Blog do Duilio
 

Organização Aldeias Infantis SOS Brasil.

Organização Aldeias Infantis SOS Brasil.

 

          

Um projeto que nasceu na Áustria  após  Segunda Guerra Mundial para cuidar das crianças órfãs. Mães voluntárias cuidaram dos órfãos até a idade adulta. O projeto cresceu e espalhou-se pelo mundo todo.

Partiu de uma idéia simples de que uma criança criada com apoio familiar tem mais recursos para superar as dificuldades futuras. Assim surgiram as Aldeias.
As mães que no início eram voluntárias foram se profissionalizando. Hoje Mãe Social é uma profissão reconhecida. Têm apoio de psicólogos, pedagogos e vários outros profissionais.

No Brasil já são 15 Aldeias.

Uma Aldeia é formada por um grupo de casas e alguns prédios de apoio. 
As casas abrigam uma família que tem como base uma mãe social e seus filhos sociais.


As crianças, normalmente, são encaminhadas para as aldeias por estarem em situação de risco social. Chegam muitas vezes bebês e ficam até os 18 anos. Os irmãos biológicos, muitas vezes,  ficam juntos na mesma casa, fortalecendo assim os laços familiares. Os parentes biológicos também são incentivados a conviver com as crianças.
Muitas das mães e parentes  biológicos são apoiados por um Centro Social que é ligado às Aldeias. Fortalecer o entorno também faz parte das metas de uma Aldeia.

As aldeias são abertas e as crianças são criadas como se fosse uma pequena comunidade. A mãe social decide como administrar as contas da casa e a educação dos filhos.

Tem dado muito certo. Eu visitei a aldeia de Interlagos e as crianças pareceram muito felizes em um ambiente muito acolhedor. Cheio de árvores, brinquedos, cachorros e gatos.

 

Uma criança criada com amor certamente é o melhor investimento que uma sociedade pode fazer.

E os ex-moradores tornam-se adultos e passam a ser apoiadores das Aldeias.  É mais um lugar que mostra que o Brasil tem jeito. É bem fácil tornar-se um amigo do projeto.

www.aldeiasinfantis.org.br 

Escrito por Duilio Ferronato às 21h57

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A FORÇA DA JUVENTUDE.

A FORÇA DA JUVENTUDE.

 

 

 

E viva a juventude do Brasil.

2 garotos falando sobre um colega de trabalho.
- O apelido dele é inquisidor !
- O que é isso ?
- Eram os caras que queimavam as feiticeiras no século passado.
- Não eram os carrascos ?
- Mais ou menos, só que os caras eram padres.
- Ah, ele tem cara de padre assassino mesmo!

2 meninas reclamando das portas do metrô.
- Acho que devia ter 2 portas para entrar e 2 para sair.
- Tem muita gente ignorante na rua.
- Por que ninguém espera o povo sair antes de entrar ?
- Porque brasileiro não respeita nada.

4 garotos reclamando que acabaram de levar uma blitz.
- É os caras não podem ver um preto que já vão batendo.
- Você que é trouxa de só andar com preto.
- O que eu posso fazer se vocês são meus amigos?
- Se quiser cola com a gente vai ter que agüentar a polícia toda hora.

3 garotas.
- Ele só levou meu bilhete único.
- Credo, que ladrão pobre!
- Eu avisei para ele que só tinha 4 reais de crédito.
- E mesmo assim ele levou ?
- Disse que precisava ir até Sto Amaro.
- Vc conversou com o ladrão?
- Ele tinha cara de gente boa.

2 garotos no ônibus.
- Pra mim esse negócio de justiça tinha que ser melhor de 3.
- Mais aí ia demorar mais ainda.
- Mas não ia deixar dúvidas.

2 garotas espertas.
- A Petrobrás foi vendida por 120 bilhões.
- Tudo isso ?
- É, mas valia 138 bilhões.
- Vendeu com prejuízo ?
- O Lula ficou com medo dos colombianos e vendeu mais barato.
- Como você sabe dessas coisas ?
- Eu tô entendida. Li 2 jornal de cabo a rabo hoje.

