Blog do Duilio
 

ATRASO .

ATRASO .

PEGA TUDO ISSO E JOGA NO LIXO !

A semana passada dei uma entrevista infeliz para um site gay.

E algumas pessoas ficaram tão furiosas que não consegui entender direito. Parecia que eu tinha matado a mãe deles. Uma gente tão cheia de rancor e despejando tudo em mim.

Alguns mandaram e-mails inteligentes reclamando do que eu tinha dito, e com alguma razão, porque eu fui mesmo muito perverso. Mas outros reagiram de uma forma parecida com aquelas pessoas que perseguem o carro dos outros só porque levaram uma pequena fechada.

Por que as pessoas ficam o tempo todo tentando disparar seus ódios nos outros ? Eu também, às vezes, tenho vontade de dar umas porradas, mas não passa da vontade.

Agora como uma pessoa pode querer ser respeitada se despeja toda raiva antes de qualquer tentativa de argumentação ?

Uma dica saudável : Em qualquer livraria dá para encontrar aqueles livros: “Como controlar sua raiva”  ou algo assim...

É muito mais legal viver em paz, só os chatos que não perceberam isso.

NEM ADIANTA ESCREVER QUE EU NÃO PUBLICO COMENTÁRIOS DE GENTE MAL HUMORADA.

Escrito por Duilio Ferronato às 22h16

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ORELHA GRANDE.

ORELHA GRANDE.

Se eu tivesse audição canina este post seria enorme...

Na fila do banco.
- Tinha 38 pessoas na minha frente e fui atendido em 6 minutos.
- Onde isso ?
- Aqui mesmo, tem dia que eles põem 10 caixas.
- Por que hoje tá demorando tanto ?
- Porque acabou aquele negócio dos 15 minutos.
- Ih, acho que vamos ficar aqui mais de 1 hora então.

No metrô.
- ele percebeu que eu não me emocionei com as idéias dele.
- Por que não ?
- Ah, eram umas idéias meio novela.
- É mesmo.
- Novela não é  coisa que vida real.

2 adolescentes conversando.
- Ele fez aquele filme que não falava nada.
- Será que ele não sabia inglês ?
- Acho que não. Senão teria falado pelo menos o verbo to be.
- Mas depois ele fez o bicho de 7 cabeças e era dá hora.
- Ele fez também aquele que ele era travesti.
- Oh cara é o maió profissional.

2 homens cultos conversando.
- Tinha um auto-retrato do Chopen na parede.
- Quem pintou ?
- Isso eu não perguntei, mas era original.
- Deve valer uma nota, era antigo ?
- Parecia bem antigo.

Uns amigos conversando.
- Eu que te apresentei para ele, você me deve uma fortuna.
- Não acredito que você vai me cobrar isso ?
- Claro, negócio é negócio.
- Mas eu ainda nem ganhei nada.
- Então me paga quando ganhar.

Um sujeito achando que estava abafando.
- E não quero guardar dinheiro porque vou viver só até os 60.
- Só até os 60. A melhor parte vem depois dos 60.
- Eu quero viver a vida de jovem.
- E se ficar doente antes dos 60 e precisar de dinheiro ?
- Aí eu me mato.

Como anda o ensino no Brasil.
- E dou aula na faculdade e não preciso ler livros.
- Não ? Você lê o quê ?
- Tudo que tinha para ler já li. O último livro foi há 4 anos.
- Qual foi o livro ?
- Nem lembro mais, mas era bem grosso.

2 amigas conversando.
- Como foi a operação de catarata da sua mãe ?
- Correu tudo bem, mas ela está cada dia pior.
- Não está enxergando ?
- Antes fosse, agora ela implica até com marca de dedos no controle remoto da tv.

Uma louca rica no aniversário.
- 42 é pesado, mas estou melhor que muitas mulheres da minha idade
- É mesmo, você está super bem.
- Acredita que o cara me perguntou se meu peito era de silicone ?
- E não é ?
- Claro que não. Eu tenho cara que põe essas coisas ?
- Tem sim, você só anda com gay.

Escrito por Duilio Ferronato às 22h50

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OS BANCOS E O PROCON.

OS BANCOS E O PROCON.

O PROCON  SPPROCON TAUBATÉ estão organizando palestras sobre :

“Serviços de crédito ao consumidor”

eu não poderei ir, mas gostaria muito de saber o quê será dito sobre esse serviço de crédito, que cresce tanto e está virando uma epidemia que cobre as ruas das cidades . Se você for, por favor me conte como foi.

Serão no auditório da Câmara Municipal de Taubaté.
amanhã, quarta-feira, 28 março de 2007.

 

Atendimento Pessoal - O Atendimento Pessoal é feito em alguns postos 
do Poupatempo da cidade de São Paulo, ou diretamente em sua cidade, 
através dos Procons Conveniados;
Carta/Fax -  por fax,  através do telefone (0__11) 3824-0717, de 
segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 10h00 às 16h00;
Telefone - serviço  disponível de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 
17h00, exceto feriados, com cobrança normal de pulsos
Eletrônico - O horário deste canal de atendimento é das 09:00 às 
16:00, de segunda a sexta-feira, há um link de acesso em http://
www.procon.sp.gov.br


Obs. As CONVERSINHAS serão publicadas amanhã.

