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"Estamos caminhando para a ditadura da mídia no país." Foi o Seu Dirceu que falou.
Engraçado dizer que a mídia faz isso ou aquilo. É à toa que os jornais estão perseguindo o homem ? Ou ele aprontou mesmo ?
Eu não sei, não! Mas acho que ele aprontou e mereceu o que recebeu. Infelizmente parece que vai parar por aí mesmo. Ele não terá que devolver nenhum dinheiro para o poder público nem será preso.
Tenho recebido e-mails de petistas dizendo que ele é inocente e está sendo perseguido. Alguém acredita nisso ? Nem minha avó acredita nessa.
Ai, Seu Zé, quanta decepção.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u324305.shtml
Escrito por Duilio Ferronato às 21h15
Poesia Concreta - O Projeto Verbivocovisual
Quando o Instituto Tomie Ohtake estava sendo construído, os comentários de que aquilo iria virar um trambolho na cidade não paravam. Mas depois de aberto mostrou que tem uma grande vocação de centro de mostras importantes.
Eles parecem não descansar e emendam uma mostra bacana na outra. O espaço interno é muito bem resolvido.
Talvez um das salvações para o MASP seria entregar nas mãos de Ricardo Ohtake ( diretor do instituto , assim o Julio Neves ( atual ditador do MASP ) pudesse ir morar bem longe daqui, para o bem da nação.
Meu amigo Eduardo visitou e fotografou a exposição no Instituto:
A exposição “Poesia Concreta - O Projeto Verbivocovisual” com curadoria de Cid Campos, João Bandeira, Lenora de Barros e Walter Silveira vai até o dia 16 de setembro no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo. Apresenta obras de Augusto e Haroldo de Campos, Décio Pignatari, José Lino Grünewald e Ronaldo Azeredo entre outros.
O florescimento da poesia concreta acontece em meio ao grande desenvolvimento cultural dos anos JK com o surgimento do Cinema Novo , a fundação de Brasília, a Bossa Nova , as Bienal de Arte de São Paulo e o surgimento dos Museus de Arte Moderna . Uma época em que parecia que o Brasil ia dar certo....
A poesia concreta estabelece relações com a música erudita e popular, o design e as artes visuais expressando-se por meio de vários suportes como livros, jornais, revistas, cartazes, LPs, CDs, holografias, vídeo e internet. Por meio de traduções ou transcriações, segundo Pignatari, ampliaram seu repertório poético e recriaram em português as obras de escritores como Stéphane Mallarmé , Ezra Pound , E.E.Cummings e James Joyce .
A exposição está bem montada com muita documentação da época: revistas, livros, jornais, rascunhos dos poemas, entrevistas, depoimentos e animações.
vitrine da exposição com livros
sala Galáxias com livros, vídeos e uma holografia
Alguns poemas foram transformados em objetos escultóricos
poema vivavaia em acrílico pintado
poema Sobrescrever colado no chão
poema pendurado na cobertura do instituto
No site www.poesiaconcreta.com.br pode-se ouvir Caetano Veloso interpretando “Pulsar”, poema de Augusto de Campos de 1975 e muitos outros registros de vários representantes da poesia concreta.
Eduardo Besen, arquiteto e curador da Galeria Gravura Brasileira
Escrito por Duilio Ferronato às 10h28
Vou abrir uma casa de apostas para se jogar com o futuro mensaleiros. Vai funcionar assim :
1- Se um deles passar 1 dia na cadeia - a casa paga 1000 contra 1.
2- Se algum deles tiver que devolver algum dinheiro – a casa paga 2000 contra 1.
3- Se algum deles desistir da vida pública e das mamatas do governo – a casa paga 4000 contra 1.
4 - agora se um deles se candidatar nas próximas eleições - ninguém ganha nada, só ele mesmo, que certamente vai ganhar a eleição.
Escrito por Duilio Ferronato às 18h36
No SESC Vila Mariana está acontecendo o FESTIVAL INTERNACIONAL DE VÍDEO & DANÇA,
É grátis e têm uns pufes para ficar vendo os vídeos a tarde toda.
vídeo - LINE DANCE - diretor Alex Reuben
Escrito por Duilio Ferronato às 13h07

Na sabatina da Folha com Delfim Netto, agora a pouco no Teatro Folha, foi quase esclarecedora. Claro que ele escapou de algumas perguntas.