2 garotas.
- Era bom se era assim...
- Mas ela não deixa ser.
- Ai, menina a gente é muito educada, por isso que não fala.
- É mas quando chega o limite a gente explode.

minha amiga Teresa Berlinck ilustra as conversinhas todas às terças. Ela também escreve um blog sobre artes plásticas www.cozinhacultural.blogspot.com

Escrito por Duilio Ferronato às 18h18

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QUANDO MORRE ACABA TUDO ?

QUANDO MORRE ACABA TUDO ?

Outro dia conversei com uma mulher no metrô e ela contou que sempre conversava com o irmão já morto.
"Ele vem sempre para dizer que está tudo bem e está olhando por mim e por todos os parentes."

É estranho pensar que uma pessoa conhecida morreu e acabou. Nunca mais você irá ver aquela pessoa. Só ficaram  lembranças.
Parece que esse é um dos grandes trunfos das religiões: Incentivar a crença que depois da morte sempre pode acontecer algo mais. Deixando uma possibilidade para um encontro futuro com pessoas queridas.
O difícil é saber a diferença entre ver pessoas mortas e sonhar com elas. Eu às vezes sonho com meu avô e meu tio, e acordo pensando que eles estavam mesmo por aqui.  Será que essas pessoas, as quais falam com os mortos, percebem a diferença entre sonhar e ver ?

Há pouco tempo uma amiga me arrastou para  um centro espírita, e a medium disse: "você tem  uma criança sempre ao seu lado!"  Me deu um medo danado e nunca mais voltei. 
Acabei de relêr o livro “No país das sombras longas”, uma história sobre a vida dos  Esquimós. Eles comiam partes dos mortos para que esses não voltassem mais. Ficavam, assim, livres dos fantasmas. Alguns índios brasileiros comiam seus inimigos para absorver suas forças e afastar seus espíritos vingativos.
Talvez falte nas nossas religiões incorporar um pouco dessa antropofagia para afastar os fantasmas. Deixando a gente com um pouco menos de sentimento de culpa.

No Sesc Paulista está em cartaz uma peça  bem bacana o Vem Vai – O Caminho dos Mortos. Trata exatamente da morte e de pessoas que nos acompanham depois de mortas.
Fazia bastante tempo que eu não via um texto tão abusado e uma encenação pra lá de bem cuidada. O cenário e o uso do espaço cênico e da platéia são de um brilhantismo único. Dá impressão de passar por tribos, cidades, céu, inferno e todos esses lugares e situações  do pós morte.
Os ingressos são meio limitados porque é um espetáculo que exige que o público fique bem perto dos atores. Tem que correr para ver.

fotos  Nelson Kao.

Escrito por Duilio Ferronato às 10h28

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CONVERSA COM BETINHA.

CONVERSA COM BETINHA.

Betinha é uma mãe social da Organização Aldeias Infantis SOS Brasil. Ela tem 8 filhos, 5 meninos e 3 meninas além dos 3 filhos biológicos.
Ela mora numa das casas da aldeia, com 3 quartos, 2 banheiros, 1 sala e uma cozinha bem espaçosa.
O projeto é muito bacana e as crianças parecem ser muito felizes lá. Vou falar mais sobre a Organização na próxima quarta-feira, 16 de maio.

www.aldeiasinfantis.org.br 


DF - Como você veio para aqui ?

Betinha -  Bem meus filhos já estavam criados, eu estava trabalhando com meu irmão numa papelaria. Fui procurando na internet algum trabalho social. Eu já sabia que queria trabalhar com crianças. Contribuir, mas não tinha ainda idéia que iria me envolver tanto.
Vim conhecer, fiz o programa de treinamento e ganhei esses 8 filhos lindos.

DF – Tem de todas idades ?

