Blog do Duilio
 

O urubu

 
 

O urubu

 

 

De longe parecia uma galinha preta. Ele andava devagar e mexendo a cabeça. Os vizinhos perceberam que ele não conseguia voar.

Resolvemos recolher e tentar entregar para algum lugar para recuperação. Ele não parecia machucado, mas realmente não voava apesar de abrir as asas para se proteger.

Jogamos uma manta sobre ele, depois eu trouxe para casa e coloquei numa caixa. Primeiro passo foi ligar para 156, serviço da prefeitura. Sempre com atendimento cordial, mas a moça me disse que eu deveria encaminhar a ave para o IBAMA.

O telefone deles atende uma secretária eletrônica dizendo o horário de trabalho. Fui ligando para algumas ONGs que trabalham com animais e a SOS Fauna informou que no parque Ibirapuera, no portão 7ª, tem um departamento que recebe animais silvestres feridos, o DEPAVE - tel. 11 - 3885-6669.

Fui até lá, e realmente eles recebem. Tratam super bem o animal e os veterinários fazem na hora um exame e o deixam numa área para encaminhamento para readaptação.

Infelizmente ainda não tem um número para emergências para animais silvestres. O jeito é ficar procurando nas ONGs.

Nosso urubu agora será tratado e até me deram um número para eu poder acompanhar o caso.

 

 

Escrito por Duilio Ferronato às 22h46

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O assunto é clima

 
 

O assunto é clima


Taxista é especialista em falar sobre o clima. Mas eu até aguento, só que se você der corda, eles viram o assunto para política. E se tem uma categoria que tem fama por ser de extrema direita é taxista.
Bem, pelo menos os que falam muito. Mas ser de direita tem uma relação direta com a vontade de possuir coisas e defender território. Dono de carro é um tipo de senhor feudal moderno. Ele acha que qualquer um que se aproxime de seu bem mais precioso é inimigo.
Quando alguém começa a falar sobre o clima, eu já desconfio que ele na verdade quer abrir caminho para falar de outras coisas. Quer só amaciar e depois chutar um monte de coisas no seu ouvido.
Meu vizinho usa essa estratégia também: Ele começa falando da sujeira na rua ou de algum outro serviço público. Quando eu dou corda ele vem com a teoria de que o Maluf pôde até ter roubado, mas que todo mundo dirige sobre suas pontes e avenidas. O entendimento de progresso é realmente muito relativo. Enquanto eu fico aqui acreditando que não adianta nada construir pontes sem incentivar cultura, tem gente que acredita que não adianta incentivar o cinema nacional antes de construir estádio de futebol para Copa.
Talvez falar do clima seja o melhor assunto mesmo. Só não pode deixar escorregar para política, ação da polícia, religião ou futebol que a coisa já vira religião. Bem falar de futebol comigo nem adianta muito porque eu já digo que não entendo nada e nem gosto. O assunto morre e o interlocutor fica me desprezando para o resto da vida.
Alguns fogem dos fanáticos, o fundamentalista religioso cansa um pouco, mas chega a ser divertido ouvir o coitado falando. Parece que ele tem só metade do cérebro e é a metade incapaz de raciocinar.
Nem pensem que sou do tipo ateu fanático, muito pelo contrário. Sou meio budista, espírita, macumbeiro, judeu, católico e adoro uma boa crença. Creio em várias coisas que exigem fé. Creio na política. E isso é um assunto que exige muita fé, mas com nossos candidatos à prefeitura por aqui eu ando meio sem fé.
Creio também nos milagres. Adoro pensar que a Santa Ifigênia me ajudou a reformar minha casa, já que ela é a santa que protege as casas. Adoro pensar que São Cristovam cuida do meu carro e que São Miguel me tira os pensamentos ruins. Não posso deixar de dizer que sempre quando as coisas andam difíceis eu penso que Ganesha, o Deus indiano, vai me ajudar a abrir os caminhos.
Mas não dá para dizer para um fanático religioso que eu gosto de misturar tudo. Que tenho fé, mas de um jeito sem religião definida.
Aqui na cidade a semana passada fez um frio de rachar os lábios e hoje está tão quente que o asfalto derreteu. Talvez tenha mesmo uma certa relação entre clima, religião e política.

Escrito por Duilio Ferronato às 21h05

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Um pequeno elogio

 
 

Um pequeno elogio

Na última quarta fui ver uma peça para lá de ruim. Na saída tive até medo de encontrar com o diretor, fugi para não correr o risco. O que falar para alguém quando você não gosta da comida dela, da casa dela, do cabelo ou do trabalho? Os ingleses são diretos e dizem na lata. Com certa ironia. Aqui enrolamos. Damos parabéns pelo esforço, dizemos algo sem muito sentido e fugimos do assunto. Às vezes até fazemos um elogio forçado.