Quando perguntaram sobre as torturas do período da ditadura ele disse que nunca ficou sabendo de nada e que hoje foi instaurada uma indústria das indenizações que cheira mal.
Afirmou que sua aproximação com o governo Lula se dá pela pouca diferença que existe entre qualquer governo. Que de fora se dá uma impressão de muitas mudanças, mas para quem está dentro não tem muita mudança. ( irk )
Desceu o pau nos tucanos várias vezes, que obviamente me deixou muito feliz.
Ele tem um humor muito especial, daqueles gordinhos que fazem cara de sérios e sempre dizem algo engraçado. Parece irritado mas está fazendo piada.
Paulo Maluf faltou num dia de trabalho em Brasília para poder dar uma aparecidinha na sabatina. Fez uma pergunta e foi embora.
Delfim defendeu o Bolsa Família como uma forma de fortalecer a competitividade entre as pessoas, que só uma pessoa que recebeu os cuidados básicos que poderá impulsionar a economia nacional. E que o projeto deve se auto destruir com o tempo, que as pessoas devem abandonar o Bolsa Família na medida que suas vidas vão tomando um rumo . ( será ? )
Afirma que aumentar impostos é como tirar das mãos de um setor mais eficiente ( privado ) e jogar nas mãos do setor menos eficiente ( público ). A carga tributária é o maior bloqueio para o país crescer. Mas não acredita que seja possível apenas cortar impostos sem diminuir as despesas.
Escrito por Duilio Ferronato às 12h58
Conversas que eu gostaria de ouvir
O presidente com os deputados e senadores - vamos ter que diminuir os salários de todos vocês. - Tudo bem, nós não merecemos o que ganhamos. - E teremos que cortar algumas regalias - É claro, tudo para o bem do país
As peruas do movimento cansei - eu vou parar de comprar para ajudar os pobres - eu também, afinal só fazer compras não leva a nada - acho que deveríamos fazer mais trabalhos voluntários - é claro ! E deveríamos pagar melhor nossos empregados
o ministro da cultura - vamos investir em cultura - e o senhor vai parar de enrolar ? - claro, vou trabalhar mais e cantar menos - mas e o senhor vai querer ganhar menos ? - claro, o dinheiro não é tão importante assim
o dono do banco com os acionistas - vamos diminuir os lucros para investir em educação - o senhor tem toda razão - se ajudarmos o país a se desenvolver vamos melhorar nossas vidas - claro, e todos ganharemos com isso
o juiz para os ladrões, assassinos e corruptos - vocês terão que compensar a sociedade pelo mal que vocês causaram - certamente, vamos trabalhar para um mundo melhor - e nenhum de vocês terá pena reduzida por causa dos seus advogados poderosos - de jeito nenhum, vamos pagar por todos nossos crimes
o funcionário público para um cidadão - o senhor só diz o que precisa, que faremos rapidinho (o cidadão não agüentou a surpresa e passou mal)
Escrito por Duilio Ferronato às 23h35
Amoreira
Os pássaros adoram, eu também.
Mas ela cresceu tanto, ficou tão alta que agora ficou
difícil de pegar. As poucas que ainda dão nos galhos baixos dá para pegar e
comer ali mesmo, mas juntar para fazer uma geléia só mesmo com escada. Aí é uma
festa. Enche um pote fácil. São bem carnudas, doces e bem escuras.
E o melhor é que dura mais de 1 mês a época, fica
dando por vários dias. O bem-te-vi começa aquele canto maluco muito cedo, às
vezes tenho que abrir a janela e dar uns gritos com ele para pare de gritar na
minha janela.
Ter uma amoreira no quintal é um grande privilégio
nesta cidade maluca.
Minha amiga banqueteira Rita Atrib mandou um
receita para eu aproveitar minhas amoras.
