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CONVERSA COM DONA MERIAM

CONVERSA COM DONA MERIAM

Encontrei a dona Meriam na rodoviária do Tietê. Ficamos conversando algum tempo. Muito faladeira e engraçada.

DF – A senhora vai para onde ?
Meriam – Vou para Presidente Prudente, visitar meus parentes. Eu já estou viajando há 2 meses. Estava visitando uns parentes.

DF – Aqui em São Paulo?
Meriam – Alguns . Mas eu vim mesmo para ver se consigo dar entrada nos meus papeis de aposentadoria, mas ainda vou ter que esperar mais 7 meses para começar a receber.

DF – Por que demora tanto assim ?
Meriam – É porque a pessoa tem que ter 60 anos e eu ainda tenho 59, vou fazer 60 só daqui 7 meses.

DF –  Se aposentar do quê ?
Meriam – ah, eu vou me aposentar de trabalho mesmo. Eu trabalho desde menina. Trabalhei na roça e em fazenda, mas aqueles fazendeiros só exploravam a gente e não registravam. Agora não tenho como provar que trabalho há mais de 50 anos.

DF – Mais de 50 ?
Meriam – Faz as contas : eu comecei a trabalhar na roça com 8 anos. Agora tenho 59 e ainda trabalho. Não trabalho mais na roça, faço salgados, doces, bolos e essas coisas de comer e um pouco de costura. Mas tudo sem registro. Como vou provar que trabalhei isso tudo ? Eu já trabalhei muito demais. Já lavei muita roupa para as mulheres, cozinhei doce em fogão de lenha, comida para muita gente.

DF – Testemunha não serve ?
Meriam – Mas as pessoas já morreram todas, a mulher que eu ajudei a criar os 7 filhos dela ainda está viva, mas não quer ir porque disse que não pode pagar os anos que ela devia ter me registrado. Mas eu vou agüentando com o dinheiro das minhas coisas e que meus filhos me ajudam.

DF –  Ter filhos é sempre uma ajuda. Eles moram com a senhora ?
Meriam – Quando eles lembram de mim é bom...Minha filha mora em Portugal e meu filho no Rio de Janeiro. Já tenho 4 netos, cada filho com 1 casal. Já são grande, uma neta já casou. O meu neto lá de Portugal é jogador de futebol. Ele veio me visitar o ano passado, ficou 1 mês comigo. Eu fiz tanta comida para o menino que ele não queria mais ir embora. Sabe que lá na terra dele quanto custa 1 quilo de carne ?

DF –  Não, é muito caro ?
Meriam – É mais de 300. Eles pagam tudo em Euro. Lá eles não têm muita vaca. Só peixe, tem bacalhau. Eles fazem os bolinhos de bacalhau originais. E tem carneiro. Carne mesmo só de outro país.

DF – A senhora conhece ?
Meriam – Ai meu filho, eu não entro mais em avião nem morta. Uma vez eu fui para o Rio de avião, tomei calmante mas não adiantou. Quando eu vi aquelas escadarias já me deu um calafrio. E ainda me colocaram naquelas cadeiras lá na frente. Já pensou se acontece alguma coisa ? Eu ia ser a primeira a morrer.

DF –  É muito difícil acontecer alguma coisa com avião. E quando acontece não faz diferença se senta na frente ou no fundo.
Meriam – Nada disso. Outro dia um avião bateu o bico e só o piloto morreu. Os passageiros viveram.

DF –  E por causa disso a senhora não vai visitar sua filha ?
Meriam – ah, não vou. Ela é professora lá. Quando dá ela vem. Ela me manda dinheiro no natal. Uma vez me mandou 5 mil de uma vez só.

DF –  Mas para o Rio a senhora vai sempre ?
Meriam – Vou, mas de ônibus. Na volta meu neto teve que devolver a passagem porque eu não quis voltar de avião. Demorou a viagem, mas eu prefiro. De avião é um estante. 45 minutos e já chega. Mas ônibus demora.

DF –  E onde a senhora mora ?
Meriam – Em Minas, perto da Bahia. Uma cidade tranqüila. Lá eu tenho um terreno com um sobrado e uma loja embaixo. Minha sobrinha que cuida da loja. Lá que eu criei meus 2 filhos. Foi uma batalha criar esses 2, mas consegui fazer os 2 estudarem e terminarem a universidade. Os 2!

DF –  Sozinha ?
Meriam – Meu marido era motorista da viação Andorinha. Morreu num acidente numa ribanceira. Morreram umas 10 pessoas, foi muito triste. E eu tinha muita consideração por ele. E ele por mim também. Então nunca mais casei.

DF – Nunca mais teve nem namorado ?
MeriamMinha mãe sempre dizia que casamento e morte é só uma vez na vida. E eu acredito. Quando você tem muita consideração por uma pessoa você não casa outra vez.