Escrito por Duilio Ferronato às 09h35

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SEU PRÓPRIO NEGÓCIO 3.

SEU PRÓPRIO NEGÓCIO 3.

Numa busca sem fim para ajudar os queridos leitores a se livrar dos seus problemas financeiros, acho que o melhor negócio é vender sorvete.

No inverno faz o maior calor e no verão faz mais calor ainda, então não tem nada mais confiável que sorvete.

E eu até já fiz o levantamento de quanto custaria. Pode ser qualquer carro, você pode comprar um engate tipo trailer que custa R$ 3.000, 00 sem o refrigerador ou pode comprar uma kombi ou caminhonete e acoplar uma lanchonete completa.

O melhor é que nos dias frios você ainda poderá vender chocolate quente. E pode estacionar numa rua movimentada e ficar lá esperando a freguesia . Quando o movimento cair é só abaixar as portas e tirar um cochilo.

A dona Cleide, que vende sorvetes aqui perto de casa disse que ela e o marido chegam a tirar uns 4 mil por mês. É mais que a aposentadoria dela de professora e a aposentadoria dele de técnico em telefonia.

Eles não têm licença da prefeitura, mas os fiscais ainda não estão tomando as coisas de professor aposentado. Então vão continuar até onde der.

A Rita Atrib tem uma sugestão chique, caso vocês queiram levar seu trailer para a Oscar Freire ou algum bairro elegante da sua cidade.

Nougat de Frutas Secas

Ingredientes:
 
100g de pistache sem casca

100g de damasco picado

100g de passas ou ameixas pretas picadas

100g de amêndoas picadas

150ml de rum

500ml de creme de leite fresco ou 1 litro de chantilly já pronto

03 claras

01 envelope de gelatina sem sabor

02 colheres de sopa de água para dissolver a gelatina

50g de açúcar

150g de mel ou karo

Modo de preparo:
 
Deixe as frutas marinando no rum durante 30 minutos.

Bata o creme de leite em ponto de chantilly.

Numa panela, leve o açúcar para derreter com o mel em fogo baixo.

Bata as claras em neve. Quando começar a fazer picos firmes, junte a mistura de açúcar com mel e continue batendo em velocidade baixa. Dissolva a gelatina, acrescente ao creme e bata mais um pouco.

À mão, adicione o chantilly, as frutas secas e a mistura das claras em neve, sempre em movimentos suaves de baixo para cima.

Distribua em uma forma de bolo inglês de aproximadamente 30cm forrada com papel alumínio e leve para o freezer por pelo menos duas horas.

Retire do freezer com 15 minutos de antecedência, desenforme e, se desejar, sirva acompanhado de calda de chocolate ou de damasco.

Uma outra sugestão simpática é já porcionar em taças antes de gelar.


Rendimento: 10 a 12 porções


PS.   Mas cuidado! Que ruas elegantes têm sempre  mulher de algum político importante fazendo compras ! E elas não gostam dessas coisas de pobre.

Escrito por Duilio Ferronato às 07h38

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PARIS É PARIS.

PARIS É PARIS.

Fui a Paris com um grupo de 6 jornalistas a convite da Maison de la France, Air France-KLM e Office de Tourisme et des Congrès de Paris. ( tudo pago, nem coloquei a mão no bolso, uma delícia sem fim ) .

Mas o tumulto já começou no aeroporto. Na hora do check in o moço me avisou que meu passaporte estava vencido. Cacete ! Peguei o passaporte antigo. Tive que voltar para casa correndo, pegar o passaporte novo e correr de volta para o aeroporto. E justamente meu vôo não atrasou.

A parte do avião é a que eu menos gosto, viajar de classe econômica é um saco, mas chegar em Paris vale qualquer sacrifício.

 Gostei tanto dessa viagem que voltei a estudar francês  e em breve vou passar um longo período por lá escrevendo o blog nas margens do Sena. Aguardem.

E já que hoje saiu na Revista da Folha a matéria que fiz, pedi para alguns amigos escreverem sobre suas aventuras em Paris :



Paris é uma festa, mas a francesada talvez não saiba disso. O mau humor deles é visível a olho nu, e o turista é a maior vitima, podendo ate se dar mal em determinadas situações.

Nessa última vez que fui, com um grupo de jornalistas, tentei ajudar um deles que estava fazendo uma tese sobre mendigos e, como sou fotografo profissional e estou acostumado a roubar determinadas cenas, transforma-las em imagens e ninguém perceber, 
fotografei um mendigo alto, grande, forte, mal encarado, que estava sentado numa esquina.

Certo de que seria mais uma imagem instantânea que armazenaria em minha câmera no meio da minha caminhada, cliquei e continuei tranqüilamente pela rua. A foto não era politicamente correta, pois mostrava um pobre do primeiro mundo.

De repente, uma gritaria, olho para trás e o monstro imenso e imundo estava vindo furioso na minha direção. A minha reação foi correr, quando aparece um policial, se intera do assunto e parte em defesa do distinto conterrâneo, me fazendo apagar a imagem da
maquina.

A imagem nem era tão diferente e rara assim, por isso apaguei sem problemas, embora isso seja a morte para um fotografo.