Já caí naquele pecado de dizer a verdade. A pessoa fica magoada para sempre. Coloca você na lista de chatos e indesejados.  Mas quando ninguém critica, o sujeito continua fazendo feio e torto. E a coisa vai ficando cada vez mais boba.

A medida entre o elogio e a crítica é difícil. Eu já entendi que eu não sei fazer. Tenho que fugir e depois ir pensando aos poucos. Mas se me pegam de surpresa, acabo dizendo o que achei e depois me arrependo.

Deve ser pelo impulso sem pensar que tanta gente escreve comentários ofensivos nas matérias de jornais e blogs. Os leitores ficam ofendidos com pequenas coisas e saem escrevendo coisas estranhas. Talvez se parassem para pensar 1 minuto não escreveriam essas coisas. Ou pior ainda: eles realmente acreditam que com essas agressões suas opiniões serão mais respeitadas.

Na verdade nós acabamos crescendo num mundo agressivo. Do tipo que é dando pancada que se é respeitado. Ou se não der pancada para ser respeitado, tem que ser rico e famoso. Pior ainda.

Quem não dá pancada, não é rico e nem famoso não é respeitado como deveria ser.

Bem, eu realmente cresci levando pancada e dando pancadas na escola. Era um jeito que eu entendia e que alguns professores até achavam normal de se passar pela escola.

Agora, tento não dar pancada para abrir caminho. Nem ficar fingindo que sou rico, inteligente e famoso para conquistar respeito.  Pelo menos tento não fazer essas coisas. Apesar do primeiro impulso sempre levar a isso. 

O elogio foi algo que não lembro de ter ouvido ninguém e nenhum professor me ensinando na escola. Estranho. Elogiar não faz parte da educação? Dizer obrigado e por favor faz, mas nem todo mundo usa.  

Elogiar é como dar uma força. Um incentivo. A cada elogio você toma mais coragem de ir mais um pouco. A cada crítica negativa e agressiva você pega mais medo e vai diminuindo a velocidade até parar.

Ontem mesmo ouvi uma mulher de uns 70 anos dizendo que a vida era tão cheia de pedras que você perdia a ilusão. Coitadinha. Ela era um rio de magoas. Deixou-se influenciar mais pelas críticas do que pelos elogios.

Ando preferindo elogiar. É como uma troca. Não são elogios falsos. Tem sempre algo de bom nas pessoas. Ou pelo menos deveria ter. Quando você elogia a pessoa se abre. Deixa a parte boa aparecer mais e não se fecha na defesa. A conversa fica mais gostosa.

Escrito por Duilio Ferronato às 12h14

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Foi culpa do Godzilla

 
 

Foi culpa do Godzilla

O Metrô quebrou de uma maneira misteriosa ontem no fim da tarde. Levou mais de 3 horas para voltar ao normal.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1142270-metro-de-sp-e-normalizado-apos-falha-estacoes-foram-fechadas.shtml

Informaram que foi um defeito em um dos trens na linha azul. Mas informações mais confidenciais afirmam que na verdade foi uma ninhada de monstros japoneses alterados pela radiação é que nasceu nos túneis do Metrô.

Tudo indica que nasceram 4 lindos lagartinhos de 6 metros cada um. A boa notícia é que a mãe só come peixe e o pai era vegetariano. Estamos fora do cardápio.

O problema é que os filhotes ainda não demonstraram nenhuma preferência por alimentos e o que tudo indica é que só vão comer na próxima segunda-feira pela manhã.

Então, a população já está sendo avisada para nem sair para trabalhar na segunda de manhã. Melhor ficar dormindo.  Se você mora perto de um dos túneis do metrô, o melhor é ir passar o fim de semana na praia ou no campo. Eu mesmo estou arrumando minha mala e só volto na terça.

Enquanto isso, uma reunião extraordinária da família dos monstros planeja mudar do metrô de Tókio e passar a habitar os túneis daqui porque as coisas são mais lentas e dá até tempo deles chocarem seus ovos entre o início de uma nova obra e a entrega na véspera da eleição.

O rei dos monstros até planeja construir uma chocadeira elétrica na futura estação do lendário Trem Bala. Dá para chocar mais de 1.000 lagartões antes de ficar pronta.