DF – Trabalhando em casa de família a senhora conseguiu formar os 2 filhos ?
Meriam – Eles eram bons filhos também. Quando eles chegavam da escola a menina fazia tricô ou crochê e o menino ia vender gelinho ou bolo na rua. Eu eduquei eles com linha dura. Ensinei a ganhar dinheiro e não gastar com bobagem. Nesse tempo eu ganhava 15 centavos de salário. E consegui comprar meu terreninho.

DF –  Mas a senhora acha que hoje dá para ser linha dura com as crianças ?
Meriam – Olha não é mais a mesma coisa, mas o que não pode é ficar tendo um monte de criança. Uma mulher outro dia me disse que tinha 10 filhos. Onde já se viu ? Como vai alimentar, vestir e educar 10 crianças ? Por isso que tem tanta gente passando necessidade por aí. Ninguém devia ter mais de 2 filhos, no máximo 3.

DF –  A senhora acha que é por isso que tem tanta gente morando na rua ?
Meriam – Ah, também por isso. Mas sabe essa sujeira que tem aqui em São Paulo não tem nos outros lugares, não. Minha irmã mora lá em Criciúma, SC, e as pessoas não deixam ficar pedinte por lá não. Lá as pessoas estão acostumadas a trabalhar. E se aparece alguém pedindo ou eles arranjam trabalho ou põe para fora da cidade.

continua...

Escrito por Duilio Ferronato às 21h54

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Continua...

Continua...

 

DF – Aqui  funcionaria isso aqui ?
Meriam – É questão de fazer. Eu fiquei parada ali fora um tempinho e veio um homem sujo com cobertor nas costas. Credo, nem dá vontade de ficar perto. Depois veio outra mulher pedindo dinheiro. Eu não dou. É melhor dar para Jesus que ele sabe quem merece.

 

DF –   Para a igreja ?
Meriam – Graças a Deus eu fui batizada nas águas e fiquei em paz.

 

DF –  Na igreja evangélica ? Como foi isso ?
Meriam – Eu acendia vela para os santos todo dia, pedindo para melhorar as coisas da vida. E nada. Um dia eu me levaram para ouvir as palavras da bíblia e tudo melhorou.

 

DF – E que tem que fazer ?
Meriam – Toda sexta-feira tem o dia da Revelação. Vou vai 7 vezes e ora para pedir o quê você necessita. E Deus ouve e faz. Deus quer testar sua paciência e devoção. Se você for devoto ele dá tudo que você precisa.

 

DF –  O que a senhora conseguiu depois de fazer isso ?
Meriam – Muitas coisas. Você vê, eu tinha ido em 7 médicos por causa da dor nas costas. E eles não resolviam nada. A dor continuava sem parar. Depois da igreja passou. Não ficou totalmente curada, mas dor não tenho mais.

 

DF – Que bom, e tem que ir toda semana ?
Meriam – 2 vezes por semana. As pessoas falam que a igreja só quer o dinheiro da gente, mas não é nada disso. Se você tem 100 pode muito bem colocar no envelope 10 que Deus te devolve. Eu nem estava esperando e a  Viação Andorinha me mandou 1900 no final do ano. Por causa da morte do meu marido. E eu dei o dizimo para igreja.

 

DF –  É sempre o dizimo ?
Meriam – Olha tem gente que gasta dinheiro com cerveja, pinga e outras coisa que fazem mal para a saúde. Eu não ! Prefiro entregar para Deus. Na minha casa nunca falta nada. Deus mantém.

 

DF –  E a religião católica a senhora abandonou totalmente ?
Meriam – Minha mãe morreu com idade avançada, mas mais conservada que eu. Ela sempre dizia que na casa dela só podia pensar em Deus e nunca falar da vida dos outros. Sabe essas pessoas que vivem na rua ? Elas cuidaram muito da vida dos outros e esqueceram de cuidar da vida delas. Aí acontece isso. Quem cuida muito da vida dos outros perde a própria vida.

 

DF – A senhora não fala mal de ninguém ?
Meriam – Nunca ! Na minha casa e na minha família ninguém fala da vida dos outros. Nada, nada.

 

DF – Nem sua nora fala ?
Meriam – Ela é muito brincalhona, mas é uma mulher muito boa. Vive me convidando para ir lá visitar eles. Mas eu tenho vergonha. Tenho que cuidar um pouco da minha aparência para ir lá. Eles moram em apartamento de luxo. Não dá para eu ir com esses dentes gastos e a cara de velha.

 

DF – Quer fazer plástica ?
Meriam – Me fala como vou andar de avião com essa cara e essas roupas ?

 

DF –  Para andar de avião tem que usar roupa diferente da roupa da rodoviária ?
Meriam – É claro ! No aeroporto todo mundo vai arrumado, aqui vem de qualquer jeito. Lá em Portugal todo mundo anda arrumado. Eu não tenho estudo para entender a língua deles.