Betinha – A mais velha tem 17 e a mais nova 4. Os meninos têm de 11, 12 , 16 e 8. Alguns estão ali no quintal, um deles está lá aprendendo a lavar a roupa dele. Acho que tanto os meninos como as meninas têm que aprender de tudo numa casa. Não se sabe como vai ser a casa deles depois que saírem daqui, então é bom aprender. Assim não ficam dependentes de ninguém. Eles sabem cozinhar, fazer suco, arrumar o quarto. Não vou dizer que é “aquela arrumação”, principalmente os meninos, que são mais bagunceiros. Mas arrumam.

DF – Tem dia certo para faxina ?

Betinha – É assim : em dias bonitos, como hoje, eu chamo os que não estão na escola e faço uma proposta de  limpar a sala. Aí todo mundo faz junto. Fica mais fácil quando todos colaboram. Tem dias que as crianças cuidam do jardim, das árvores e das roupas delas.

DF – E as lições ?

Betinha – Isso tem que fazer todos os dias. Eu tenho esse carimbo aqui, que coloco em todas as folhas do caderno. Tá vendo ? Assim eles sabem que eu estou de olho no que eles andam aprontando. Você sabe, né ? Criança se não fica de olho elas aprontam mesmo. E 8!  Eu tenho que ficar esperta senão eles me passam pra trás. Eu mandei fazer este carimbo, assim fica mais chique. Antes eu só assinava, mas agora mandei fazer este carimbo com data e meu nome. Assim eles também ficam mais ligados que eu estou de olho.

DF -  Eles são bons alunos ?

Betinha – Alguns são. Outros mais ou menos. Mas quando eles apontam comigo eu me vingo e vou lá na porta da escola e fico mandando beijinho para eles, dando tchauzinho, essas coisas de mãe. Eles morrem de medo de eu fazer isso. No dia que eles sabem que eu vou a escola eles todos se escondem... têm medo de pagar mico, mas se eles me fazem pagar mico eu faço eles pagarem mico também. Fico chamando eles de amorzinho, de meu coraçãozinho, meu filhinho, tudo isso na frente dos amigos deles. Assim eles não me fazem passar vergonha também.

DF -  Todos te chamam de mãe ?

Betinha – Todos, eu sou mãe deles mesmo. Considero todos meus filhos. Às vezes me chamam de tia, às vezes de mãe. Quando estão querendo alguma coisa sempre me chamam de mãe. Quando estão bravos comigo chamam de tia.

DF -  E as contas da casa ? Eles participam ?

Betinha – Ah, sim claro. Eu mostro para eles quanto nós recebemos da organização, depois dividimos assim : alimentação, escola, roupas e luz e se sobra podemos ir numa lanchonete, passear. Se todos economizam no tempo de banho a conta de luz vem mais baixa e sobra para o almoço fora. Que todo mundo gosta.

DF -  Vocês pagam a luz ?

Betinha – Cada casa da aldeia tem uma conta separada. É uma casa como se fosse uma casa independente. Assim todos crescem com uma noção de sociedade, não de lugar protegido. É uma aldeia, mas é integrada a sociedade. Todos podem entrar e sair, é só avisar e não voltar tarde. Pode até namorar. A minha mais velha, agora está namorando, mas eu fiz ela trazer o menino aqui para fazer o teste do sofá.

DF -  teste do sofá ? coitado.

Betinha – é ! tem que fazer, senão eles perdem o pé. Eu tenho que conhecer os namorados e namoradas. Eu sou uma mãe ciumenta. Quero meus filhos perto de mim.

continua...

Escrito por Duilio Ferronato às 11h37

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continua...

continua...

 

DF -  Você tem uns dias de folga, o que você faz ?

Betinha – Os orientadores dizem que a gente tem que dedicar esse dia só para nós. Não ficar aqui. Ir passear, visitar família. Eu visito meus filhos, vou ver meu netinho. Que está lindo. Cuidar de 8 filhos é muito cansativo, então tenho que descansar de vez em quando.
Mas não consigo ficar longe muito tempo. Sou muito apegada aos meus filhos sociais.

DF -  E o que você faz com seu salário ?