Mas Deus, que não é francês e sim brasileiro, me fez continuar sem frustrações o meu caminho e encontrar, uns três quarteirões adiante, outro mendigo mais tranqüilo, esse sim dentro de um cenário curioso: numa caixa que fazia de casa, cercado de pombos.
Uma cena realmente inédita e criativa.

Imbuído de uma certa revolta e alegria, fiz tranqüilamente a minha cobertura fotográfica desse cenário, nada a ver com o que pensamos da Franca ou de Paris, e pude satisfazer a vontade do colega ajudando-o a ilustrar sua tese com uma foto realmente diferente.

O que é do homem, nem bicho, nem mendigo, nem polícia francesa come.

Alexandre Campbell, fotógrafo viajou comigo e é meu amigo desde 1920.


Bom, meu relato poderia se chamar "Joe le taxi", e eu poderia começá-lo exatamente
com esta frase, extraída daquela música da pop-star francesa Vanessa Paradis
e que ganhou versão em português na voz de Angélica. Mas vou começar assim:
Paris, novembro de 2006. Quase meia-noite. As "Irmãs Cajazeiras" - Duílio,
Marcelo e Alexandre (Não há quem sobreviva a esse trio, acreditem! Se ainda
estou vivo, é por causa do meu Oxóssi de frente e por lábia de Exu, balarô
Exu!) - elas estavam cansadas, sem disposição para esticar o dia. André estava
de "namo" (um "bolachismo" insuportável!). Já Brice, interpretando o papel
de guia responsável. Em resumo, nenhum deles podia me acompanhar à sauna
Sun City, a melhor e maior de Paris. E eu queria e precisava conhecer uma
sauna em Paris! Bom, criei coragem e decidi ir sozinho. Alexandre ? Limo
de sauna, creio eu ? Deu-me o endereço. Parei um táxi. O taxista, nigérrimo,
olhou-me e acho que me perguntou em francês se eu era árabe (Digo acho porque
só entendi a palavra árabe). Respondi num inglês ruim que eu era brasileiro.
O cara não falava inglês. E insistia na palavra ?árabe? ao passo que dava
partida no carro. Ele: ?árabe! árabe! árabe!?.  E eu, correndo atrás do carro:
?I?m brazilian! Eu sou brasileiro! Brazilian!?. Eu estava a ponto de dar
uma receita de carurú e vatapá aos berros - e correndo - para provar ao taxista
com cara de migrante africano que eu era brasileiro e não árabe. Enfim, não
peguei o táxi, mas cheguei à sauna. Como? Depois eu conto.


Jean Wyllys – também estava na mesma viagem. Até num boteco escuro de Paris as pessoas o reconheciam como BBB. Eita baiano arretado.


 Tive o privilegio e sorte de iniciar minha carreira de produtor de moda na
revista vogue, indo como assistente de minha ex-mulher, fotografar na cidade
luz... bem, perdemos o vôo, fomos cheios de malas, tínhamos um suporte
local.. fizemos imagens lindas. numa das matérias, fotografando as margens
do sena, esqueci todo um saco de bijouterias/acessórios.. coisa de
principiante. voltamos com a van e localizamos a tralha. Graças a deus! Nem
levei pito da patroa...

Renato de Cara – faz um monte de coisas, entre elas é curador da Galeria Mezanino.


tem gente que gosta de praia
tem gente que gosta de montanha
eu gosto é de Paris

Vitor Angelo, joranlista e autor do dicionário Aurélia. Um louco que anda solto na cidade, um dia ainda levam ele para o sanatório.

Escrito por Duilio Ferronato às 22h41

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mais alguns amigos...

mais alguns amigos...

Eu tenho horror a lagartixa. Não medo, horror profundo. E não sei por que, achei que estaria livre dessa praga em Paris. Na minha primeira semana na cidade, um exemplar da espécie pousado tranquilamente na minha cozinha provou que eu estava errada. Sem o namorado em casa e sem nenhum conhecido em território francês, achei que tudo bem apelar para um vizinho. Estava enganada: os parisienses são super polidos no dia-a-dia, mas não gostam de muita intimidade com desconhecidos. E meu carrancudo vizinho de porta classificou como intimidade o fato de uma brasileira com francês sofrível estar parada na sua porta às 9 da manhã de domingo com uma vassoura na mão, e polidamente se recusou a me ajudar. Além de ter que gastar todo o estoque de sal da casa para matar o bichinho (sim, sal em excesso mata lagartixa, anos de prática), nunca mais ouvi um “Bonjour, madame” dele quando entrava no elevador.
 
***
 
Se você acha que fala francês porque seus amigos sempre elogiaram o seu “Comment ça va”, muito cuidado. Três anos fazendo biquinho nas aulas da incansável Mireille não me livraram de uma série de apuros. Logo que cheguei lá, depois de uma tarde nos obrigatórios Louvre-Champs-Elysées-Galeria Printemps, achei que estava pronta para almoçar no Paul, uma lanchonete com ar simpático em que você pode montar seu próprio sanduíche. Quer dizer, pode se você conseguir selecionar – e pronunciar - com destreza e rapidez o nome de todos os queijos e frios que você quer colocar no seu lanche, em uma espécie de geladeira com seis mil tipos, tendo a sua frente uma atendente nada simpática e atrás de você uma fila de franceses bradando “Dépêchez vous” com ar entediado. Sim, confesso: meu primeiro almoço no Paul consistiu em um pão com salame. E ponto.
 