 

DF –  Mas eles falam a mesma língua que nós.
Meriam – Eles dizem que é, mas eu não entendo nada. Meu neto eu não consigo entender o que ele fala. Fala a língua deles de lá. Minha sobrinha é estudada entende mas eu não.

 

DF – Acho que a senhora está muito bonita.
Meriam – Ai, obrigada, mas tô precisando fazer umas coisas para melhorar, mas vou fazendo aos poucos. Não tenho pressa de nada.

Escrito por Duilio Ferronato às 21h47

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VEREADORES DE SÃO PAULO

VEREADORES DE SÃO PAULO

Ontem estive com um grupo de militantes numa sessão da Plenária da Câmara dos Vereadores de São Paulo.

O mais legal é saber que os vereadores podem entrar na plenária assinar a lista de presença e ir embora.

No painel da lista de presença sempre aumentava, mas as cadeiras continuavam vazias.

Eu não conheço todos mas alguns eu tenho certeza que não estavam lá. O ex-cantor aparecia o nome dele lá e não vi.

ajudem a contar !

O líder da militância, um cara feinho que falava um português lamentável, não parava de fazer barulho e discutir com os policiais. Como você pode conseguir ser respeitado se não respeita as regras da casa ?

A militância teve uma reação constrangedora quando o vereador Wadih Mutran provocou. Reagir a provocação só demostra falta de preparo.

O vereador Mutran, eu nem gosto dele, mas é um senhor de mais de 70 anos que merece ser respeitado pela idade. Um dos militantes chamou-o de ladrão e palhaço, respondendo a provocação. Se não respeitamos os mais velhos como conseguiremos que respeitam os homossexuais ? Mesmo que essa pessoa mais velha não seja lá flor que se cheire é bom trata-la com se deve tratar todos os mais velhos.

De qualquer forma a proposta era apoiar a vereadora Soninha a protocolar nova proposta para uma nova lei contra o homofobia.  Tomara que desta vez o prefeito aprove.

 

Escrito por Duilio Ferronato às 10h20

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TEATRO PRECISA DE $$$ .

TEATRO PRECISA DE $$$ .

A Coca-Cola tem um prêmio, cara de pau, que não oferece nada em dinheiro. Por quê ? Tão sem dinheiro ou vão gastar tudo em publicidade e acham que os artistas ficam felizes com um troféuzinho para colocar na estante ?

A APCA (associação paulista de críticos de arte) é ainda pior. Muito comprometida e com medo de ficar mal com as pessoas e amigos resolveu distribuir muitos prêmios. Todos sem a menor credibilidade. Uma gente decadente sem menor vergonha na cara.

Várias empresas lançam prêmios para agradar anunciantes. Prêmios de algumas revistas, então ! Dá até vergonha. Ganha sempre algum anunciante e muitas vezes o próprio dono da revista ganha. Cara de pau ao quadrado.

O chato é saber que  grandes talentos precisam ficar articulando com essas forças do capital, que muitas vezes têm uma visão estranha sobre cultura.

Ainda bem que ainda existem empresas com mais credibilidade como a Shell e a Petrobrás que realmente incentivam o teatro brasileiro.

A Shell com um prêmio sério e com 8 mil para os premiados. Não é muito, mas já é um grande incentivo.

 

Escrito por Duilio Ferronato às 07h36

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CONVERSA DOS OUTROS

CONVERSA DOS OUTROS

alguns leitores mandaram suas colaborações de conversinhas, não acreditei em todos mas ...vamos dar uma forcinha para esses mentirosos.

2 pessoas na rua.
- Nossa, que lindo esse cachorrinho!
- É uma cadelinha.
- É do senhor ?
- É sim, é bem sapeca.
- Como é o nome dela ?
- Não tem nome, não.

Uma amiga jornalista conversando com a mãe.
- Você demorou nessa ligação!
- Estava numa entrevista.
- Quando você tem essas entrevistas pelo telefone,  é a pessoa que te entrevista ou você que entrevista ela?

Do pai para o namoradinho da filha.
- Você sabe qual é o sobrenome da minha filha?
- Não, não sei.
- É veneno.
- Veneno?
- É. Amanda Veneno. Se comer, morre!


Vendedora na rua
- Moda masculina, tudo em 3 vezes sem juros.
- Aceita vale refeição ?
- De quanto é o ticket ?
- De 5 e de 8.
- Aceito mas não dá para dar troco.


2 mulheres conversando na rua.
- O nervoso dele é psicológico.
- Você levou ele no médico ?
- Levei no posto.
- E o que o médico falou ?
- Não tinha médico, só assistente social.
- E ?
- Ela disse que é psicológico.


Namorados conversando.
- você precisa sair mais encima.
- Tá me chamando de relaxada ?
- Não, é que essas roupa ...
- Que tem minhas roupa ?
- As pessoa fica olhando.
- Não tô nem aí com as pessoa.