Betinha – ai, isso é difícil. Porque meus filhos biológicos abusam. Eles me pedem para ajudar a pagar isso e aquilo. E eu também compro umas roupinhas para mim, dou uns presentinhos para as crianças...Mas também consigo guardar um pouco.

DF – Até quanto tempo você pretende ficar aqui ?

Betinha – isso eu não sei dizer. Gostaria de ficar até ver um resultado do meu trabalho, concreto. Ver que as crianças cresceram. Viraram adultos responsáveis, casaram. Já montaram suas famílias. Um tempo certo eu ainda não tenho. Mas vou ficar bastante. Aqui é um trabalho, um emprego mas existe muito envolvimento. Se você não se envolve de coração neste trabalho não dá para ficar. As crianças são muito envolventes.

DF -  E seu ex marido como é ?
 
Betinha – Nossa relação é ótima, nós nos amamos muito. Ele é um ótimo pai para meus filhos. Ficamos casados 20 anos. Depois não dava mais. A gente se ama muito, mas casados não dava mais. Então separamos. Eu sempre falo para meus filhos. Casamento é muito bom, mas só até onde der. Depois que não está mais feliz com a pessoa tem que separar. Não pode ficar junto se não está feliz. Hoje nós somos muito amigos.

DF – E religião como é aqui ?

Betinha – Eu tenho uma formação evangélica. E as crianças já vieram todas com a mesma formação. Aqui cada um acompanha sua própria religião. Eu sigo muito Deus e Jesus, mas não sou muito de seguir a igreja. Prefiro orar junto com as crianças, ler a Bíblia. Às vezes fazemos um jogo de descobrir passagens da Bíblia. É muito divertido. Vamos às festas da igreja, mas não vamos muito aos cultos. Prefiro orar em casa.

DF – E castigo, você coloca eles de castigo quando aprontam ?

Betinha – Eu prefiro conversar. Pergunto se ele acha que aquilo estava certo, tento mostrar como fazer melhor. E com conversa a gente vai chegando num acordo. Esse negócio de colocar num canto, ou proibir de ver televisão eu não faço. Acho que isso só alimenta a raiva. Se você coloca uma criança de castigo, dá tempo para ela ficar alimentando a raiva. E aí o castigo fica pior do que a causa. O melhor é preencher o tempo da criança com coisas mais proveitosas. Não é impunidade. Se fez errado, tem que saber o que fez. Mas castigo é ruim.

Escrito por Duilio Ferronato às 11h33

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GREVE DE MILIONÁRIOS.

GREVE DE MILIONÁRIOS.

 

Hoje na coluna do Clovis Rossi na Folha, ele falava sobre o protesto dos acionistas do ABN-Amro(Banco Real aqui no Brasil) – contra a venda para o Barclays invés de vender para o consórcio Royal Bank of Scotland, Santander e Fortis.

Fiquei imaginando como seria uma greve de acionistas milionários : Eles iriam descer de helicópteros na Wall Street, usando Armani, e com faixas e cartazes na mão pedindo mais valor para suas ações? Ou será que eles fazem piquete na frente das pistas de jatinhos nos aeroportos particulares ? Ou nas marinas ?

Acho que não ficou muito claro como funciona esse protesto de acionistas. Será que eles compram opiniões, barganham, pagam comissões, fazem lobby ? Como é que os muito ricos conseguem as coisas ? E sempre conseguem !

Eu queria aprender um pouco desse jeito de negociar também. Quando eu tinha 16 anos meu pai abriu uma conta no Banco Real (hoje ABN) para eu ir aprendendo a “lidar” com dinheiro, não aprendi nada. Só me enrasquei. Mas adorava o Banco Real. Aquele prédio da avenida Paulista eu achava lindo, gostava até da decoração de natal, com papai Noel gigante.

Um dia descobri que o dono chamava Farias. Gostei mais ainda, um nome bem brasileiro. Eu sou daqueles que sempre dão preferência às empresas nacionais. Tento comprar tudo em empresas as quais os donos sejam brasileiros (não condenem esta minha última utopia). Mas um dia ele vendeu o banco para os holandeses e eu fui para o Bradesco. Eu, sei. Não precisam falar nada. Eu sei !