Flávia Faccini, jornalista trabalha no Guia da Semana. Conheci outro dia no teatro, já ficamos amigos instantaneamente.


A primeira vez que vi Paris

Foi em algum momento na virada dos 80 para os 90. Minha amiga, Didi (parisiensemente como Fifi, Lili, Gigi...) quis saber qual meu primeiro destino du charm na cidade. Dispensei Tour Eiffel, Notre Dame e Louvre (aliás, nunca fui ao Louvre. Turistas me dão preguiça). Meu destino era outro: 31, rue Cambom, a maison Chanel original. Os domínios de mademoiselle Coco: “Ela era parisiense, totalmente parisiense”, segundo mme. Vreeland.
Posei para uma foto na fachada, junto ao inevitável logo em preto e branco. Lá dentro, japonesas fashion victims torravam milhares de ienes em bolsas matelassê, com alças de correntes douradas, e camélias de tecido; tudo sob o olhar de condescendência esnobe das vendeuses entediadas. Parisiense, totalmente parisiense, n’est-ce pas?
Era essa Paris que eu sempre quis ver de perto desde que assisti Dinah Shore cantando The Last Time I Saw Paris num musical da Metro, em glorioso Technicolor. Para não falar de Coccinelle, a primeira vedete trans do music hall, cantando Paris c’est une Blonde.
Dias depois, andando pelas ruas de um bairro reduto de les arabes, demos de cara com o magazine megapopular Tati. E, por um instante, me senti em... Madureira. Claude, o marido francês de Didi, parisiensemente disparou: “Bien, Mariô, Paris n’est pas seulement Coco Chanel”.
Oui, c’est vrai! 

Mario Mendes, é jornalista, trabalha na editora Trip, faz um monte de coisas chiques e escreve sobre moda. Quando a gente bebe juntos ninguém agüenta.



O Beaubourg estava cheio naquela manhã calorenta de junho. É que a mostra do pop em cartaz estava o máximo mesmo. E foi olhando uma tela maluquíssima de Roy Lichtenstein que me dei conta do sujeito. Ele ainda estava afastado de mim, mas percebi que o shape era interessante. Alto, musculoso, ombrão largo... Vi que ele me olhou também e, disfarçadamente (se é que mulher disfarça alguma coisa), fui me aproximando. Minha alegria durou pouco. Mais perto ele foi chegando, mais forte foi ficando o seu constrangedor ‘perfume’. Não adianta, a equação ‘francêsmaiságuaesabonete’ não funciona mesmo. Dali em diante decidi: na França, definitivamente, antes de olhar o corpão é preciso sentir o cheirão.

Regina Ricca, é jornalista e é rica de verdade. Mora num apartamento muito bacana faz  uns jantares deliciosos.



Instruções de uso:


Entre as duas partes da cidade por onde o Sena caminha e recebe as sombras do dia e da noite, o lado de cá e o que se pode ver: em Paris não é preciso saber aonde ir. Basta seguir a cidade e o rio, aquele imenso “grande outro”. Talvez haja silêncio se a chegada for num domingo. Talvez os franceses possam até sorrir diante da sua afortunada memória e num dia de domingo jamais pronunciar o seu outdoor de compreensão: “Je suis desolé!”. Ou pronunciá-lo na sua própria língua, diante dos turistas inacabados que perfuram as cidades como se elas lhe pertencessem. E agora, e para sempre, por trás de um objeto que poderá ser chamado de máquina fotográfica. Mas Paris não é assim. O Sena olha-se no espelho para refletir uma cidade que só pertence a si mesma. Uma fotografia de Paris é um fragmento que nunca se esquece. Do lado de cá andei sobre outras metrópoles: uma lâmina de vidro dividia Paris de Los Angeles, de Tóquio, de Budapeste, de cidades imaginárias acesas em branco, entre vozes e tubos de aço. Morphosis: Continuities of the Incomplete. Fábricas, arranha-céus, a escada rolante, estilhaços de palavras. Tudo ali, no penúltimo andar do Beaubourg. No final do caminho uma grande tela mostrava corpos em movimento, iluminando as cidades que Paris guardava, todas elas e uma só, sob uma metáfora e uma lâmina de vidro.   


 Diógenes Moura, jornalista, escritor e roteirista, é Curador de Fotografia da Pinacoteca do Estado.  É meu amigo de grandes baladas, na casa dele tem uns jantares baianos maravilhosos.

Escrito por Duilio Ferronato às 22h32

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mais amigos...

mais amigos...

"Perto de onde eu sempre me hospedo em Paris, no Marais, tem um restaurante super charmoso e com um cardápio delicioso - que incluem desde chás orientais, pâtisserie até uma carta de pratos franceses incríveis -  trata-se do restaurant L’ébouillanté (anotem pois vale a pena: fica no numero 6, Rue des Barres ).
 
Foi ali que eu comi, sem dúvida, o melhor gateau de chocolat (com “un petit zest d’orange”) da minha vida!
 
Levei até lá um amigo francês, que não conhecia a casa e que duvidou dessa minha afirmação – de ser “melhor gateau de Paris”.
Ele experimentou, fechou os olhos e falou com aquele biquinho deles quase em transe:
“Comment on dit a Paris ce gateau est merveilleux” (Como se diz em Paris é mesmo maravilhoso! Divino!)
E me perguntou em francês: E no Brasil, como se diz?
Mais que depressa eu respondi:
“Comment on dit a Brésil ce gateau est do caralho!”
 