2 amigos conversando.
- O cara só cola na minha.
- Ele é o maior folgado.
- Ele já sabia que tinha que pagá.
- E só avisa que não tem dinheiro quando chega no pico.


2 velhas conversando no metrô.
- Ele disse que ia mandar dinheiro e não mandou.
- Quando foi a última vez que ele mandou ?
- 150 no natal.
- É não dá para depender de filho mesmo.


2 homens conversando na rua.
- A polícia tem que dar o exemplo.
- Mas eles só dão mau exemplo.
- Se não dão exemplo como querem respeito ?


moça do call center.
- Só 1 minuto que vou estar transferindo sua ligação. O ramal está ocupado, o senhor pode estar ligando em 5 minutos.
- Já liguei 8 vezes e está sempre ocupado.
- O senhor gostaria de estar deixando seu telefone para a secretária estar retornando sua ligação ?
- Pode ser.
 
secretária da escola.
- Você prefere pagar em cheque ou boleto ?
- Mas eu tenho bolsa.
- Na sua bolsa tem cheque ?
- Eu quis dizer que não preciso pagar, ganhei o curso.
- De graça ?
- É bolsa normalmente é de graça.
- Ah, desculpe eu comecei aqui hoje e eles não me falaram disso.

Escrito por Duilio Ferronato às 22h06

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SEU PRÓPRIO NEGÓCIO 2

SEU PRÓPRIO NEGÓCIO 2

Tenho uma outra dica que vai fazer de você um milionário.

Desenvolva sua capacidade de vendedor. Compre uma cesta de palha (no Brás por 8 reais). Mande fazer umas toalhinhas de chita (2,80/ metro na 25 de março), prepare umas coisinhas gostosas e leve para o escritório e comece vendendo para os colegas.

Você pode vender bolos, tortas, tortilhas, bombons trufados e uma infinidade de coisas.

Mas não esqueça de fazer uma planilha detalhada dos custos , anexei um exemplo para você ter idéia de como começar :

                                        
Ingredientes
Gás de cozinha
Embalagem
Propina (caso a polícia chegue)
Cartão de visitas
Lucro mínimo 20 %
Custos fixos
Transporte

Se quiser umas dicas de como montar uma pequena empresa o Sebrae tem cursos ótimos. São um pouco caros, mas quem fez disse que valeu a pena ( apesar de todos meus amigos que fizeram continuarem na mesma pindaíba de sempre ).

Aqui a Rita Atrib mandou uma receita que você começar. É fácil e dá para 6 porções, quer dizer garante o seu almoço e ainda dá para vender para 5 coleguinhas que não levaram marmita.

Outra dica importante : aceite vender fiado nas primeiras vendas para ganhar a freguesia. Depois eles acabarão deixando uma boa parte do salário deles com você. Isso é uma lei do capital : os trouxas assalariados sempre gastam quase todo o salário mesmo antes de recebê-lo.

Eu vou tentar nesta semana vender umas coisinhas na Folha, depois eu digo se valeu mais a pena escrever ou vender bolos.( tem uns gordinhos por lá que vão adorar).

Tortilla de batatas

 Ingredientes:

1kg de batatas já descascadas

250g de cebolas em rodelas

5 dentes de alho bem picadinhos

6 ovos

½ xícara de salsa picada

250ml de azeite de oliva

1 colher de chá de sal

pimenta do reino a gosto

 

Modo de preparo:

 Corte as batatas em rodelas finas. Aqueça o azeite em uma frigideira funda (de preferência antiaderente) e frite as batatas por cerca de 2 minutos.

Retire com uma escumadeira, escorra em papel absorvente e reserve.

Frite no mesmo azeite as cebolas até ficarem macias, escorra e reserve.

Bata bem os ovos e tempere com sal e pimenta do reino.

Na mesma frigideira, elimine o excesso de azeite, refogue o alho, junte as batatas, as cebolas, e por fim os ovos. Espalhe bem e cozinhe em fogo médio, soltando as laterais de vez em quando e sacudindo, para não grudar o fundo.

Quando achar que a parte de baixo está dourada e firme, vire a tortilla em uma tampa de panela ou um prato e coloque de novo na frigideira para cozinhar do outro lado, repetindo o procedimento.

Desenforme e sirva quente ou fria.

Eu tentei fazer em casa neste fim de semana, mas não ficou tão bonito quanto as fotos da Rita, mas acho que é questão de prática.

Rendimento: 6 pessoas

Escrito por Duilio Ferronato às 22h37

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LIVRO PRA MALUCO.

LIVRO PRA MALUCO.

O Diógenes Moura faz um monte de coisas, ele escreve, é curador de fotografia da Pinacoteca, é cozinheiro, dj, maluco, baiano, conselheiro sentimental, relações públicas de boteco... Virgi ! Nem cabe aqui tudo que ele faz.