Escrito por Duilio Ferronato às 09h53

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Costela com abobrinha

 
 

Costela com abobrinha

Escolher uma costela para cozinhar ou assar não é muito simples. A carne tem sempre preço bom, só que muitas vezes tem mais gordura e osso do que carne.

Pensando bem, escolher é sempre a nossa maior dificuldade na vida. Escolher comida, namorado, amigos...e às vezes até família. É difícil e sempre fica aquela impressão de que poderia ter escolhido um pouco melhor.

A carne tem que ter uma cor vermelha, nada de carne escura e muito menos esverdeada. A gordura é essencial para dar o gosto, mas tem que ser uma faixa com um pouco menos de 1 centímetro de espessura. Mesmo assim eu ainda tiro um pouco da gordura antes de preparar. Não pode tirar tudo para não ressecar.

O tempero é fácil, alho, cebola, ervas, um pouco de pimenta, sal refinado e uns grãos de sal grosso só para dar um crocante.

A abobrinha e outros legumes podem ir ao mesmo tempo para o forno, com isso vão ficar muito gostosos, só que podem virar uma pasta porque a costela precisa de pelo menos 3 horas no forno para ficar boa. Eu deixo 4 horas em fogo baixo e coberta com papel alumínio e fica desmanchando.  Dá para cozinhar os legumes na última meia hora. É só abrir o alumínio, colocar os legumes e fechar outra vez. Assim eles ficam firmes. Mas desmanchando é muito bom também.

Depois de comer essa costela você vai precisar dar uma boa caminhada. E nem pense em comer isso antes de dormir. Vai entupir suas veias e você vai acabar tendo um treco.

Um dia ainda quero ter um forno a lenha e tentar fazer uma costela de ripa. Daquelas iguais ao do Fred Flintstone.

Escrito por Duilio Ferronato às 12h19

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Aqui é meu lugar

 
 

Aqui é meu lugar

Sean Penn é um desses atores que vai conseguir fazer o que bem entender e ainda vai se dar bem em tudo.

Como Cheyenne que é uma mistura de vários músicos da década de 1980, ele vive num tipo de transe que não passa. Mais ou menos como o transe daqueles nossos conhecidos que já morreram, mas ainda não sabem.

E as chances para despertar batem a sua porta o tempo todo. Mas como qualquer morto, ele nem percebe. Um dia, ele precisa sair do seu buraco e vai viajar.

Mas a motivação é bem duvidosa. Uma mistura de mágoas, rancores, ódios  e desentendimentos. Dá uma certa tristeza pensar que o rancor e a vontade de vingança ainda são os maiores e mais fáceis motivadores que dispomos. Talvez seja realmente mais fácil ter raiva do que qualquer outra coisa. Eu mesmo lembro mais das pessoas que me magoaram do que das que me fizeram feliz. Que coisa triste! Deveria ser o contrário. Mas talvez lembrar mais do que te faz mal do que do que te faz bem, seja um jeito de sobreviver.

E odiar quem te fez mal é mais eficiente ainda para se manter vivo. Já pensou se você esquecesse que alguém é perigoso e caísse no mesmo golpe várias vezes? É!  Ter rancor e raiva deve mesmo ser um sistema de sobrevivência.

Um dos personagens diz que a melhor sensação da vida é poder matar impunemente. Que o nosso lado monstruoso deve ser solto para que possamos viver melhor. É triste. Mas a cada dia vejo mais gente liberando esse lado monstruoso e medroso. Com isso soltando também a violência boba que é produzida pelo medo.

Dá vontade de rir do personagem, mas é um desses cômicos triste. Também faz observações sobre política e comércio de armas. Tudo muito afiado.

Escrito por Duilio Ferronato às 01h44

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Uns dias em Florianópolis

 
 

Uns dias em Florianópolis

A delícia dessas promoções de passagens é poder fazer umas viagens rápidas e conhecer mais cidades pelo país. Tem que ficar de olho nos sites, eles lançam  campanhas rápidas com preços irresistíveis.

Quando fiquei sabendo dos preços abaixo de R$ 50,00, queria ir para Fortaleza ou outra cidade do nordeste, mas as passagens para esses lugares acabam em minutos. Acabei comprando para Florianópolis, já estava com  certa curiosidade para voltar, afinal não ia lá desde a década de 1990.

O sobrevôo já é animador. Você vai chegando perto da ilha e já tem uma vista linda, com praias, dunas e grandes áreas verdes.

No primeiro dia foi uma grande caminhada pela beira mar. Eles têm um passeio muito bem cuidado, com jardins, bancos, decks e espaços para ginástica. Muito bom. Numa das pontas, há um mangue bem preservado. Com um deck que percorre por dentro da mata sem que os visitantes pisem na lama. Só para observar. Dá até para ver os caranguejos.