Gâteau com creme inglês e
amoras

Ingredientes 24 unidades de
bolacha champagne picadas ou cookies de sua preferência creme
inglês calda de amoras para creme inglês 6 gemas 1 xícara
rasa de açúcar 2 ½ xícaras de leite 4 colheres de sopa de farinha de
trigo 1 colher de chá de baunilha para calda de amoras 400g
de amoras frescas ou congeladas ½ de xícara de chá de açúcar ¼ de xícara
de água 1 colher de sopa de limão Modo de
preparo Creme inglês Bata as gemas com o açúcar até obter um
creme fofo. Ferva o leite e acrescente o creme acima aos poucos, mexendo
sempre, desde o começo. Despeje um pouco em um copo, misture bem a farinha e
adicione esta porção ao restante do creme que está no fogo mexendo sempre, até
engrossar. Adicione a baunilha e apague o fogo. Calda de
amora Faça uma calda com o açúcar e a água. Acrescente as amoras, mexa um
pouco até incorporar à calda, desligue o fogo e acrescente o
limão. Montagem Em uma travessa ou tacinhas
individuais, alterne camadas da calda de amoras, da bolacha e do creme inglês,
sempre finalizando com as amoras.

Rendimento: 6 a 8 porções
Escrito por Duilio Ferronato às 21h30
Cida Moreira

CIDA – Vamos ficar na cozinha porque agora é hora de limpar a sala. Você já almoçou ? DF – Acabei de tomar um sorvete Haggen Dazs na esquina. CIDA – Come com a gente ? Tem estrogonofe de carne de soja, arroz, batata e uma saladinha. DF – Quero. CIDA – Vou pegar um prato. Só que aqui é self-service, cada um pego o que quer.
DF – Quem cozinha ? CIDA – Eu! Eu gosto de cozinhar, pena que não tenha tempo todos os dias, mas o ideal para mim é ter as manhãs livres para cozinhar. E passear com a Billie Holiday , minha cachorra de 10 meses. Ela é ainda muito agitada, cheia de energia e precisa passear muito para ficar mais calma.
DF – Este bairro é bem gostoso de morar, calçadas largas, um monte de vitrines para ver e uns amigos vizinhos. CIDA – É mas já estou aqui há mais de 20 anos, já enjoei. Gostaria de mudar.
DF – Para um sítio ? CIDA – Não, jamais. Cidade, só que outro bairro.

DF – Quantos cds você já gravou ? CIDA – Agora estou gravando o oitavo, é uma pesquisa sobre o Cartola, estamos já entrando na fase da mixagem.
DF – Você ganha bem com a venda dos cds ? CIDA – Nada, as vendas estão cada vez mais estranhas. Parece que é um mercado que precisa de mudanças urgentes. Muitas propostas para vender algumas faixas por internet, baixar de um jeito ou de outro. Mas as vendas do cd mesmo, não dá nada.
DF – E você vive do que ? CIDA – Dou aulas de canto e preparação vocal, que eu adoro. Tenho 20 alunos e sou amiga de todos. São na maioria atores ou cantores. Ganho fazendo shows também. Fazer show é uma delícia .
DF – Você acha que poderia ter ficado rica com música ? CIDA – Eu não segui certos passos para isso. Para ganhar muito dinheiro você tem que se dobrar de muitas formas, abrir concessões que eu nunca abri. Fazer parte de um clubinho ou ter uma veia para isso, que eu nunca tive. Prefiro ser independente. Me ater aos meus amigos e a boa música.
DF – Como você chega nessas pesquisas musicais ? É um projeto antigo ? CIDA – Parece que as pesquisas é que chegam, de certa forma, até você. O assunto vai aparecendo no seu caminho. Vão dando sinais para você ter que prestar atenção naquilo. E você é levada a se envolver. Na minha vida foi sempre assim. O Cartola eu já acompanhava desde menina, minha mãe me levou para ver uma apresentação dele e fiquei alucinada.
DF – Quando você vai fundo numa pesquisa, o que acontece ? CIDA – As conseqüências aparecem em todas as áreas. Estamos numa época de muitas informações rasas e pouca pesquisa. Todo mundo sabe tudo, mas não sabe muito. Então quando você se dedica a estudar um assunto e todas as suas variações você esbarra em muitas questões, que podem ser pessoais e profissionais. Que se misturam muitas vezes.
DF – Eu já ouvi falarem que você é briguenta e brava. CIDA – Eu odeio essas lendas urbanas. Cada vez mais. São coisas que falam sem muito sentido, às vezes porque você brigou com uma pessoa fica com fama de briguenta. Agora brava eu sou mesmo, não gosto de picaretagem e gosto de trabalhar com gente séria. Fazer música boa eu não abro mão. Então... acabam aparecendo essas lendas horrorosas. E parece que as pessoas têm uma aversão às pessoas que têm uma opinião. Se você tem opinião está fora do contexto. E acaba ficando com fama de briguenta.