Agora está lançando um livro bem bacana -  DRÃO DE ROMA.

Custa baratinho, 20 pilas, e se ele vender muitos livros vai fazer mais jantares para os amigos.

Escrito por Duilio Ferronato às 17h11

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PRODUTO NACIONAL

PRODUTO NACIONAL

Escrito por Duilio Ferronato às 16h30

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QUERIDO BUSH,

QUERIDO BUSH,

Deixe uns dolar aqui pra vê se a coisa anda.

kisses

Escrito por Duilio Ferronato às 09h42

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DIA DA AMÉLIA

DIA DA AMÉLIA

Se eu fosse mulher não iria aceitar essa palhaçada.

Que besteira é essa de dia da mulher ? As mulheres não são metade da população ? Então tinha que ser dia sim dia não. Assim ia ficar mais bacana.

Sabe aqueles abonos que as empresas sacanas dão aos funcionários para eles pararem de reclamar dos baixos salários ? Parece que foi a mesma pessoa que inventou o dia da mulher. Foi uma conversa mais ou menos assim :

- A mulhereda tá reclamando que a gente tá explorando muito elas em casa e no trabalho.
- Tão reclamando do quê ?
- Tão dizendo que a gente faz elas trabalharem nas fábricas e nos escritórios e quando chegam em casa ainda têm que fazer os serviços domésticos.
- E o que elas queriam ? Que a gente fizesse o serviço de casa ? Lavasse roupa e cuidasse das crianças ? Isso é serviço de mulher.
- Certo, mas a gente tem que fazer algum agradinho para elas calarem a boca.
- Inventa aí um dia para elas. Mas só 1 por ano, como o dia do índio, do preto, do pobre, do aleijado... Essa gente tem que parar de reclamar, caralho!

E foi criado o dia da mulher, depois de assarem algumas dentro de uma fábrica.

* estas pernas lindas são da Paula, uma amiga muito gostosa.

Escrito por Duilio Ferronato às 08h13

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INCENTIVO INDIVIDUAL

INCENTIVO INDIVIDUAL

ENCARTS

Através da associação um grupo de pessoas está ingressando no mercado de trabalho.
Eles participaram de um curso de encadernação e aulas de como gerenciar um negócio. Todos participam das decisões da associação. Desde a compra da água para o filtro até a reserva de dinheiro.

Lá eles têm produzido cadernos, bloquinhos, álbuns e restaurado edições antigas.

Os associados são incentivados a desenvolver seus próprios trabalhos assim como procurar seus próprios clientes.

Se você precisar desenvolver um brinde ou quiser comprar alguns cadernos pode ligar direto para eles.

Eles estão procurando lojas parceiras para vender seus produtos.

Rua Gandavo, 110  cj. 4  -  fone – 5574 – 7300 – Vila Mariana , São Paulo  encarts@bol.com.br    www.atravez.org.br

Ou nas Lojas:
11 Arte & Design – Rua Morgado de Mateus, 94 – Vila Mariana  – SP – 5575-5314, onzearte@uol.com.br
... da Mata – Rua Prof. Vahia de Abreu, 100 – Vila Olímpia – SP – At. c/ hora marcada - 3849-1002.
CLICK & APLIK – Rua Primeiro de Janeiro, 252 – Vila Clementino –  SP – 2578-4117.


 

Escrito por Duilio Ferronato às 09h09

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DIA DE FOFOCA

DIA DE FOFOCA

terça- feira, dia de bisbilhotar.

 

2 amigos conversando na frente do Ritz.
- Voltei hoje para academia...
- Eu quero voltar mas não consigo...
- Pense nas vantagens de ter um corpinho bacana,
- As vantagens eu não sei mas as desvantagens de ter barriga eu sei bem...

Na fila do cinema.
- Você não tem carteirinha ?
- Não, não sou estudante. Você tem ?
- Claro, pagar inteira é um roubo.
- Como você fez ?
- É só pegar um boleto de cobrança do plano de saúde e colar o logo de qualquer faculdade. Depois faz um xeroz.
- Eles não percebem ?
- Claro que percebem, mas eles querem mais é ganhar dinheiro fazendo carteirinha.

Adolescentes conversando no metrô.
- Vou socar o Fábio até a morte.
- Dá vontade mesmo.
- O cara só dá mancada.
- Se fosse a primeira vez...mas já fez várias
- Eu não acredito mais nele.
- A Fefa, coitada, ficou apavorada.

2 velhas conversando na rua.
- Essa gangue montou depois do governo FHC.
- Agora a gente tem que chamar de “excelência”.
- Isso é conseqüência da democracia.
- Só inventaram isso para atrapalhar.
- Se fosse na ditadura já tinham tudo sido fuzilado.