O jantar foi no restaurante Delícias Portuguesas. Uma das delícias verdadeiras da cidade. Mas não pense que os preços são convidativos, nada disso! Estavam tão caros quanto os daqui. Só os vinhos eram evidentemente mais baratos. No supermercado a diferença de preços era gritante. Deve ser por causa dos impostos menores sobre os vinhos que o sul tem.

Mesmo sendo caro, foi um jantar inesquecível, desses que dá para colocar vários adjetivos. Fica em um casarão de frente para uma praça. De entrada comemos alheira. São muitas as variações dessa receita, mas a deles era uma das melhores. Uma linguiça bem grelhada e com um tempero que fazia você ter vontade de comer tudo sem pensar.

Depois chegou o coelho com uma polenta crocante. Poderia comer isso todos os dias. Outra especialidade deles é o bacalhau, mas eu vou ter que voltar lá para provar. A conta foi perto de R$ 100,00 para cada, (mais caro que as passagens) mas valeu a pena. O vinho era da Serra Catarinense, bom e com preço razoável. Vou até procurar mais desses vinhos por aqui.

Nos outros 3 dias foram de exploração das praias. O mais gostoso foi andar pelas dunas da lagoa e chegar até a praia da Joaquina. E no fim almoçar uma anchova grelhada de frente para o mar.

Queria poder fazer dessas viagens rápidas a cada 2 meses.  

Escrito por Duilio Ferronato às 02h08

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O milho contra o glúten

 
 

O milho contra o glúten

 

Todos os dias surgem mitos na área da alimentação. Alguns até fazem sentido, mas o mais razoável é que você mesmo perceba o que faz bem e o que tem um efeito negativo. É mais ou menos como estatísticas, eles pegam um grupo de pessoas para estudar e nem sempre aquele grupo tem a ver com você.

Comer qualquer coisa em grandes quantidades todo mundo sabe que não é bom. Não adianta chupar 24 laranjas num mesmo dia achando que vai se livrar da gripe porque na verdade você vai estar se expondo a uma gastrite ou úlcera e a assimilação da vitamina C é feita diariamente em pequenas quantidades e não de uma vez só.

Aquela venha regra de que uma dieta deve ser balanceada ainda é a melhor. Diversificar é o  jeito mais eficiente.

Mas é difícil fugir de alguns grupos alimentares, como do glúten e das proteínas animais. Tem que fazer um esforço de super herói. Você vai comer na casa de alguém e é sempre uma carne. Vai comer um lanchinho e tem sempre carboidratos e um monte de glúten. É só olhar para uma vitrine de qualquer lanchonete que você percebe que ali está o obvio e nem sempre o mais eficiente para uma dieta. É muito diferente matar a fome e estar bem alimentado.

O jeito é tentar fazer da sua casa um lugar sem glúten e com pouca carne vermelha. Assim você deixa para consumir essas coisas só quando estiver na rua.

Em casa é fácil substituir as coisas. Basta resistir na hora de ir ao supermercado e não comprar. Bem, eu digo isso mas não faço. Sempre acabo comprando uma carne e alguma coisa com glúten.

Uma coisa que já consegui diminuir foram os laticínios. Leite só de soja. Pelo menos em casa. O pão é quase sempre de farinha integral, que também tem glúten. Só que nos últimos meses tenho colocado mais milho no lugar da farinha de trigo. E os resultados parecem bons.

Diminuir os laticínios e o glúten parece ter resultado numa digestão mais fácil. Tente fazer esse teste. Tanto o glúten como os laticínios agem diretamente no seu intestino, mesmo que você não tenha intolerância a esses alimentos. Eles são um tipo de retardadores de digestão e em alguns casos até irritam a parede do intestino. Com isso a digestão fica mais lenta e menos eficiente.

Claro que isso é num caso particular de teste e observação. Talvez seu sistema digestivo seja totalmente diferente do meu e rejeite outros grupos alimentares. Mas isso você que vai ter que descobrir através de testes.

O importante é saber o que está comendo e quais grupos pertencem os alimentos. Assim você conseguirá identificar melhor as reações. O milho é um bom substituto para o glúten e a soja para os laticínios.

Só que não vá fazer como eu, deixei de comer glúten e fiz um bolo de milho que comi sozinho numa tarde. Evite isso!

Escrito por Duilio Ferronato às 19h06

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Geladeira vazia

 
 

Geladeira vazia

Abrir a porta da geladeira é quase um reflexo. Mesmo sabendo que não vai encontrar nada lá, você abre com a esperança de ter esquecido alguma coisa lá num canto. Mas quando a preguiça de ir ao supermercado ou à feira é bem maior do que a fome, só sobra água gelada.