DF – Eu tenho uma impressão que as pessoas não gostam muito de pessoas felizes e independentes. CIDA – Pior ainda. Se você é feliz e mostra que pode viver sem fazer parte do jogo, você é marginalizado. Tem que fazer parte do jogo da insatisfação para ser aceito. E por incrível que pareça ainda tem gente que acha que ser artista é ser marginalizado ou que não é trabalho.
DF – Você acha que trabalho de artista ainda é considerado um “não trabalho “ ? CIDA – Claro, olha o tanto de gente que liga para pedir convite de graça para seu show. Eles não querem pagar pelo seu trabalho. Acham que se apresentar e cantar num palco não é trabalho.
DF – Parece que o trabalho que é mais valorizado é o trabalho que gera servidão. Que tem um monte de funcionários para exercer uma coisa que você poderia fazer sozinho. E se você faz sozinho, não é trabalho valorizado CIDA – É um resgate a casa grande e da senzala. Até quando isso vai durar ?
DF – Nesse seu bairro é pior ainda... CIDA – O problema está na classe média, que foi achatada nesses anos todos e sem informação repete erros do passado. E acaba sobrando para os artistas, que também vão sendo achatados. Você não acha que é humilhante para mim ter que dizer que não posso dar o convite porque preciso do dinheiro ?
DF – Eu realmente adorei seu show, muito emocionante. CIDA – Obrigada, o André é um grande parceiro e faz desse show uma delícia de apresentar e cantar.

"Canções Para Cortar os Pulsos - A Música de Tom Waits" Até 2 de setembro. Sexta e sábado, às 21h30. Domingo, às 19h Ágora Teatro r. Rui Barbosa, 672, tel. 11 3284-0290
no blog Cacilda tem fotos bem bacanas do show.
Escrito por Duilio Ferronato às 16h10
Passou dessa linha, morre
No dia em que eu estava no hospital a enfermeira contou que antes tinha trabalhado no pronto socorro do hospital e que todos os dias chegavam pessoas que tinham sido atropeladas. E a maioria era gente de mais de 60 anos.
E eu fiquei observando os pedestres pelas ruas. Um grande número não espera o farol abrir e outro grande número espera já na metade do caminho. Alguns descem da calçada e ficam no asfalto. E para minha surpresa todos os idosos que observei, sem nenhuma exceção, não esperaram o farol.
No metrô a mesma coisa. O alto falante diz : “aguarde o trem antes da faixa amarela.”
E um monte de gente nem presta atenção nisso. Ficam todos depois da faixa.
Dizem que os motoristas são desatentos, mas os pedestres são mais ainda. Afinal em quem vai doer mais é em quem será atropelado e não em quem vai ter que socorrer.
Escrito por Duilio Ferronato às 14h51
Não é para pobre
Outro dia um dos motoristas da Folha me disse que nunca tinha entrado no Shopping Iguatemi, porque era lugar de rico. Até achei meio engraçado.
E ontem ouvi a Regina Case falando sobre a mobilidade que os ricos têm de visitar os lugares de pobres e que os pobres não têm essa possibilidade. Que é uma via de uma mão só.
E ainda deu exemplos : rico visita escola de samba, mas pobre não visita o Fasano, o Gero...
Eu na minha profunda crise de depressão fui ao Shopping Higienópolis. Só de entrar lá já dá impressão de estar em outro planeta. Planeta dos velhos ricos. Um shopping que tem um monte de velhos. As são lojas caríssimas.
Aproveitei e fui experimentar o Café Starbucks – o muffim de blueberry é muito bom, o café totalmente igual a qualquer café, mas o copo é ótimo. O preço é de rir. R$ 8,00 o café e R$ 6,00 o muffim. Só para rico mesmo. Já que eu não compro nada naquele shopping mesmo, caí no café.

Só tinha gente branca, nenhum mulato nem negro. Só os seguranças. As crianças todas de olhos azuis. Parece mesmo outro país.
Engraçado que nem precisa colocar placa na porta nem proibir ninguém de entrar. Só a atitude das pessoas lá de dentro já assusta qualquer um.
Escrito por Duilio Ferronato às 23h15
Parece que alguns dias são particularmente terríveis. Desde cedo já comecei a sentir que a coisa iria ficar preta.