2 bichas conversando na rua.
- Eu gosto mesmo é de negão.
- Ah, eu também, mas não daqueles azuis.
- Quanto mais preto, mais eu gosto.
- Você gosta da cor ou do pauzão ?
- De tudo, parece que eles foram feitos para mim.

2 amigas na fila do cinema.
- ih eu falei para a Vandi que vinha com você no cinema e ela ficou P da vida.
- De ciúmes ?
- Ela é carente, disse que ninguém nunca chama ela para sair.
- Não mesmo, ela não pára de falar. Só fala dela.
- Pior que é verdade.

Na feira 2 velhos conversando.
- Aqui nós só não temos dinheiro, o resto temos tudo.
- Tem tudo ? Cadê a mulherada ?
- Eu disse que não temos dinheiro. Já viu mulher gostar de velho sem dinheiro ?
- Elas só querem saber dos moços e dos velhos ricos.
- Por isso que eu não troco minha velha por nada.
- A minha eu trocava por 2 mais novas.

Um amigo escutou no clube.  A mãe falando com o filho.
- sua cueca está aparecendo, se ainda fosse uma sunga.
- Cueca e sunga é tudo a mesma coisa.
- Não é não. Isso parece coisa de gay.
- Então tá. Sou o maior viadão.
- Tá parecendo mesmo.

Um casal conversando na escada rolante.
- Ele devia ter me ligado na sexta. Assim eu passava o fim de semana mais tranqüilo.
- Mas você só foi lá no sábado, como ele podia ter te ligado na sexta ?
- Foi ?
- Claro !
- Então ele tava certo.

Um rapaz na fila do caixa eletrônico falando no celular.
- Eu vou fazer isso agora
- # # # #
- Eu já entendi, estou na fila do caixa...
- # # #
- Não precisa gritar...
- # # #
- Vou desligar que as pessoas já estão rindo da minha cara.

Um leitor mandou da Alemanha.
- Agora que você está de férias,  por que não vai visitar o Brasil ?
- Eu adoraria, mas não agüento ficar muito tempo dentro de um avião.
- O que você vai fazer então ?
- Acho que vou para o Peru.

Escrito por Duilio Ferronato às 00h47

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A LINGUIÇA DO SERGIO

A LINGUIÇA DO SERGIO

Quando eu tinha uns 6 anos vi uma tia, lá de Avaré, preparando lingüiça.
Ela moia a carne naqueles moedores de manivela. A carne ia saindo toda molenga, dava um pouquinho de ânsia, mas eu continuava ali de perto. Ela experimentava e me oferecia um pouco para eu dizer se estava bom de sal. Mas eu não colocava aquilo na boca nem que me amarrassem.

Depois vinha a parte de limpar as tripas. Quando eu perguntei o que era aquilo ela enrolou e não contou. Mas um tio, meio endiabrado, me contou que era ali que ficava o cocô da vaca. Eu não acreditei muito e fui perguntar para minha avó. Ela confirmou.
Credo, eu achava que era a mesma coisa que comer em um pinico.

Levou quase 20 anos para eu começar a comer lingüiça. Mas só depois que me convenceram que não se faz mais lingüiça com tripas.


O meu amigo Sergio Roveri me mandou uma receita com lingüiça. Ele não teve tempo de fazer a foto porque agora ele ficou muito famoso, depois que a peça que ele escreveu ( ANDAIME ) estourou nas bilheterias. Acho até que ele vai ficar rico de tanto dinheiro que vai receber de direito autoral.

ESPAGUETE COM MOLHO DE LINGUIÇA PORTUGUESA

Ingredientes:
Meio quilo de carne moída
300 gramas de linguiça portuguesa (dois gomos grandes)
1 cebola
2 dentes de alho
1 quilo de tomate maduro
1 caixinha de molho de tomate
2 cubos de Knorr caldo de balcon e louro
2 galhinhos de manjericão
500 gramas de espaguete
Sal e pimenta a gosto

Modo de fazer:
Ferva a linguiça até que ela solte parte da gordura e retire a pele que a envolve.
Ferva também os tomates, até que eles soltem a pele.
Em outra panela, coloque um pouco de óleo para aquecer e, em seguida, coloque a carne moída. Mexa até que a carne fique bom solta e deixe-a fritar por alguns minutos. Adicione a linguiça já fervida, cortada em cubos pequenos e mexa bem. Tempere com o sal e a pimenta e as folhinhas de manjericão. Adicione a caixinha de molho de tomate e continue a mexer. Adicione os dois cubos de knorr.
Corte os tomates em pedaços pequenos e os adicione à panela, onde o molho já deve estar tomando forma.
Se preferir um toque mais exótico, coloque também uma pitada de canela no molho.
Uma colher de chá de açúcar ajuda a reduzir a acidez dos tomates - mas é opcional.
Agora, não tenha pressa: deixe o molho ferver por umas duas horas, até ele ficar muito encorpado. Se preferir, controle a expessura do molho com um pouco de água. Quanto mais ferver, mais saboroso e expesso o molho vai ficar.
Cozinhe o macarrão em uma panela de água com um pouco de sal.
Retire e escoe o macarrão, cubra com o molho e capriche no queijo ralado. ( EU DETESTO QUEIJO RALADO)

Escrito por Duilio Ferronato às 13h20

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CONVERSA COM PLÍNIO E ELI

CONVERSA COM PLÍNIO E ELI

As ruas do Brás estão lotadas de camelôs. Eles são simpáticos e sempre têm muitas histórias para contar. Parei para tomar uma água de coco e conversar um pouco com eles.