Mas mesmo assim continuei seguindo a carreira do ex dono do Real, o Farias , ele comprou umas lojas de material de construção e montou outra grande rede. Só para não ficar parado. Fui até comer no restaurante da filha dele. Caríssimo e comida média.

Ele também abriu um outro banco: o Alpha. Mas aí foi minha decepção. Financiei meu carro popular com o banco Alpha. Atrasei as parcelas e eles quase tomaram meu carro. Fiquei com raiva. Depois de tantos anos de parceria com  Farias e ele manda tomar meu carro ? Nunca mais comprei nada na loja de material de construção dele, e nunca mais quero financiar carro.

Do que adianta aqueles anos todos que você fica fiel à uma empresa se quando você fica sem dinheiro eles te chutam ? Um amigo rico sempre diz que empresa não tem coração. Tem cgc e inscrição.

Mesmo assim eu me apego a algumas empresas não sei direito porquê. Devem ser as lembranças boas, ou algum comercial bem feito na televisão ou talvez algum brinde ou presente que eles deram. Sei lá !

Bem, estou torcendo para que os ingleses não ponham as mãos no banco Real.

Escrito por Duilio Ferronato às 08h25

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QUERO AUMENTO DE 30%.

QUERO AUMENTO DE 30%.

 OS DEPUTADOS VOTARAM O AUMENTO SALARIAL PARA QUASE 30% !

Eles trabalham pouco, faltam nas datas mais importantes. Mudam de opinião facilmente. Têm várias despesas pagas. Ouvi o presidente da câmara justificando que eles não tinham ajuste salarial há 8 anos.

Vou propor um ajuste de tirarem 30% do salário deles. Aí sim, seria um ajuste bom. E já aproveitando: vamos propor tirar aquelas despesas com gasolina, alimentação, selo ??? ( essa é a mais absurda ) , moradia...

EM HOMENAGEM AOS HOMENS - HOJE NÃO VOU TRABALHAR.  

Escrito por Duilio Ferronato às 22h48

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Carta ao papa.

 

Querido Papa Bento,

Não poderei esperá-lo. Tenho que ir para Avaré visitar minha avó, que está meio doentinha. Ela fará 94 anos em breve e não quer vir morar aqui com a gente.
Eu até tentei convencê-la de vir para São Paulo para ir vê-lo, mas dá para acreditar que nem ela gosta do senhor ? Por que será que existe tanta resistência a sua presença ? Poucos parecem gostar do senhor.
Eu sei que um velhinho como o senhor não fala coisa com coisa o tempo todo, eu mesmo que tenho quase metade da sua idade vivo esquecendo coisas importantes.
Mas ainda bem que tem pouca gente que me ouve. Não é como o senhor, que além de ter uma audiência gigante, ainda leva uma bolada do bolso das pessoas.

Queria eu que meus leitores depositassem uma graninha na minha conta toda vez que entrassem aqui no meu blog. Quem sabe assim eu poderia comprar um duiliomóvel ?
Ia sair pelas ruas mandando beijinhos e falando para as pessoas usarem mais camisinha, liberarem o aborto e casarem várias vezes.

Umas partes do seu discurso eu até gosto, quando o senhor fala sobre a paz. Mas infelizmente soa um pouco falso da sua parte.

Vou visitá-lo em Roma em breve, quem sabe até lá o senhor já caiu na real e começa entender melhor o século XXI, já que o senhor ainda vive no século XVI.

Um abraço e por favor não volte sempre porque atrapalha muito o trânsito.

Escrito por Duilio Ferronato às 11h15

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TRILHA SONORA PARA O PAPA.

TRILHA SONORA PARA O PAPA.

Já que você não vai ver o Papa de perto, dá para entrar no clima  escutando uma trilha sonora apropriada.

Meu amigo Luís Fernando, que adora música, fez esta seleção especialmente para o Santo Padre.