Primeiro meu vizinho resolve começar uma reforma antes do sol nascer, lá pelas 6 da manhã. Por que pedreiro tem que fazer a parte barulhenta de manhã ? E a parte silenciosa à tarde ? Não dá para inverter ?
Depois a faxineira perdeu a chave e tocou a campainha. Ai meu Deus do Céu !
Vou ver o saldo no banco e está um terror, o dinheiro acabou e as contas ainda continuam chegando. Mais um mês de cheque especial assassino.
E as notícias do processo com as irmãs mafiosas que foram minhas sócias são as piores possíveis.
Saio para almoçar e encontro uma mosca no meu prato. Não, assim não dá!
Volto do almoço e pimba! Mais de 50 e-mails gigantes de leitores para ler e responder. Quando me contrataram não contaram que tinha esse efeito colateral.
Hoje vou ter que matar alguém.
Não quero mais tentar trabalhar... vou ao cinema. Só vou responder e-mails depois de ter arrancado os olhos de alguém na rua. Volto só amanhã.
Escrito por Duilio Ferronato às 13h59
CEDECA INTERLAGOS
Eles não cansaram. Trabalham firme, mesmo. Vão atrás do problema e tentam apresentar propostas para resolver .
Um dos focos é informar e atender moradores da região de Interlagos. Esclarecendo quais são seus direitos e orientar para que recebam um bom atendimento, seja médico ou jurídico da parte do Estado.
Eles elaboram programas, fazem pesquisas e conversam com os moradores. Vão ver de perto o problema. Chegam devagar, até ganhar a confiança. Através de ações, que podem ser: organizar um festival de Futsal ou oficinas de grafite ou até promover uma limpeza nas margens da represa.
R.U.A.S. – Resistência Urbana e Atitude Social – dentro desse projeto os jovens são incentivados a ter uma participação mais dinâmica com a região em que vivem.
Aproveitar o lixo que estava sendo jogado na represa e transformar em arte – ARTIXO – foi uma maneira de integrar vários grupos para um propósito comunitário.
Existem vários CEDECA s, e deve haver algum perto da sua casa. Eles precisam de voluntários, materiais para oficinas e móveis para as salas.
dando um trato na quadra para o Festival de Futsal
as reuniões são onde as pessoas estão
vá até lá num domingo de evento, e ajude na organização
CEDECA Interlagos tel. 11-5666-9861
Escrito por Duilio Ferronato às 21h29
Conversas inventadas
Às vezes fico de longe imaginando o que as pessoas estão conversando. Outro dia fiquei tomando nota de conversas que inventei para pessoas que estavam longe.
2 moças dentro de uma loja e eu do lado de fora - Você prefere o rosa ou o vermelho ? - O rosa fica melhor em você! - Mas o Fernando prefere vermelho - Então leva o vermelho... - Mas se o rosa fica melhor qual é melhor eu levar ?
2 moças no fundo do vagão do metrô - Meu chefe me chamou para sala dele ? - E o que aconteceu ? - Ele me convidou para tomar um café - E você aceitou ? - Claro, não estou morta !
2 meninos de 14 anos - tá ligado ? - maió manero - tá ligado ? - manero - tá ligado ? - manero
2 mulheres evangélicas - E Cristo salvou a todos - Mas queimou os pecadores - Certamente, porque o lugar de pecadores é no fogo - E quanto você deu para o pastor ? - Entreguei tudo
1 velho de chapéu falando com um moço - Na minha época não tinha dessas coisas - Tinha o que, então ? - Tinha dignidade, um homem respeitava uma mulher - E hoje não ? - Homem hoje trata mulher como homem
2 crianças - Meu pai trabalha em Minas - O meu trabalha num prédio - Meu pai é super forte, ele levanta meu irmão com um braço - O meu também
2 bichas - você tem msn ? - xxxx@hotmail.com - o meu é yyy@hotmail.com - então a gente se fala no msn - tá
Meu chefe falando sobre mim com o chefe dele - Ele é o máximo - Não tem ninguém igual - Vamos dar um aumento para ele ? - Claro, ele merece ganhar salário de deputado.
Escrito por Duilio Ferronato às 20h11
LARANJA TEM RABO ?
Aquela velha história de que laranja é bom para saúde todo mundo já sabe, agora que faz bem para o bolso estamos descobrindo graças ao dono do Senado, aquele homem que comprou as vaquinhas de ouro agora plantou laranja numas empresas.