DF – Quanto é o coco ?
Plínio – 2 , bem geladinho.

DF – Esse carrinho é bem bacana, foi você quem fez ?
Plínio – Não, foi encomendado especialmente. Design exclusivo.

DF – E ainda tem compartimento para guardar coisas ?
Plínio – É, aqui eu guardo melancia, marmita, sacola e essas coisas que a gente precisa.

DF – Quantos cocos vocês vendem por dia ?
Plínio – Ah, é pouco, uns 30 ou 40. Em dezembro vende muito, tem mais movimento nas ruas.
Eli – Melancia vende umas 4 ou 5. Agora abacaxi as pessoas gostam. Vende uns 30.

DF – Vocês são irmãos ?
Plínio – Cunhados, ele levou a única irmã que eu tinha. Agora já passou para o nome dele.

DF – Mas você é de onde ? Não é nordestino ? Eu pensei que nordestino tivesse um monte de irmãos ...
Eli – Vigi, ele tem uma irmã só. Mas tem 7 irmãos homens.

DF – E você ?
Plínio – Esse aí então! O pai dele é sanfoneiro. Aí já viu. Teve mais filho que calo nos dedos. Quantos irmãos você tem ?
Eli – De parte de pai e mãe 5. Mas de parte de pai tem que contar nos dedos e não cabe nas mãos.
Plínio – O pai dele tinha uma banda de forró e teve que desmontar a banda porque roubou a mulé de outro sanfoneiro e aí danou-se.

DF – Sua mulher faz o quê ?
Plínio – Ela também trabalha na rua. Vende sorvete. Sabe ali naquela esquina, não tem uma Kombi. Pronto. É ali.

DF – A família toda trabalha com comida ?
Plínio – Ochê, homi. Isso aqui é uma empresa organizada. Tem mais uma que vende doce. É uma rede. Chama Magnú. O freguês entra vestido e sai nu.

DF – O Rapa não passa para tomar tudo ?
Plínio – Até agora não passou. Assim, fruta eles não tomam. Vão mais pegar mercadoria pirata.

DF – Mas vocês precisam de licença para vender ?
Plínio – Não dá para tirar, não! Tá fechado na prefeitura. Mas eles tomam a mercadoria dos que têm licença também. O pessoal prefere vender mercadoria pirata, aí não tem jeito. O Rapa leva mesmo.
DF – Será que essas camisetas piratas duram ?
Plínio – Claro que dura. Essa aqui da Puma eu comprei por 3 e já tenho há mais de ano. Pobre não tem como comprar no shop. Vai no shop só pra passear, depois compra no camelô, que vende igual, só que mais barato.
Eli- Já viu quanto que tá o DVD do Leonardo no shop ? Uns 40, você conhece pobre que pode pagar isso ? Eles deviam fazer mais barato para todo mundo poder comprar.
Plínio – Essas mercadorias agora são tudo produzida aqui em São Paulo mesmo. Antes vinham da China, agora os coreanos montaram umas fábricas de pirata aqui no Brás e no Bom Retiro e lançam tudo para o camelô.

continua...

Escrito por Duilio Ferronato às 15h45

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Continua...

Continua...

 

DF – Dá para viver bem vendendo coco ?
Plínio – Olha antes eu trabalhava de manobrista, tinha que trabalhar 10 horas por dia para ganhar 500 ou 550. Isso dá para viver aqui em SP ? Não dá. Com fruta dá para tirar no mínimo uns 1000.

DF – 1000 cada um ?
Plínio – Não, só eu. Ele tá aqui só fazendo estágio. Ficou desempregado e tá aprendendo. Estágio aqui é assim : o cara fica 3 meses ganhando 3000 e depois com 3 meses e 1 dia sai daqui com 3 sapatos. 2 no pé e 1 na bunda.

Chega um  freguês e entra na conversa.

DF – Você está procurando emprego ?
Eli – Estou, mas tá difícil. As firmas não estão pegando ninguém.
Jonelson -  Eu estou desde às 5 da manhã andando e não consegui nada ainda.

DF – Você está procurando emprego de quê ?
Jonelson – Em fábrica de jeans. Sei fazer qualquer coisa. Só cortar que não. Já trabalho com isso desde moleque.