Aqui em casa nunca falta cebola, alho, cenoura, batata doce e leite de soja. Isso sempre tem pelo menos 1 de cada.

Mas o que fazer com isso? Dá para fazer uma sopa de cenoura com pedaços de batata. É bem simples: só picar 2 cenouras, 1 cebola, 2 dentes de alho, a batata só cortar em 3 pedaços.

Assim que cozinhar, separe a batata. Bata os outros ingredientes no liquidificador. Corte a batata em cubos menores e volte tudo para panela. Assim fica uma sopa de cenoura com pedaços de batata doce. Não pode esquecer de colocar um pouco de sal.

Essa é uma receita que sempre me livra pedir uma pizza. Mas algumas vezes é quase impossível. Acabei pedindo uma na semana passada com refrigerante de 2 litros. Deu para comer por 3 refeições. Até que é uma boa economia.

Mas geladeira vazia é sinônimo de gasto extra. Fazer as compras no supermercado tem sempre a vantagem de dar para calcular as despesas do mês. Comer fora cai naqueles gastos que você não planeja e nem lembra mais quando chega a fatura do cartão.

Alguns afirmam que comer em restaurante por quilo fica mais barato do que comer em casa. Nunca consegui chegar a essa conclusão, mas às vezes parece mesmo. Só de pensar em lavar a louça todos os dias já justifica sair para comer na esquina.

Aquelas comidas congeladas que vinham em embalagens de alumínio sumiram. Parece que foi um negócio que não deu muito certo. Vários amigos tentaram, alguns arriscaram no negócio de pão artesanal, mas nenhum vingou.  Fazer comida artesanalmente sem um cálculo quase industrial dá prejuízo. Você tem que contar com as coisas que joga fora, com a água, luz e gás. Difícil de fazer isso. Como calcular tudo isso sobre um pão caseiro? Bem, tem fórmula para isso, mas eu nem me arrisco.

De qualquer forma, domingo não é um dia bom para se ir ao supermercado. Tem muita gente. Amanhã, antes de sair para o trabalho eu vou. Segunda feira pela manhã é sempre bom, não tem ninguém. E, muitas vezes, tem até carregamento fresco de frutas e verduras.

Escrito por Duilio Ferronato às 15h30

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Aptidões de um senador

 
 

Aptidões de um senador

 

Para ser presidente, governador ou até prefeito, um candidato precisa ser muito exposto. Tem que ter um certo carisma e muita articulação política. Além de apresentar algumas habilidades para um cargo executivo. Não estou dizendo que nossos representantes sejam assim, mas deveriam ser ou nós deveríamos esperar que fossem. Na verdade não é nada disso e todo mundo acaba votando no menos pior.

Mas e senador? O que precisa para ser eleito e o que eles fazem?

O que eles fazem é sempre um mistério porque lemos que eles aprovam essa e aquela Lei e nada muda. As leis discutidas por longo tempo parecem ser as menos eficazes. As votadas às escondidas são as que entram em vigor imediatamente e mudam alguns pontos obscuros da nossa legislação, infelizmente quase sempre mudam para beneficiar um grupo de lobistas poderosos.

E como é que eles chegam lá? Um dos caminhos é se candidatar à vaga no executivo. Um sujeito sem nenhuma chance para ser governador entra na disputa. Tem bastante visibilidade durante um bom tempo e depois faz sua carreira política apoiando-se nessa visibilidade e capacidade e arrecadar fundos para uma campanha. E a campanha de um senador é justamente isso: um sujeito que teve em algum momento grande visibilidade, rico, capaz de arredar muito dinheiro para o partido e que se eleito, vai favorecer os que o ajudaram no processo.

Mas os eleitores também não ajudaram no processo? Claro que não! Eleitor não tem cara, não tem opinião e não tem nada que escolher. Eleitor só vota e pronto. Depois de votar o eleitor vira empecilho  ou contribuinte. É como se houvesse uma metamorfose. Tanto do lado de candidato como do lado do eleitor.

O candidato vira legislador ou executivo e o eleitor vira contribuinte. Qual a função do contribuinte? Pagar impostos! E qual a função do legislador? Ah, isso é só dar uma olhada na lista de senadores e deputados que você vai descobrir que é tudo menos legislar.