Afinal por que ainda não tiraram o poderoso de lá? Será que os laranjas dele têm rabo preso? O Severino caiu por causa de um cheque de um dono de restaurante, agora o Renam não cai nem por causa da vaquinha de ouro, nem por causa da laranja com rabo, nem por causa da criança protegida pela empreiteira e nem por causa do cheque do dono da empresa aérea.
O todo poderoso deve entender mesmo de laranjas...
Mas minha amiga médica Luciana Domschke mandou uma dica sobre a laranja mais honesta :
Vitamina C e Cama

Cortar uma maçã em 7 pedaços e ir comendo um pedaço a cada dia. Quando os pedaços se acabarem, você terá se livrado de sua gripe...
Uma semana: esse é o tempo que o vírus influenza, causador da gripe, leva para completar seu ciclo no organismo humano.
Simplesmente esperar o tempo passar, contando com a via medicatrix naturae, (o caminho da cura natural) é um privilégio de poucos nesses tempos modernos. Aqueles poucos que conseguem ouvir a necessidade de seu corpo e podem diminuir o ritmo normal de suas atividades, fazendo repouso e deixando seu organismo combater a virose por seus próprios meios. Isso fortalece a imunidade.
Para complementar, garantindo a cura, basta chupar uma ou duas laranjas por dia, ou espremê-las e tomar seu suco na hora, o que é suficiente para suprir suas necessidades diárias de vitamina C, elemento fundamental para imunidade, importante no processo antioxidativo, no fortalecimento dos capilares da microcirculação, e na formação do colágeno.
As vitaminas não são sintetizadas em nosso organismo e devem ser obtidas através da alimentação; a vitamina C, além das frutas cítricas é encontrada na goiaba, caju, morango, melão, tomate, verduras cruas ou muito pouco cozidas, como pimentão, brócoli, couve, nabo e na batata.
Vitamina C e cama: faz bem e não engorda! Às vezes, dar uma parada no ritmo frenético do dia a dia, refletir e tomar consciência do significado de uma gripe é tudo o que a gente precisa para conseguir tomar certas decisões na vida. São os benefícios secundários da doença...
Escrito por Duilio Ferronato às 09h40
Lixo na rua

Por que as pessoas jogam lixo na rua ? É uma preguicinha de carregar até a próxima lixeira ou porque acham que a rua é terra de ninguém ?

Se a rua é terra de ninguém, todo o resto que é público também é! E pode ser explorado sem culpa.
Deve ser o mesmo sentimento que leva algumas pessoas a destruir placas, chutar plantas, pichar muros, roubar coisas públicas... os exemplos não param.

Na semana passada fiz umas fotos para minha coluna na Revista da Folha sobre gente que joga lixo na rua, fiz muitas fotos e na hora de mexer na câmera, fiz uma besteira e apaguei todas as fotos. Mas bastou ir até a esquina para poder fotografar todas essas coisas no chão. E olha que moro bem perto da esquina !

Escrito por Duilio Ferronato às 08h53
2 peças
No fim de semana em São Paulo tem muita coisa bacana acontecendo.
Gostei muito dessas 2 peças. Primeiro porque sou fã desses 3 atores: Luciana, Jerusa e do Nilton.
Os 3 são versáteis, cômicos e trágicos ao mesmo tempo. O Nilton eu não perco nada que ele faz. A Jerusa não conheço muito ainda, mas já gosto muito. A Luciana é uma estrela. Dá vontade de chorar e dá vontade de rir. Só mais 2 apresentações.
O casal do Nilton com a Jerusa é fenomenal, a moça que sentou ao meu lado chorou como uma louca, e a outra do outro, lado riu como outra louca. Uma peça curta com um cenário esmagador, dá impressão que você está dentro do apartamento dela.
E o cenário da Luciana tem uns objetos cênicos que dá vontade de trazer para casa. Mas eles não deixam.
