h30 e 20h30.Reserva Cultural 4, sex. a dom. e ter. a qui.: 21h20.
Poucas peças em cartaz em São Paulo me impressionaram tanto quanto as Assombrações, começando pelo texto, um cuidado e pesquisa que grita aos ouvidos. As palavras escolhidas, uma a uma. Uma freqüência quase Guimarães Rosa, só de ouvir já vale o dinheiro. Mas aí aparecem os primeiros atores logo na entrada, o público é recebido do lado de fora do teatro. Uma delícia sem fim, o cheiro de comida e doce vai provocando os outros sentidos. Dá vontade de pegar a colher de pau e trazer até a boca.
É uma coletânea de pequenas histórias que vão montando um universo brasileiro de maneira que um espectador não é capaz de ficar de fora. O cenário leva você para um lugar muito conhecido, um pouco favela, um pouco casa grande e até terreiro.
E depois do espetáculo você ainda pode comer no restaurante deles. Uma comida muito boa e cerveja com preço bom.
ASSOMBRAÇÕES DO RECIFE VELHO Texto: Gilberto Freyre.Adaptação e direção: Newton Moreno.Com: companhia Os Fofos Encenam. 120 min. Não recomendado para menores de 10 anos. Personagens populares narram histórias fantasmagóricas do Nordeste. Baseada no livro homônimo de Gilberto Freyre. Espaço dos Fofos - r. Adoniran Barbosa, 151, Bela Vista, região central, tel. 3101-6640. 50 lugares. Sex.: 21h30. Sáb.: 21h. Dom.: 19h. Até 26/10. Ingr.: R$ 30 (sex.) e R$ 40 (sáb. e dom.).
É uma delícia chegar me casa e ver a secretária piscando com 6 novas mensagens. Melhor que isso só o carteiro entregando vários envelopes para eu abrir bem devagar.
Mas a alegria dura pouco. A primeira mensagem : um tututututu, a segunda também, e a terceira também, e também a quarta, a quita e a sexta. Afinal, por que as pessoas ligam, esperam até o fim da mensagem da secretária e desligam ?
Não poderiam ao menos deixar um palavrão, um beijo, um som engraçado ou até uma piada ? O que custa deixar um recadinho ? É só dizer : só liguei para falar oi. Nem precisa dizer o nome, só não vale o : tutututututuuuu.
Instalei um daqueles detectores de chamada da Telefônica, me arrependi, nunca uso. Liguei para lá e a moça me convenceu a ficar com ele pela metade do preço. E fiquei. Só que continuo sem usar. Ainda vou juntar forças e ligar lá outra vez para tentar cancelar.
Afinal, o que adianta ter esse aparelho se nunca decoro telefones ? Não sei o telefone de ninguém e só sei o meu porque é fácil.
E a alegria dos envelopes também não dura muito. Sempre abro as contas primeiro, torcendo para que haja algum engano e o cartão de crédito resolva me dar um bônus e não cobrar a fatura do mês, mas isso nunca aconteceu. Depois das contas : os convites. Antes eram muitos, agora só convites por e-mails. Os poucos que chegam pelo correio vêm naqueles plásticos transparentes que estragam a graça.
Vou pensar numa mensagem irresistível para minha secretária, algo como : Se você deixar um recado aqui, receberá U$ 100 de presente. Ou se você deixar um recado, um grande amor irá bater a sua porta.
Todo dia tem notícias desse Obama, se nós votássemos eu iria achar que a imprensa brasileira inteira está apoiando o fulano. E deve estar mesmo ! O outro candidato raramente aparece. Deve ter algum interesse por trás disso.
Afinal vai fazer alguma diferença para nós se um ou outro ganhar ? Nem gosto muito do outro só pelo fato de ser do partido do Bush, mas oObama parece um produto de marketing pior do que o Collor. Consegue ser ainda mais artificial e mais ensaiado, é quase um ator.
O outro é mais velho e ainda tem que fingir que acha o Bush um bom presidente. Coisa difícil de engolir.
Fico imaginando porque a gente nunca acompanha as eleições em Portugal, na Austrália ou na Itália. Deve ser porque nosso dinheiro é muito mais ligado ao dinheiro americano do que desses paises.
Mas se o republicano ganhar, vai ser muito diferente para nós ? E se os americanos resolverem invadir a China, vai fazer diferença para nós ? Ops, acho que vai sim. Tomara que eles continuem só invadindo covardemente os paizecos que são incapazes de se defender. Já pensou se os americanos jogam bombas nos chineses e os chineses resolvem revidar ? Iria sobrar para nós com certeza.
Uma coisa que nunca consigo entender é porque os correspondentes dos jornais (deste em especial), não vão aos museus, cinema ou a algum evento interessante. Os caras só ficam na capital americana, que deve ser o lugar mais sem graça do mundo, traduzindo notícias dos sites e blogs locais. Quanto dinheiro jogado fora!