Elis Regina - ROMARIA,no CD Elis de 1977

Maria Bethânia - CD CÂNTICOS , PRECES,SÚPLICAS à Senhora dos Jardins do céu (todo dedicado à Nossa Senhora)

Caetano Veloso - BAIÃO DA PENHA (Guio de Moraes e David Nasser), no CD CIRCULADÔ

Gal Costa - MÃE DA MANHÃ (Gilberto Gil) no CD O SORRISO DO GATO DE ALICE

Maria Bethânia - AVE MARIA (Vicente Paiva - Jayme Redondo) no CD ÂMBAR

Gal Costa-AVE MARIA NO MORRO (Herivelto Martins) no CD TODAS AS COISAS E EU

Maria Bethânia-SANTO ANTONIO-(J.VELLOSO),PADROEIRO DO BRASIL (Ary Monteiro - Irany de Oliveira) CD BRASILEIRINHO

Roberto Carlos JESUS CRISTO - CD Roberto Carlos 1970

Roberto Carlos - A MONTANHA - CD 1972

Rita Lee - SANTA RITA DE SAMPA - CD SANTA RITA DE SAMPA

Ney Matogrosso - JESUS-CD VAGABUNDO

Cássia Eller – O DEDO DE DEUS (Arrigo Barnabé/Mário Manga) CD Cássia Eller

Bem e se isso tudo não resolver, tente:

Clara Nunes A DEUSA DOS ORIXÁS - CD CLARIDADE

Jussara Silveira CANTO DE NANÃ (Dorival Caymmi) CD CANÇÕES DE CAYMMI

 

Escrito por Duilio Ferronato às 09h15

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PASTEL DE SANTA CLARA.

PASTEL DE SANTA CLARA.

 

Quando eu era criança minha mãe sempre me levava para visitar umas tias lá no interior. Uma delas (não vou falar o nome porque meu primo vai contar para ela depois) falava sem parar. Ela preparava uns bolos muito gostosos.  Um dia ela veio com essa novidade do Pastel de Santa Clara. Foi paixão a primeira mordida.


Virei fanático e toda vez que eu ia para lá pedia para ela preparar. Ela fazia parte de um grupo de religiosas que estudava a vida dos santos. Naquela semana seria dia de Santa Clara, 11 de agosto, padroeira da televisão. A receita era portuguesa.
O padre da cidade era espanhol, mas havia morado em Portugal antes de ir para o interior de São Paulo.

Eu não entendia absolutamente nada do que ele falava. No começo pensava que ele estava falando latim, depois que meu primo me explicou que era uma mistura de espanhol, português de Portugal e um pouco de frescura de padre.
Um dia minha tia contou que não convidava mais o padre para comer na casa dela porque ele comia muito e não ia embora enquanto ainda houvesse comida.
Depois de falar isso é claro que ela pediu perdão a Deus.
Eu sempre fiquei com aquela impressão que os  padres comem muito, nem sei se é verdade, não conheço muitos padres.

Achei a receita na internet e vou tentar fazer, caso o Papa resolva passar aqui em casa para tomar um café antes de ir para o Santuário de Aparecida do Norte.

Vou acrescentar um pouco de rum para ver se fica mais fácil ignorar umas bobagens que ele anda falando.

 estes eu comprei na rotisserie Veneza, aqui perto de casa.

Ingredientes:


1 pitada de sal
250 g de açúcar
100 g de manteiga
250 g de farinha de trigo
1/2 copo de água
100 g de amêndoas
9 gemas de ovo
glaçúcar para polvilhar

Modo de Preparo:

Levar ao fogo o açúcar e a água, deixando ferver até formar uma calda espessa. Retirar do fogo, colocar as amêndoas sem pele e moídas, as gemas batidas ligeiramente, mexendo vigorosamente para não talhar. Voltar ao fogo e, sem parar de mexer, deixar engrossar até aparecer o fogo da panela. Deixar esfriar. Sobre a mesa misturar a farinha, a manteiga e 3 colheres de água (se precisar, pôr um pouco mais de água). Amassar com a mão e estender a massa bem fina. Cortar rodelas de massa, rechear com o creme de ovos e fechar como pastel (se preferir, fazer pastéis redondos com tampa em forminhas de empada untadas). Para fechar a massa, é bom umedecer a borda com um pouco de água. Levar a assar em forno médio por cerca de 20 minutos. Retirar do forno e polvilhar com glaçúcar.