Escrito por Duilio Ferronato às 16h49

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Cartão cidadão

 
 

Cartão cidadão

É uma das grandes invenções para diminuir um pouco a burocracia. Mesmo assim você vai precisar de mais um número na sua vida: o PIS. Ainda não consigo entender porque não juntam todos os nossos números num só!

RG, CPF, Título de Eleitor, Reservista, CNH, PIS...e tantos outros que nem dá para lembrar.

Mas eu finalmente fui lá pegar o meu Cartão Cidadão para ver se eu tinha direito a alguma coisa dessas que o governo vive se gabando que dá para as pessoas. Na verdade eu só tenho direito a um FGTS bem antigo que eu nunca tinha retirado no valor de R$ 562,00. Bem, dá fazer bastante coisa com ele. Fui na CEF para desbloquear e até que foi bem rápido. Daqui uns 5 dias o dinheiro cairá na minha conta.

Os outros benefícios, como Bolsa Família, FIES, Auxilio disso e daquilo...eu não terei direito. Que pena. Achei que iria poder ficar em casa e recebendo pelo menos R$ 2 mil por mês sem fazer nada. Mas isso não vai acontecer. Vou ter que continuar trabalhando. A aposentadoria só daqui alguns anos. Talvez eu descole uma vaga como motorista de vereador. Aqui em São Paulo ele ganham uma fortuna.

Numa conversa de bêbados outro dia, um amigo disse que queria investir um pouco de dinheiro para nunca mais ter que trabalhar. Um sonho recorrente de tanta gente. Junta dinheiro, aplica em algo lucrativo e não se preocupa mais. Isso é mais fantástico do que os contos da cegonha. Ainda tem gente que acredita que é possível fazer o dinheiro render sem ficar de olho nele.

Grande parte dos meus amigos investe nessas previdências privadas. Isso me cheira ao maior golpe financeiro de todos os tempos. Eu tenho impressão de que um dia os bancos vão dizer que a empresa que cuidava das previdências quebrou e que ninguém mais vai receber nada ou vai receber só uma merreca. Realmente não sei com tem gente que acredita no sistema financeiro e aposta seu futuro nisso. Tomara que eu esteja errado e que meus amigos e conhecidos tenham uma velhice tranquila e abonada.

Escrito por Duilio Ferronato às 16h52

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Tempo dos ipês

 
 

Tempo dos ipês

No início de junho os ipês começam a perder as folhas e logo aparecem as flores. Os Roxos e os rosas são os primeiros a dar as caras.

Alguns são espetaculares. Além da florada na copa, ainda forram o chão. Fica um asfalto pintado que de longe dá impressão de uma pintura impressionista.

A cidade de São Paulo já chegou a adotar as azaléias como flor típica, ou planta símbolo. Claro que foi desmascarada logo porque alguém avisou que a azaléia não era da mata brasileira e sim asiática. Ops, foi um vexame que já esqueceram. Agora andam dizendo que o ipê será a árvore símbolo da cidade. A prefeitura plantou por todos os lados, e em uns três anos teremos um inverno muito colorido pelas ruas. O que vai dar um jeito bem diferente nessa paisagem meio morta que temos hoje.

A história dos ipês quase foi trágica, chegaram a beira da extinção. Como são típicos das matas da região sul, sudeste e parte do nordeste, onde foram mais 80% derrubadas, os ipês foram usados para todos os lados e pouco replantados até os anos de 1980, quando vários viveiros começaram a valorizar mais essas árvores. Agora já estão fora de perigo, mas difíceis de serem vistas nas matas. Nas matas só sobraram as árvores de madeira mais mole, com pouco interesse comercial. Sorte delas.

Agora lugar de ipê é nas calçadas e praças. E daqui alguns dias os ipês amarelos vão surgir, já dá para ver alguns sem folhas e com os primeiros botões. Vai ser outro espetáculo. Infelizmente o ipê amarelo dura pouco e em menos de 2 semanas as flores já terão desaparecido. E em meados de agosto surgirão os brancos. Esses são fabulosos. As pessoas param para admirar.

Na frente da minha casa tem um branco. Agora ele já está com as folhas secando e caindo. Tenho que varrer todos os dias, mas o espetáculo vai valer a pena.

Escrito por Duilio Ferronato às 15h54

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O torcedor e as lixeiras

 
 

O torcedor e as lixeiras

E os torcedores destruíram várias lixeiras pelas ruas. O que as lixeiras tinham a ver com o jogo? Não dá para dizer que não haja uma relação entre a sensação de vitória e a ilusão de ser indestrutível ou acima de todas as repressões.