Eu cheguei a pensar que a Folha tinha algum rabo preso com o Obama, mas fui ler o Chatão e o Globo e descobri que eles também só falam do Obama. Deve ser algum tipo de feitiço africano.
Se eu fosse dono deste jornal mandava nosso correspondente parar com essa lengalenga e ir para Nova York cobrir coisas mais interessantes.
Meu pesadelo com a reforma ainda não terminou. Agora começou o pintor.
Marcou de chegar às 7 da manhã. Eu disse que eles podiam chegar um pouco mais tarde e ele insistiu dizendo que gostavam de começar bem cedo. Eu acordei às 6h30 para esperar. É claro que eles chegaram quase às 9h. Bem, eu resolvi não dizer nada para ver se esse inferno termina logo.
Insisti várias vezes para que eles mantivessem a porta da rua fechada e eles disseram que estavam sempre vigiando. Toda hora que eu passava, via a porta aberta.
Então, uma hora que eles estavam distraídos, peguei minha bicicleta e escondi no vizinho.
Depois vim perguntar pela bicicleta. Eles disseram que não tinham visto. Eu gritei, esperneie e disse que eles teriam que pagar pela bicicleta. E ele na maior cara de pau disse que a culpa era minha por ter deixado a bicicleta ali.
Isso vai sair do pagamento deles. Agora eles mantêm a porta bem fechada. Só vou contar que a bicicleta está no vizinho no fim da obra, nem vou precisar pagar nada na próxima sexta.
Vingança é uma coisa meio feia, mas é muito gostoso.
Na praça está o Marco Zero, onde todas distâncias das estradas e numerações das ruas são direcionadas. Houve um tempo em que as ordens religiosas cristãs brigavam entre si como os partidos políticos brigam hoje. Os religiosos jesuítas do Pátio do Colégio brigavam com os monges do Largo São Francisco e com os do Largo São Bento, que acabou gerando uma igreja matriz e um Marco Zero um pouco deslocados do centro velho.
A catedral levou mais de 50 anos para ficar pronta e é um desses lugares calmos do centro da cidade. Lá você pode ficar algum tempo em silêncio e a atmosfera quase te convence de que é um lugar sagrado, se não fossem pelas memórias dos tempos em que a igreja católica escravizava, matava e patrocinava chacinas. Claro que hoje eles só querem mesmo é ter sombra e água fresca, já que não são capazes de se articular para quase nada.
Do lado de fora, moradores de rua estão espalhados por todos os lados. Em um dos cantos, usuários de crack se amontoam. Se a polícia aparece, eles vão para outro canto da mesma praça. É mais ou menos como o movimento dos camelôs.
Os pregadores são a parte mais engraçada. Suas interpretações da Bíblia chegam a dar dó. Às vezes, paro para ouvir. E o pior é que muitos passantes ficam repetindo seus “ensinamentos”.
O projeto paisagístico de meados de 1970 foi meio equivocado e só piorou a situação do lugar. Depois veio o projeto de 2002, que não ajudou em nada. Aliás, ainda conseguiram projetar um guarda-corpo para a fonte que foi rapidamente desmontado e vendido para o ferro velho pelos moradores de rua. Hoje não há mais nenhum guarda-corpo inteiro para contar história. Nem sei quem projeta esse tipo de equipamento que é facilmente desmontado e vendido. Deve ser algum arquiteto da prefeitura que nunca percebeu que a venda de sucata é a maior fonte de renda dos moradores de rua.
No dia 19 de agosto foi lembrada a chacina dos moradores de rua em 2002. In felizmente, só foi lembrada pelos próprios moradores. A polícia e a imprensa parecem já ter esquecido o assunto e os agressores, bem, esses tiveram o mesmo fim que qualquer criminoso : estão livres.
A praça da Sé é um dos passeios mais reveladores da cidade. O ((ZUNIDO)) foi até lá gravar um pedaço das paisagens sonoras.
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O programa (( Zunido ))é produzido em parceria com Julio de Paula.
Essa é boa. Até parece que os melhores cargos estão lá no ninho dos deputados. Ninguém avisou o STF (Supremo Tribunal Federal) de que os deputados arranjam empregos para os parentes nas prefeitura ou em qualquer órgão público ou semi-público?
É só dar uma olhadinha no Memorial da América Latina, aqui em São Paulo, lá tem um monte de parentes. Quer dizer : tem parente recebendo, mas eles nem aparecem para trabalhar. Vá lá para ver se você encontra a diretoria. Os funcionários dizem que nunca viram os diretores. Ninho de tucanos e com salários de R$ 8 mil para mais. Um deles é cordenador de campanha do PSDB, como uma pessoa pode ser cordenador de campanha e direitor de uma instituição cultural ?