FAZ DE CONTA QUE TEM SOL LÁ FORA Jerusa Franco e Nilton Bicudo Direção Aline Meyer Sátyros 1 - praça Roosevelt, 214 sábado às 17hs e domingo às 21hs fone - 3258 - 6345 MEU ABAJUR DE INJEÇÃO Luciana Carnieli Direção Georgette Fadel Teatrix rua Peixoto Gomide, 1066 Fone - 3285 – 0939 Domingos às 20h
Escrito por Duilio Ferronato às 01h17
Conversa com Eytan Fox

DF – quem vive numa bolha e quem vive uma vida real ? EYTAN – isso é uma discussão de horas e até uma coisa meio filosófica... você pode passar sua vida toda numa bolha e mesmo assim ainda estar levando uma vida de verdade. Às vezes, para conseguir sobreviver você precisa se isolar, e isso não faz com que sua vida seja menos real do que a de quem está mais integrado ao cotidiano. De uma maneira ou de outra todos vivemos numa Bolha.
DF – de onde vêm seus personagens ? EYTAN – eles são parte da minha vida, todos têm uma ligação comigo, com minha formação e as pessoas que eu conheço.
DF – o editor ? ele é o malvado do filme ? EYTAN – ele representa o “macho - hetero” do filme, bem de vida mas que foi criado para se relacionar de uma maneira estranha com as mulheres. Um cara que ainda enxerga nas mulheres um objeto e não está muito interessado nelas verdadeiramente.
DF – e por que ele faz aquela sacanagem com o bonzinho ? EYTAN – eu vejo esse tipo de comportamento em muitos homens poderosos, quando estão pressionados, acuados ou sentem medo...atacam! E atacam o lado mais fraco. Fazem você sentir medo para te enfraquecer. No meio político de Israel isso acontece o tempo todo, não sei como é aqui no Brasil, mas lá é assim...
DF – não ! Aqui, no Brasil, os políticos são todos homens de bem...todos jogam super limpo... EYTAN – ahh, deve ser igual em qualquer parte do mundo. Os fortes não podem ser enfrentados, que partem logo para o ataque.
DF - e o namorado, é o novo homem ?
EYTAN - sim, ele é um homem que não precisa provar sua masculinidade, que conquista uma mulher de uma forma mais verdadeira. Não usa antigos dogmas de relacionamento ou métodos de conquistas machistas.
DF – e qual a diferença entre a noiva e a prima ? EYTAN – a noiva é uma vítima do sistema que ela foi criada, ao mesmo tempo que ela tenta visualizar uma vida melhor, querendo mudar de país e levar uma vida em paz, tem um noivo radical e pais que sustentam esse radicalismo. A prima já é uma mulher mais moderna, pensa diferente, mas também entende que vivendo ali não vai conseguir progredir. Fala em ir para Londres e quer levá-lo junto. Uma mulher mais engajada.
DF – e o velho no funeral ? EYTAN – ele representa todo esse sentimento de mesquinharia, revanche...isso de vingança. Talvez esse sentimento seja a base de todo o ciclo doente, que não tem fim. Se esse tipo de sentimento não parar o ciclo não pára.
DF – como parar com sentimentos de raiva, vingança medo que as pessoas têm umas das outras ? EYTAN – parece que o primeiro passo é ouvir o próximo, perceber que ele também tem sentimentos, que é uma pessoa e não um inimigo. Uma pessoa não pode ser considerada inimiga só porque é estranho, só porque você não conhece. Então o primeiro passo é conversar...
DF – aqui no Brasil está muito na moda dizer que os problemas sociais são causados por problemas na educação, então se uma pessoa não recebe educação adequada ela já tem uma probabilidade de desenvolver problemas sociais, como excesso de filhos, morar em lugar impróprios e...todas essas coisas...e com isso os donos de escolas vendem seus produtos como se fossem as grandes soluções nacionais. EYTAN – isso é paternalisar a situação. É achar que porque você teve acesso a uma educação melhor você é superior aos outros, que quem não teve aquilo é tão inferior que não irá conseguir nada. E fazer todo mundo ir a escola não parece que tenha colocado nunca um fim nos problemas sociais. Parece que o essencial é mesmo o afeto e atenção com os outros.
DF – os pais do personagem acidentado, quem são eles ? EYTAN – você viu que eles nem conheciam os amigos do filho, só foram conhecer no hospital... Que tipo de pais não conhecem os amigos dos filhos ? São pais que não conhecem os próprios filhos, estão distantes, não têm um envolvimento afetivo e muito menos de amizade com os próprios filhos. Parece que esse tipo de relacionamento entre pais e filhos leva a um distanciamento que tem resultados estranhos.