Fica mais ou menos como as pilhagens de guerra. Os soldados derrotavam um inimigo e aproveitavam para pilhar a cidade toda aliados ao sentimento de que possuíam tudo e todos depois da vitória. Ontem, depois do jogo, deu impressão que todos tinham sido derrotados. Mesmo os que não torciam para nenhum time ou que nem gostassem de futebol. Que depois dessa vitória, todos teriam se tornado os derrotados e os vencedores teriam direito a tudo.

Hoje surgiram camisetas comemorativas com a frase: Contra tudo e contra todos.

Ih! É guerra mesmo. Estamos perdidos. No fim de semana eles vão pilhar as casas dos que não estão vestindo a camiseta certa.

Talvez esporte seja mesmo um parente próximo da guerra. Um grupo que quer matar o outro. Muitas vezes matam mesmo. Vou até chutar uma estimativa que após grandes decisões, sempre acaba morrendo alguém. Ontem mesmo um sujeito atropelou um grupo de pessoas por alguma desavença boba. Os ânimos estavam sem controle e o que aparecesse pela frente, seria destruído. Lá em Goiânia, um jornalista foi assassinado provavelmente por causa de seus comentários sobre esportes. Esporte que deveria ser um tipo de alucinógeno corretivo, às vezes vira o próprio centro da destruição. Existe um mito grego que diz as olimpíadas foram criadas para dar um tempo nas guerras. Que foi o único jeito que os sábios da época conseguiram provocar uma paz momentânea.

As coitadas das lixeiras, vasos de flores, placas de trânsito, toldos dos comércios, sacos de lixo e o que fosse surgindo pela frente acabaram virando munição para ser jogada no meio da rua. Hoje muita coisa amanhaceu quebrada e algumas pessoas feriadas. Deve ter havido daqueles momentos de fúria explosiva, ou quase um êxtase de destruição.

Bem, de qualquer forma, as coisas vão se acalmando e as pessoas vão lembrar que a vida delas pouco mudou depois dessa decisão. Claro que para os mais fanáticos a adrenalina da vitória foi como uma viagem para lua e essa viagem deixou cravada a vontade de repetir mais vezes essa viagem maluca de adrenalina.

Aliás, a adrenalina excessivamente estimulada foi sempre um jeito para os que têm pouco controle intelectual  virarem campeões que pilham e destroem.

Escrito por Duilio Ferronato às 01h19

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11 quilômetros andando a pé

 
 

11 quilômetros andando a pé

Um almoço de trabalho na Barra Funda. O caminho é fácil. Metrô Marechal e andar uns 900 metros. Pronto. Encontro produtivo, almoço gostoso e conversa boa. Volta a pé pela rua Lopes Chaves, onde fica a Casa da Palavra de Mário de Andrade, que funciona uma das oficinas culturais do Estado www.oficinasculturais.org.br  na próxima semana já começam os anúncios dos cursos para o próximo semestre e as inscrições a partir do dia 16 de julho.

A Barra Funda não para de mudar, não muda com surgimento de prédios grandes, felizmente, mas vai se transformando com reformas bacanas e com um certo cuidado pelo patrimônio histórico. Ainda dá para encontrar construções antigas e bem cuidadas. São muitos galpões antigos de fábricas que viraram ateliês, lojas, restaurantes e até teatros. Bem diferente do Brás, onde tudo foi feito com reformas medonhas.

Podia ter entrado no metrô e ido até o próximo encontro no centro, mas preferi ir andando. Dei uma passada no final da rua Rosa e Silva, uma tia minha morava lá e deu saudade da casa, fui ver como estava. Horrível! Toda a última quadra da rua virou um tipo de cortiço decadente. Ainda bem que minha tia não mora mais lá.  Voltei e continuei pela av. Amaral Gurguel e depois pela rua das Palmeiras. Isso sim é uma visão feia da cidade. Tudo com cara de decadente ou de mal feito. Dá dó dessa área. A rua das Palmeiras tem umas lojas empoeiradas e uns bares com cheiro de gordura. Chegando ao Largo Santa Cecília a coisa não melhora muito, continua tudo feio. Passeio para espantar qualquer turista. Nunca leve seus amigos de fora para passear por essa área.

A avenida debaixo do Minhocão é um terror. Tudo feio e com cara de que vai virar cortiço também. Alguns lugares já viraram e outros estão parecendo abandonados. Essa revitalização do centro parece nunca sair do discurso.