 

Escrito por Duilio Ferronato às 18h01

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SERVIÇOS DE ACOMPANHANTES.

SERVIÇOS DE ACOMPANHANTES.

 

Alguns amigos me dizem que não gostam de assinar o jornal porque produz muito resíduo ambiental, outros porque preferem ler na internet e outros dizem que não tem nada para ler.
É totalmente absurdo. Eu assino a Folha (e nem tenho desconto, dá para acreditar ?) e assino o Chatão também. Aos domingos fico umas boas horas no sofá revezando os jornais com o Rodrigo e comentando qualquer bobagem. Mas as coisa mais engraçadas vêm dos anunciantes. Os classificados meu amigo Sergio Roveri disse que nem abria e eu tive que explicar que lá é onde estão as grandes questões sociais do jornal, escondidas nos anúncios. Por que tem anúncio absurdo ? É claro que tem gente para comprar essas coisas também.
Alguns dias eu tenho vontade de ir lá na sala do pessoal que vende os anúncios e chamar todo mundo de ignorante e analfabeto. Onde já se viu vender anúncio para colocar na capa da Ilustrada e do Caderno 2. Se pelo menos 1 deles não fizesse daria para dizer que o concorrente não faz e já seria um jeito de acabar com essa pouca vergonha, mas os 2 fazem, a Veja faz, a Época... e todos os outros. Alguém tem que pagar nosso salário. Aqui eu posso falar mal do pessoal de vendas porque outro dia ouvi uma conversa deles no elevador dizendo que não entendiam o que as pessoas tanto liam no jornal. Que ele só lia a parte de esportes e só quando o time dele ganhava. Deu para entender com quem estamos lidando ?
Mas o caso é o seguinte: qual a diferença entre uma promoção de margarina e anúncio de agência de acompanhantes ?
Uma tem os bonitões que fazem novela sem camisa, faça sol, faça chuva. Na outra promoção de clínica de massagem. Uma tem 3 famosos e na outra 15 belas garotas recém chegadas do sul.
Quem não faz michê neste país tem que comer margarina.

Escrito por Duilio Ferronato às 11h27

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OUTRO HERÓI.

OUTRO HERÓI.

Lá no colégio Agostiniano, no Belenzinho, tinha uma professora de literatura que era muito parecida com a Diana – Mulher Maravilha. Eu adorava essa professora, ela sempre contava umas histórias ótimas. Lia poesias e dava notas boas para todo mundo. Até eu que era péssimo aluno ganhava umas notas boas. Mas minhas redações ela sempre lia lá na frente.
Um dia ela me disse que teria uma palestra do Plínio Marcos no cursinho Anglo lá na av. Tamandaré. Que era um escritor que eu deveria conhecer. Nem sei porque ela falou aquilo...
Eu tive que mentir para minha mãe dizendo que ia fazer alguma outra coisa. Ainda morava em Guarulhos e ela nunca deixava eu ir para São Paulo a noite sozinho. Peguei um ônibus, depois metrô e cheguei lá. O porteiro me disse que a palestra era só para alunos do Anglo. Acho que foi nesse dia que eu aprendi a diblar os porteiros.
Fui até a secretaria fiz uma matrícula falsa e pedi para ir ao banheiro, passei pela catraca e fui até a sala onde ele iria falar.