Até hoje ele chama tudo que é “Merveilleux”, “Magnifique” “délicieux” de caralho!  E às vezes, até acerta!

José Luiz de Souza (Jornalista/Guaratinguetá), conhece todo mundo lá do Vale.


Fui a uma exposição no Museu do Louvre. Na mesma sala tinha um casal que não economizava exclamações: “Ah! C´est merveilleux, Uhlala! C´est fantastique, Alors là c´est incroyable, magnifique” e muitas outras demonstrações de euforia. Uma mulher se revoltou e começou a gritar, histérica: eu não agüento mais, “C´est insuportable”, não param de falar , calem a boca!!! e saiu pisando duro. O casal botou o rabo entre as pernas e suspirou: que neurótica!!
Fui jantar com amigos no elegante restaurante da Gare du Nord chamado “Le Train Bleu”. O ambiente é lindo, decorado com molduras douradas, lustres de cristal e afrescos nas paredes. Após uma refeição com requintados pratos e inúmeras taças de vinho fui ao banheiro. Lá estava lavando as mãos quando entra correndo um velhinho que se tranca no reservado e começa a soltar vários peidos altíssimos. Imediatamente o senhor ao meu lado exclama: Mon Dieu!!!
Eduardo Besen, arquiteto e dono da Galeria Gravura Brasileira. Meu amigo de balada.

A praça da Bastilha tem o destino de ser "toujours" o lugar da contradição na bela Paname (como Paris é chamada por seus íntimos). Porque depois de hospedar por tanto tempo Maria Antonieta em desgraça e outros notáveis com a lâmina no pescoço, o lugar abriga hoje a raspa do tacho punk, uma moçada que adora acampar na enorme escadaria que originalmente dava acesso à Ópera de Paris (isto é, à monumental Opéra Bastille). "Dava acesso", porque acho que é por causa desses ocupantes que a administração do teatro manda o povo perfumado se espremer como puder para entrar através de duas portas estreitas do térreo. A linda escadaria que antes dava acesso direto ao "bel-canto" e ao "grand-jeté" está agora sempre tomada por aqueles tipos de "laquê natural" nos cabelos, que adora estilhaçar garrafas de cerveja bem aos pés dos melômanos (que fazem de conta que não estão vendo absolutamente nada), acompanhando a ação de berros como "Putain de merde!". Seus canzarrões de estimação, de raças antes identificáveis mas agora não mais, depositam incessantemente "montões" bem ali na calçada, para o desespero de tantos mocassins de camurça.

Alvaro Machado, jornalista, meu amigo desde 1920. Quando saímos para jantar conversamos até ficar sem assunto. Uma delícia.


Estava num restaurante em Paris e, ao final da refeição, resolvi pedir a conta em francês, só pra impressionar. Não falo nada do idioma, mas havia aprendido algumas palavras naqueles apêndices que os guias turísticos sempre trazem nas suas ultimas páginas e realmente achei que iria abafar. Bom, caprichei tanto no sotaque que não só me fiz compreender, como o graçom começou a recolher os pratos e a conversar animadamente comigo. Aquilo me pegou totalmente de surpresa. Não estava entendendo uma palavra do que ele dizia, mas fiquei morrendo de vergonha de interromper o homem. Devo ter feito uma cara tão aparvalhada que quem estava na mesa comigo quase desmaiou de tanto rir.
Ah, entendi a última palavra que o garçom me disse, mas era um grande palavrão...

António Vicente Reis, empresário, conheci na faculdade, mas ele desistiu da arquitetura para ficar mais rico ainda. A mulher dele não deixa mais ele sair comigo.


Depois de anos, visitei Paris novembro passado. Estava andando na Ile de la Cite,quando vi essa senhora, ou melhor "velhinha", lixando as unhas, vendo o tempo se arrastar...e de alguma forma ela virou o símbolo da cidade para mim.

Os ufanistas de Paris que me perdoem a iconoclastia, mas em comparação com outras capitais, a cidade das luzes virou uma velhinha arrumada. Talvez mais arrumada que a senhorinha sentada ao meu lado, mais "perua", com suas Louis Vuittons e Cartiers, mas definitivamente uma ânsia.
Londres e muito mais jovem, moderna, vanguarda. Para quem não concorda e só lembrar do rock inglês em comparação com o francês, e covardia. Sem falar em raive e toda cena eletrônica. Nisso, pelo menos a Franca tem o Daft Punk. Sem falar em teatro, moda(pra quem tem menos de quarenta).
Em romantismo, Amsterdam ou Veneza ganham longe, em animação, Barcelona e Nova Iorque.
O Tate Modern da de dez no Pompidou, O Prado junto com o Thyssen-Bornemisza de mil no Louvre (sacrilegio!!!)

Enfim, apesar de Paris ser uma cidade em que o espírito jovem e revolucionário de 68 esta morto e enterrado (não confundir com os ataques na periferia dos imigrantes mulçumanos), o que a mantêm na minha opinião única e seu espaço publico. Suas esplanadas, praças, monumentos e edifícios. Sempre fico impressionado com sua beleza. Creio que nenhuma outra capital que fora sede de um império, tenha tido tanta preocupação com que sua arquitetura e planejamento refletissem a grandeza e majestade do império, talvez fora Roma em seu auge.