E na prefeitura de Guarulhos ? Um amigo me disse que trabalha na mesa ao lado de um filho de um deputado do PT, mas que nunca viu esse rapaz. Só que, o tal filho ganha bem e ainda recebe horas extras. Essa é de doer, recebe horas extras sem nem cumprir as horas normais.
E nas autarquias ? Uma amiga me disse que tem um escritório para 2 assessores políticos do presidente da autarquia onde ela trabalha. Só que eles nem têm ramais porque nunca foram lá. Ou só foram nas reuniões.
E os conselheiros e assessores do Detran ? Ou dos bancos estaduais e federias ? Ou qualquer grande museu público do país ? Vá ver se você encontra o diretor administrativo ! Ou o assessor político do lugar.
Quando você escutar o nome assessor político, pode desconfiar: É filho ou irmão de deputado.
Ou o STF não sabe das coisas ou está fazendo gracinha para ver se consegue alguma moral para cima dos eleitores. Eu não caio nessa. Só se me derem um emprego desses onde eu não precise aparecer e ganhe mais de R$ 10 mil. E com direito a verba para despesas.
Será que o pessoal do STF sabe quem são os donos dos prédios alugados pelos foruns espalhados pelo país ? É só verificar o nome dos proprietários. É sempre um desembargador, juiz ou parente deles. Agora o STF fica dando uma de santo ? Com aluguel de um prédio desses, normalmente daria para construir um novo a cada 2 ou 3 anos.
Outra coisa que parece estranha é a declaração do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, ele disse que se aparecer uma proposta para burlar a proibição de contratação de parentes, ele nem colocará em votação. Então, isso quer dizer que ele decide se interessa ou não ? É ele o todo poderoso quem diz se isso é bom ou se é ruim ? E aquela tal de democracia ?
Cada dia mais eu pego birra dos políticos e juizes poderosos.
Era uma vez uma princesa muito linda. Loirinha, cabelos cacheados – mas como estava fora de moda ela resolveu alisar – e os olhos azuis piscina. Pele bem branquinha. Filha de um rei muito rico que planejava para ela um casamento rico e feliz. O rei adorava cavalos, gado e era presidente de uma grande empresa de alimentos.
A princesa sonhava com um príncipe lindo, forte, atlético e rico – é claro. A mãe da princesa, a rainha, tinha sido linda também, mas resolveu fazer algumas plásticas, aplicou botox, fez lipo, drenagem, colocou silicone, alisou o cabelo, fez de tudo e ficou parecida com a Glória Menezes. O rei continuou gostando dela, apesar de nunca mais ter transado com ela, a não ser com ajuda do Viagra misturado com vinho de U$ 3.000. Na verdade o rei sempre preferiu as modelos das feiras de negócios e os jovens vaqueiros. Mas o casamento do rei e da rainha sempre sai nas fotos das revistas como referência mundial. Parecem muito felizes nas fotos.
Um dia apareceu um príncipe. A princesa ficou muito feliz. Afinal são poucos os príncipes no mundo.
O príncipe era um pouco diferente. Queria ser cantor, entrevistador, famoso, rico e tudo que fosse possível em uma só vida. Andava pela cidade a pé, meio disfarçado. Ia até o centro da cidade caçar dragões. Domou vários dragões. Teve um caso amoroso com um dragão barra pesada que deixou uma cicatriz enorme na pele fina do príncipe.
Além dos dragões o príncipe também gostava das velhas madrastas. Catava todas. E já que madrastas existem muitas hoje em dia, nunca era difícil conseguir uma dando sopa. Até a tia da princesa o príncipe traçou.
Uma das madrastas colocou um feitiço no príncipe. Mas parece que não pegou direito. Ela era do tipo que fazia feitiços que davam errado. Outra madrasta, mais esperta, só desejou que ele casasse com uma jovem princesa e continuasse a gostar das madrastas. E no começo do namoro entre o príncipe e a princesa tudo parecia que ia bem, e que o príncipe tinha deixado de lado a vida com os dragões e com as madrastas.
Mas depois de 1 ano de casados a princesa fez a primeira lipo, apesar de estar magra e jovem. Isso já é um sinal de que o príncipe estava voltando a freqüentar o ninho dos dragões.
A princesa, junto com outras princesas resolveu organizar uma caça exterminadora de dragões. Teve ajuda das madrastas, que nunca gostaram de dragões.
Contrataram um lindo vaqueiro para matar os dragões. Um dia o príncipe estava bebendo tranqüilamente com um dragão em um boteco do centro da cidade, quando o vaqueiro contratado pela princesa e pelas madrastas chegou e ameaçou matar o dragão.
O príncipe prontamente defendeu o dragão. O vaqueiro levou um susto quando percebeu que o príncipe estava disposto a qualquer coisa para salvar o dragão.
Bem, hoje o príncipe e o vaqueiro vivem felizes numa fazenda de dragões. E a princesa fez outra lipo.
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