Ele era meio gordo, barrigudo e com cara de sujo. Já foi logo dizendo que não gostava de adolescentes e que só estava lá porque a ditadura não deixava ele trabalhar, então ele tinha que fazer essas palestras para poder vender os livros dele.
Um professor perguntou se ele era amargurado e ele respondeu que amargura saía no mijo. Que ele só olhava para frente.
Quando terminou a palestra disse que não queria conversar com ninguém, só vender os livros .
Montou uma barraquinha, dessas de camelô,  colocou os livrinhos e fechou a cara. Eu rodei, rodei e ele só me sacando. Depois ele falou : “Se você comprar um livro eu respondo sua pergunta"  e eu só tinha dinheiro para o ônibus e metrô de volta, não podia comprar. Ele me deu um livro e disse que eu tinha que comprar numa outra hora então, mas não deu autógrafo porque só daria quando eu pagasse.
Eu tenho poucos heróis na vida, mas ele sempre foi um deles. Vou ver sempre as montagens das peças dele e sempre que posso dou uma lida nos livros.

Fui ver Abajur Lilás no teatro TUSP, no www.usp.br/tusp

Os personagens são ótimos. O Giro, cafetão que persegue as prostitutas, tem um cena incrível : quando ele comemora uma pequena vitória  corre em volta do quarto. Cenário e figurino muito bacanas, um espaço dedicado a Plínio Marcos.

Parecia um daqueles lugares do centro que eu sempre via o Plínio andando.

 

Escrito por Duilio Ferronato às 13h12

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CONVERSINHAS SOBRE EDUCAÇÃO.

CONVERSINHAS SOBRE EDUCAÇÃO.

Já que está na moda falar de educação, prestei atenção em algumas conversas na rua sobre aprendizado. Vou mandar para o presidente para ver se ele se anima com alguma das idéias das pessoas nas ruas.

Homem falando com garoto.
- Você tem que fazer direito.
- Dá muita grana ?
- Pô, e advogado que faz porta de cadeia então !
- Ganha mais na cadeia do que no juiz ?
- Na cadeia dá para fazer acordo com os polícia.

Mulher falando com amiga.
- minha sobrinha ficou louca mesmo.
- Ela vai casar ?
- Não, pior!  Quer estudar educação física.
- E não é bom ?
- Já viu isso dar em alguma coisa ?

Um rapaz ensinando a moça a vender.
- Toda idéia que eu tenho vou passar para você.
- Mas demora pra pegar ?
- Eu peguei rápido, mas a Cida até agora não pegou.

2 caras no vestiário.
- O que vale é a capacidade do cara.
- Mas diploma ajuda.
- Conversa! Se o cara tem capacidade nem precisa estudar.
- Mas não dá para arranjar emprego sem diploma.
- E quem ganha dinheiro tem emprego ?

2 velhos falando na academia.
- Esses moço que si forma nem sabe de nada.
- No nosso tempo o cara tinha que istudá muito.
- E si num sabia alguma coisa num passava.
- Nem adiantava sê rico.

2 garotas .
- A professora só vê o lado dela.
- É uma ignorante.
- Não vê que a gente trabalha o dia inteiro ?
- Acho que no tempo dela era diferente os estudos.
- Quantos anos você acha que ela tem ?
- Ah, é a maior velha encalhada, já tem mais de 30.

 2 moças no metro. Dessa vez eu dei bandeira e ri quando ouvi.
- Minha mãe quer que eu seja enfermeira.
- Igual sua irmã ?
- É ! Minha irmã que sustenta o marido.
- E sua mãe acha que você vai sustentar seu marido ?
- Ela acha que só assim para segurar um homem.

2 moços discutindo técnicas de vendas.
- Você tem que ficar firme na sua posição.
- E se o cliente não quiser.
- Pensa que se ele não comprar você vai passar fome.
- Credo, mas também não é assim.
- Pode não ser agora, mas se você for dando mole acaba passando fome.

2 senhoras.
- A televisão devia ser mais educativa.
- Hoje em dia eles aprendem tudo de errado na televisão.
- Nessas novelas só tem prostituta e bandido rico.
- Quantos que estudam na novela ?
- Ah, só na Malhação.
- A Malhação pelo menos é um pouco educativa.

Escrito por Duilio Ferronato às 05h27

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Duilio Ferronato Duilio Ferronato, 46 anos. É arquiteto.

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