Um grande museu ao ar livre, que guarda nas formas e estruturas a beleza e o pensamento, menos o espírito.
De qualquer forma, não ha nada igual a assistir ao pôr-do-sol na Ile de Saint Louis e ver o céu mudar de cor.
  

Felipe Folgosi, ator.  Muitos amigos em comum.

Escrito por Duilio Ferronato às 22h20

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outros amigos...

outros amigos...

Estive em Paris em junho de 2001. E por uma segunda vez em agosto de 2004. Na primeira vez eu estava fazendo uma viagem de 1 mês pela Europa. Ficava 3 dias em cada lugar que eu ia e no ultimo lugar que eu fui fiquei mais. Três dias em Leiden, chegando em Amsterdan, 3 dias em Paris, 4 dias em Londres, 3 dias em Edinburgo, 1 noite em Amsterdan, 3 dias em Colônia, 1 noite num trem indo pro Viena e la 12 dias. Passei por cima da Bélgica de trem e vi aqueles prédios iguais aos de Amsterdan, porem muito mais escuros.

Mas Paris é o que interessa. Em Paris me hospedei no apartamento do Fabio, que estudava la, que ja hospedava a Pat no truque. Eles moravam em um lugar micro, tipo 4m x 4m, com banheiro e banho, tipo esses da parada gay, de plástico. Eles dormiam na mesma cama, de solteiro. Eu dormia num colchãozinho no chão. Tudo deu muito certo. A Pat e o Fabio me levaram pra passear em todos os lugares: Champs Elisee, Sacre
Couer, aquela outra igreja que fica mais no centro e que tem uns pássaros esquisitos e é gótica, num parque cheio de arvores onde alguma rainha ou rei morou, num outro parque que os franceses tomam sol quase sem roupa, com laptops na hora do almoço, na Torre Eiffel, no bairro judaico, no Louvre, nas lojinhas do Louvre, naquela rua que tem as lojas mais caras do planeta (talvez seja a Lafayete), ate o Topo Gigio e o Sim Não Talvez foram no Arco do Triunfo. Andamos muuuuuito de metro. E a pé. Foi o lugar que eu mais andei a pe na minha vida.

E é essa parte que eu mais considero a minha historia em Paris. Vou explicar. Quando você anda muito o seu organismo funciona bem. E quando você esta com medo também. Com tantos boatos que as pessoas eram barradas em Londres, que não conseguiam entrar, acabei juntando os dois fatores (andar + medo), porque de Paris eu fui a Londres e
este foi o dia que mais caguei na minha vida sem estar com virose. No ultimo dia antes de ir a estação de trem para ir ate Londres pelo Eurotunnel, fui umas 10 vezes ao banheiro. Juro! Cagava, me limpava, lavava as mãos, voltava pro quarto falávamos algo, eu fechava a mala, via e-mails e lá ia eu outra vez ao banheiro. Mas deu certo no final. Apesar de ter viajado de costas (estes trens tem parte do vagão de cadeiras de frente e outras de costas) não fui barrada e Londres.

Minha outra vez em Paris, foi numa escala de São Paulo a Tel Aviv, Israel. Cansada, ansiosa por ir a terrinha e pra encontrar um "blind date" feito pelo Orkut e muito msn, passei 7 horas passeando por um aeroporto que estava em obras, já na moeda Euro, comi mal e paguei caro. Fui num cyber café truque de uma loja, vi revistas e idealizei
que estava perto de Paris. C'est lamour!

Ida Feldman é minha amiga desde 1920.


Caguei pro Sena.
 
Meu, cara, ouço falar tanta coisa de Paris, tipo assim, que é demais super-linda e coisa e tal, mas tipo assim não achei nada demais, uma cidadezinha tipo São Paulo, normal saca, com carro e prédio e rua e poste e gente fumando e levando o totó pra passeá. Fui lá subi na tal da Torre Eiffel. "E daí?", perguntei lá em cima. Tipo na Disney dá pra ir muito mais alto. Aquela fila toda, meu, tipo, só pra andar de elevador, num tá com nada. Pra andar de elevador eu fico em sampa, não preciso vender meu rim pra pagá a passagem, tá ligado. Depois caí de boca na baguete, não me interpretem mal mas a baguete deles e o croassã são as únicas coisas que prestam ali, as mina mó fresca e todo mundo te trata mal pencas, tipo, só de pedir informação vem tijolada e nem adianta falar esquiusemoá nem mercibocu nem merda nehuma. Sivuplé cansei de pedir sivuplé. No Sena eu cheguei cantando o tantãtã do Ayrton, mas decepção pura no corregozinho sem cascata sem nada, cenário de bituca de cigarro. Reformaram? E daí? Caguei pro Sena que já é cagado faz tempo e nem pra ser cagado direito, como o Tietê, que é bem mais e por isso tá com nóis, tá ligado. Louvre eu queria tipo jogar uma bomba, mó lugar morto, fala sério, cheio de japa, e pra ver japa eu fico em sampa que os japa daqui são mais de boa, e tipo pra ver cristo pendurado na cruz já to a pampa, e pra ver mona lisa já tenho meu calendário anual de gostosa. Só o banheiro que é da hora. Dá pra cagar descansado, no fresquinho do ar-condicionado, pensando que a minha merda daqui a pouco vai lá pro Sena.