DF – como foram parar algumas músicas brasileiras no seu filme? EYTAN – você nem vai acreditar...quando eu estava no colégio, eu e um grupo de amigos descobrimos alguns álbuns de músicas brasileiras e resolvemos montar uma peça de teatro: com as letras de João Gilberto, Tom Jobim, Bethânia... e alguns outros. Montamos uma peça com traduções para o Hebraico que fomos um pouco pesquisando, um pouco inventando...foi um grande sucesso. Apresentamos em vários lugares. E eu era o diretor do show, depois disso resolvi que só poderia ser diretor, queria dirigir teatro, televisão e cinema, aconteceu que fui ser diretor por causa da música brasileira.
DF – como está sendo a recepção do filme nas pré-estréias aqui ? EYTAN – houve uma apresentação do filme no Clube Hebraica, eu estava meio apreensivo e quase nem dormi a noite com medo da reação deles...mas correu tudo bem, ninguém saiu da sala, nem nas cenas mais calorosas de sexo entre um judeu e um árabe, e no fim do filme as pessoas vieram falar comigo sobre o filme, fizeram muitas perguntas e parece que foi bem recebido. Na pré-estréia do Reserva Cultural já foi mais fácil, bebi umas caipirinhas antes do filme, a sala estava lotada...e foi tudo bem. A platéia brasileira é bem animada.
DF – eu gostei muito do filme, espero que seja um sucesso aqui e no resto do mundo. EYTAN – thank you, it was nice talking to you, see you.
Eytan Fox é diretor do filme Bubble - veio para o Brasil para o lançamento do filme, que estréia nesta sexta 17 de agosto.

Escrito por Duilio Ferronato às 20h34
As Artes Plásticas estão numa boa fase, com artistas brasileiros reconhecidos internacionalmente e o mercado interno também muito aquecido. Nas bienais e exposições em qualquer canto do mundo, artistas brasileiros são presenças obrigatórias.
Meu amigo Eduardo visitou Veneza e mandou umas dicas :
Intitulada “Pense com os sentidos - Sinta com a mente. A arte no presente”, a 52ª Bienal de Veneza foi inaugurada em 10 de junho e fica aberta até 21 de novembro de 2007. O curador geral é o norte-americano Robert Storr .
A Bienal, fundada em 1895, é a mais tradicional exposição de arte contemporânea do mundo. Vários brasileiros já receberam prêmios em Veneza: Aldemir Martins foi premiado como desenhista em 1956 e Fayga Ostrower e Marcelo Grassmann foram premiados em 1958 pelas suas gravuras.
Este ano, Malick Sidibé da República do Mali recebeu o Leão de Ouro pelo conjunto de sua obra. Ele expõe uma série de fotografias em branco e preto de personalidades do seu país.
A exposição acontece em vários espaços da cidade e tem uma extensa programação de exposições paralelas, com destaque para a maravilhosa exposição “Artempo-onde o tempo vira arte” .
Nos “Giardini” ficam os pavilhões nacionais rodeados por belos jardins à beira da laguna. Este ano, a dupla Rafael Lain e Angela Detânico com obras já expostas na Galeria Vermelho e José Damasceno ocupam o belo pavilhão brasileiro.
Uma favela carioca também é retratada em Veneza. Um grupo de meninos de 17 a 24 anos que moram na favela Pereirão; em Laranjeiras, zona sul do Rio, construíram uma cidade em miniatura imitando o universo que os circunda. Um trabalho divertido e que chama a atenção dos visitantes.
Nos espaços da Artiglierie dell´Arsenale e da Corderie, antiga estaleiro e fábrica de cordas para navios, fica a exposição curada por Robert Storr. Pode-se ver as fotografias de guaritas da artista gaúcha Elaine Tedesco .
e a bela instalação do chinês Yin Xiuzhen com 100 peças de “armas em forma de torre de TV” feitas com objetos cotidianos e revestidas com tecido.
Para completar o roteiro vale visitar o Museu Guggenheim . Ele fica na antiga residência de Peggy Guggenheim no palácio Venier dei Leoni na beira do Grande Canal. Pode-se ver a coleção de mestres do século XX como Calder e peças contemporâneas de Anish Kapoor . Durante a bienal o palácio hospeda a imperdível mostra que traça paralelos entre as produções de Matthew Barney e Joseph Beuys.
Eduardo Besen - Arquiteto e curador da galeria Gravura Brasileira visitou Veneza no mês de julho.
Escrito por Duilio Ferronato às 18h19
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