Plínio – De onde você é ?
Joelson – Do Ceará.
Eli – Então tá em casa, aqui tudo é cearense. Cearense só casa com cearense.

Plínio – Aqui na vizinhança tem muitos cearenses. Eu moro ali naquele prédio.
DF – Ah, você mora bem pertinho do trabalho ?
Plínio – Pois é. É só descer a escada e já estou no trabalho. Nem preciso tirar o 4x4 da garagem. Assim economiza gasolina.
Eli – Eita, nem sabe que 4x4 é a diesel.
Plínio – Mas o meu é a gasolina, que não faz tanta fumaça.
Eli – Esse cara é um inventor mesmo. Qualquer coisa que você fala com ele e ele já vem com uma invenção.

DF – Você já conseguiu comprar o apartamento ?
Plínio – Que nada, é alugado. E tá difícil pagar o aluguel. Quando não dá para pagar eu chego para o proprietário e digo que ele pode levar minha mulher. E ele dá um desconto.

DF – Sua mulher é feia ?
Plínio – Até, que não. É bonitinha, mas você sabe quando o cara é casado há muito tempo...dá vontade de trocar por uma nova.
Eli – Ele fala isso, mas quando ela fala que vai embora ele chora atrás dela.

Plínio – Tem que chorar para mulher ficar mais docinha. Mulher adora homem que chora por causa dela.
Eli – Não disse ? É só goela esse aí. É contador de história.
Plínio – Como é seu nome irmão ?
Jonelson – Jonelson.

DF – Que nome difícil !
Eli – É que pobre tem mania de colocar nome difícil nas pessoas. Olha só, meu nome é Elison. Mas todo mundo me chama de Eli. Sei lá a mãe da gente assiste televisão e inventa uns nomes meio americano.

Plínio – Como é seu nome ?
DF -  Duilio.

Eli – Eita, é nome de pobre também.
DF – Meu avô era italiano, esse nome é italiano.
Plínio – Você tem cara de alemão, que é quase a mesma coisa, não ?
DF – É, mais ou menos.
Eli – Então não é nome de pobre, você não parece pobre, não. Tem cara de bem de vida. Você faz o quê ?

DF – Sou arquiteto.
Eli – Fez faculdade de engenharia ?

DF – Não, arquitetura.
Eli – Ah, então deve ganhar bem ?

DF – Tem meses que passo uns apertos.
Plínio – Sabe quem ganha bem ? O guia de turismo. Tem um guia coreano que leva os coreanos e chineses para fazer compras nas lojas do Brás. Os estrangeiros compram 30 mil e o dono da loja dá 10% para o guia. Ele tira uns 20 mil por mês.

DF – Nossa, essa é uma boa grana. Como é que faz para arranjar um emprego desses ?

Plínio – Tem que falar coreano...

 

Escrito por Duilio Ferronato às 15h36

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SE EU FICASSE MILIONÁRIO

SE EU FICASSE MILIONÁRIO

ACUMULOU!

 

Valor acumulado:
R$ 32.541.798,04

Concurso n. 845                         14  19  20  40  48  52

32 milhões ? Quanto que é isso ?  Imaginando que meu carro vale menos de 30 mil... Daria para comprar mais de 1000 carros iguais ao meu ?

Nossa pra que eu iria querer 1000 carros ? Acho melhor eu comprar um de 1 milhão. Um carro de 1 milhão deve fazer muito mais coisas que o meu faz, que só me leva pra cá e pra lá.  Eu já vi desses carrões passando por aí, mas ainda não entendi para que servem. Deve ser por isso que eu ainda não ganhei todo esse dinheiro. Nem sei direito para que serve um carro desses, ou uma televisão de 100 mil, ou uma calça de  1000 ou um vinho de 10 mil.


Mas uma coisa eu sei :


Se eu ganhasse não iria dividir meu dinheiro com ninguém. Afinal dinheiro só gosta de gente mão de vaca. Já viu dinheiro ir parar na mão de gente generosa ? Isso nunca ! Dinheiro gosta de gente que controla cada centavo, cada milímetro de terra, cada grãozinho de arroz.


Dinheiro pára na mão de pobre ? Dinheiro prefere parar na mão do dono das grandes redes, dos donos dos bancos, donos do poder... Já viram como essas pessoas defendem seu dinheiro ? Alguns até contratam seguranças armados.
Se eu ficar rico vou virar amigo deles e esquecer meus amigos que não têm 1 milhão. Virgi, acho que não ia sobrar nenhum. Meus amigos são tudo uns duros.
Na última vez só acertei 1 número, não ganhei nada. Mas não perco as esperanças. Afinal sou brasileiro.


* Tomara que o dinheiro leia este blog e comece a gostar mais de mim.


Escrito por Duilio Ferronato às 21h18

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Duilio Ferronato Duilio Ferronato, 46 anos. É arquiteto.

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