Gustavo Fioratti é jornalista e vive sonhando em ser mano.


Sempre sonhei em conhecer Paris. Sempre sonhei em viver um romance em Paris, Até que um dia chegou a oportunidade ideal. Meu namorado tirou férias 15 dias antes de mim e embarcou para Europa. Fui encontrá-lo depois, em Paris. Ele hospedou-se num apartamento bacana de um casal de amigos, que estava fora da cidade. Assim que cheguei, fui para o Arco do Triunfo, cheia  de saudade, e liguei para ele, que em poucos
minutos apareceu lá para me pegar, também cheio de saudade. Estávamos apaixonados. O cenário era perfeito. O que poderia estragar nossa viagem? Não sei ao certo, mas acho que quando nosso mundo particular toma um contorno perfeito de mais, não suportamos, e damos um jeitinho de provocar o caos. Assim no segundo dia que estava na cidade, cai de cama, e ele ficou um pouco mal-humorado de ter de passar o dia em casa cuidando de mim. Compreensível. Mas procurou realmente ser gentil e atencioso. No terceiro dia, não sei porquê, brigamos durante um romântico passeio de barco pelo Rio Sena. No quarto dia, tudo que um queria fazer o outro não queria. No quinto, já nem pensávamos em transar. No sexto dia, ele voltou para o Brasil e eu continuei na cidade certa de que realmente tudo pode acontecer em Paris.

Valéria França é jornalista, trabalha no outro jornal, mas hoje deu uma canja aqui.


O Le Bon Marché, o famoso mercado de especiarias de Paris, construído no final do século 19 e ocupando um quarteirão inteiro na confluência da Rue de Sèvres com a Rue du Bac (metrô Sévres-Babylone), no coração da Rive Gauche, é um dos melhores lugares para se ir à tarde quando se tem um pouco mais de tempo na cidade. Especialmente naqueles dias frios e cinzentos,nem que seja só para se comprar um pacote de chá ou um chocolate. No templo de consumo dos gourmets e chefs de cozinha, se pode experimentar de tudo - do bom e do melhor - oferecidos pelos gentis atendentes: torradinhas com patés de foie gras (a preços de 200 euros a latinha), queijos da temporada entre as dezenas que os franceses fabricam, taças de champanhe da safra que está sendo lançada, como uma Veuve Clicquot (eu tive esta sorte!), chocolates e biscoitos e até colheradas de caviares húngaros e iranianos. Um luxo!
 
 
Barbara Oliveira, repórter de tecnologia. Mudou para Floripa e leva uma vida de princesa.

Escrito por Duilio Ferronato às 22h11

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BANCO TAMBÉM FAZ CAMELÔ.

BANCO TAMBÉM FAZ CAMELÔ.

Passando na frente do Teatro Municipal ouvi uns camelôs gritando :

“OLHA O  RAPA  ! “,  e foi a maior correria, só não correu o pessoal que empresta dinheiro.

Eles podem ?  Não estão vendendo dinheiro ?  Vender dinheiro pode ?  E olha que eles vendem bem caro.

Enquanto os policiais do RAPA davam uma dura num coitado, que estava vendendo doces, os meninos do " dinheiro " montavam seu estande bem ao lado deles.

Você já fez a conta de quanto custa esse empréstimo  ? 

Todo mundo já sabe que eu já entrevistei camelô, levei tiro na rua, já andei na favela, converso com ladrão, bandido, já briguei com gente maior que eu, e ando sozinho a noite em qualquer lugar, mas NUNCA tinha sido ameaçado como fui pelo gerente do Taií, da rua Barão de Limeira.

Quando eles perceberam que eu estava fotografando, foi um corre - corre. Parecia até que eles estavam fazendo algo "ilegal".

Veio um gerente falar comigo e quis tomar minha câmera. E eu só estava fotografando as pessoas na rua, nem fotografei a agência. E outros da mesma agência foram chegando. Só me deixaram sair quando mostrei a carteirinha da Folha. E teve um garoto que me seguiu até a final de rua e começou a me fotografar com seu celular, fazendo gestos de : “Agora você vai ver com quem está lidando !”

Gente! AL CAPONE já morreu !

Por que banco pode vender na rua seu “produto” e camelô não pode ? 

Pode parar as pessoas na rua e ficar oferecendo dinheiro ? 

Dá para ver quem realmente manda neste país.

Escrito por Duilio Ferronato às 21h59

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TEATRO BACANA.

TEATRO BACANA.

Eu gosto mesmo é quando o teatro é cheio de experiências, pesquisa e novas formas de fazer.

O Núcleo Bartolomeu é cheio disso. Eles usaram a Odisséia de Homero como base para fazer uma leitura urbana brasileira. A música é imperdível. FÁTRIA AMADA BRASIL.

Você não precisa ler a enorme Odisséia  do Homero antes de ir, existe uma versão da Ruth Rocha bem facinha.

FRÁTRIA AMADA BRASIL
Onde: Núcleo Bartolomeu  r. Dr. Augusto de Miranda, 786, Pompéia, tel. 11 - 3803-9396  ou  9113-6844
de qui. a sáb., às 21h, e dom., às 20h.

Escrito por Duilio Ferronato às 22h55

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DOR NO JOELHO.

DOR NO JOELHO.

Ontem fui a um ortopedista tão picareta, mas tão picareta, mas muito picareta mesmo. Que fez o diagnóstico sem nem examinar.

 

Aposto que se eu encontrar com ele na rua hoje ele nem vai lembrar da minha cara.

 

Ele me pediu uma ressonância e fingiu que escreveu algo na requisição. Como eu posso pedir autorização para o plano de saúde se não consigo entender o que está escrito na requisição ?

 

Dá até impressão que o picareta não sabe escrever, então rabisca para disfarçar.

 

Alguns médicos que atendem por  plano de saúde devem ser muito infelizes. Trabalham pelo dinheiro e perderam  a noção do que seja medicina.

 

Quando vão começar a avisar os médicos que as pessoas compram remédios e fazem requisições de exame por internet e precisam saber o que está escrito para poder pedir ?

Escrito por Duilio Ferronato às 08h17

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MELHOR OUVIR ISSO DO QUE SER SURDO.

MELHOR OUVIR ISSO DO QUE SER SURDO.

Sair andando sem destino, só olhando e ouvindo as pessoas era muito humano.

Deve ser por isso que as revistas de fofoca fazem tanto sucesso. O homem civilizado deixou de prestar atenção nas pessoas que estão mais próximas e prefere saber o que a celebridade distante diz.

Dois amigos na janela da academia falando sobre as pessoas na piscina.
- Aquele lá parece o homem berinjela.
- Onde será que ele arranjou aquela sunga roxa.
- Parece cueca de borracheiro.
- Ah, você também já reparou que todo borracheiro tem cueca roxa.
- Acho que roxa não precisa trocar todo dia.

2 homens conversando na academia.
- Eu trabalho com alimentação.
- Em restaurante ?
- Não em presídio.
- Tem restaurante em presídio ?
- Claro preso também come.
- Acho que eles deviam comer só bosta.
- É mais ou menos isso que eles comem.

1 velho falando para todo mundo no metrô depois que um casal saiu.
- Essas moças de hoje não tem mais respeito por si mesma.
- Hummm...
- Como pode ? Ficar lambendo o moço assim na frente de todo mundo ?
- Humm...
- E mostrando a barriga ? Depois os moços não querem casar com moça assim.
- Olha aqui vovozinho, por que o senhor não cuida da sua vida ?

2 loucas escandalosas esperando o farol abrir.
- Ligeiro mona.
- O farol tá fechado, quer que eu seja esmagada ?
- Eu te dô na cara se a gente perdê a hora.
- Calma mona, o mundo não vai acabar.

1 grupo de adolescentes.
- Se as mulher não pará o mundo pára.
- Nos país árabe mulher não trabalha.
- Quem cuida da casa então ?
- Elas têm empregada pra isso.
- E empregada não é mulher, não ?
- É, mas isso não é considerado trabalho.

Outros adolescentes.
- Desde o início eu não ia com a cara dele.
- O cara é maior gente boa.
- Se pá, a gente troca uma idéia.
- Troca 1 idéia com ele.
- Eu tô de boa.

2 camelôs conversando.
- Hoje só veio caroço aqui.
- Eu tô precisando ganhar urgente na mega sena.
- O quê você ia fazer com tanto dinheiro?
- Montar um trailer de hot dog na praia.

Escrito por Duilio Ferronato às 11h59

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QUAL A MELHOR GALINHA ?

QUAL A MELHOR GALINHA ?

Galinha baiana ? Galinha angolana ? Galinha mineira ? Galinha caipira ?

Quando eu era criança sempre ouvia meus primos de Avaré dizerem que as melhores galinhas vinham da cidade grande.

O Paulo Marra, que é mineiro, conhece bem as galinhas e mandou uma receita feita no fogão à lenha.

Galinhada Mineira
 
1 galinha cortada em pedaços pelas juntas( mas precisa ser uma galinha nova pra carne não ficar dura )
250 gramas de arroz cru
1 cebola grande cortada em rodelas fininhas
4 colheres de sopa de óleo de milho
3 colheres de sopa de cheiro-verde picado
sal a gosto
 
Aquecer o óleo , juntar a cebola deixando ela ficar bem corada
Refogar e juntar os pedaços da galinha , também deixando corar .
Acrescentar o arroz ( já lavado e escorrido ) e deixar  frigir até que ele fique bem moreninho ( mas sem deixar queimar )
Juntar água fervendo até cobrir a mistura e deixar cozinhar em fogo médio, até ferver novamente.
Reduzir o fogo e deixar cozinhar com a panela destampada.
No final coloque o cheiro-verde picadinho.
 
Para acompanhar sirva com Tutú de Feijão , couve picada bem fininha e molho vinagrete.

Escrito por Duilio Ferronato às 10h43

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PROJETO EPITELIAL

PROJETO EPITELIAL~

 
Fiquei bem na TV BLOLHA ?    
 
         ALBUM DE FOTOS               SITE  
 
 
 o Projeto Epitelial começou com experimentações e foi crescendo. Ainda não parou, mas vc já pode ver para onde está indo.

Escrito por Duilio Ferronato às 11h08

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Duilio Ferronato Duilio Ferronato, 46 anos. É arquiteto.

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