Entrei pela rua General Jardim e fui dar uma olhada nos bichos da loja de adoção, a Natureza em Forma. Tinha uma gatinha malhada que deu vontade de trazer para casa, felizmente resisti. Mas se você estiver querendo um gatinho, passe lá e adote um. www.naturezaemforma.org.br

Fui até o fim da rua, passando na frente do IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil), a reforma do prédio parece não acabar nunca. Os diretores são do tipo que nem conseguem levantar um patrocínio para as obras, mesmo com a construção no país estando numa fase boa. Essa diretoria parece que não entendeu que precisam de uma pessoa para captar recursos.

E fui pela praça da República. Um formigueiro de gente. Entrei pela avenida São Luiz. Esse lugar é bonito. Queria morar num daqueles apartamentos grandes e iluminados. Mas só se ganhasse na loteria. Dizem que custa quase 1 milhão.

Cheguei finalmente à Biblioteca. Como estava adiantado, fui até a sala de leitura de jornais e revistas. Sempre que dá, passo por lá para ler.

E a reunião foi um desastre. Saí de lá irritado. Nem sabia que ainda existia gente que era capaz de defender o regime militar e o porte de armas. Mas um dos sujeitos da reunião fez isso com muita insistência e eu fiquei realmente muito decepcionado.

Saindo da reunião passei por um café na avenida São Luiz muito simpático. As moças parecem estar sempre de bom humor. Fica bem ao lado da Galeria Metrópoles. Café com bolo R$ 5,50.

E fui até a porta do metrô República. Eram tantas pessoas entrando que nem tive vontade de arriscar.  17h30 é uma das piores horas para se andar de transporte público na cidade.

Fui andando pela avenida Ipiranga em direção à estação da Luz, pensei que pudesse pegar um ônibus lá. Fui pelo largo do Paissandu. Tem uma loja de flores ao lado da igreja que vende pimentas para espantar mal olhado. Coisa estranha para se vender ao lado de uma igreja católica, mas aqui no Brasil pode tudo.

E desci a ladeira até o largo do Correio. Cheio de moradores de rua. Um grupo de funcionários da limpeza estava lavando a calçada. Impressionante com são necessárias 3 pessoas para essa função: 1 para direcionar o jato d´água e os outros 2 para segurarem a mangueira. Muita gente para um serviço simples. Mas vai entender essa lógica.

Na avenida Prestes Maia, antes de chegar à rua 25 de Março, tem um loja de bugigangas que dá vontade de comprar tudo. Eles tinham um desses luminosos que você consegue escrever o que quiser. Nem perguntei o preço. Mas agora estou com vontade de voltar lá para comprar.

O trânsito estava macabro. Não ia para frente e nem para os lados e mesmo assim tinha gente acelerando o carro e alguns até buzinando. E ainda tem gente que não acredita que as bicicletas salvarão o mundo.

Cheguei à Estação da Luz, mas os ônibus passavam lotados e resolvi ir andando pela rua Mauá. Essa rua é bem interessante. Lá tem um estacionamento um pouco mais barato se você um dia for fazer compras na Florêncio de Abreu ou na rua Paula Souza. Aliás, essa rua Paula Souza é uma das minhas preferidas ultimamente. Tem tudo para cozinha. Você precisa ir lá um dia desses.

Na rua Mauá também tem um vila inglesa com casa antigas. Conservadas e com um café que serve almoço. Já comi lá uma vez e a comida estava boa.

Virei à esquerda na rua Cantareira. Essa rua tem várias lojas de molduras, parecidas com as lojas da rua Marques de Itu, no centro. Na mesma rua também tem algumas adegas e lojas de embalagens de todos os tipos. Nas esquinas faziam churrasquinhos porque o comércio já estava  fechando.

Entrei na rua São Caetano, rua das noivas. Cada vestido horroroso. Nem dá para acreditar que ainda existam pessoas que gostem desses vestidos. Mas deve ter porque sempre vejo muito movimento por ali.

Atravessei a avenida do Estado. Sempre dá uma tristeza ver o rio Tamanduateí morto e sujo. Mas a lua estava aparecendo e a vista ficou espetacular. Nessa região é que acontece a feirinha da madrugada, ao mesmo tempo em que as lojas começam a fechar, os feirantes já aparecem para arranjar um lugar para suas banquinhas. A polícia fica rondando o tempo todo. Estão em todas as esquinas, mas não é realmente possível controlar tudo.

Na verdade essa feira clandestina já existe há quase 200 anos. Antes ficava justamente na esquina da rua São Caetano com avenida Prestes Maia, bem na frente de onde é hoje a Pinacoteca. Durante o Primeiro Reinado, os comerciantes montavam suas barracas ali porque ficava fora dos limites da cidade. Vejam só: essa região era fora da cidade! E a polícia da época também descia o cacete.

Fui andando pela rua Oriente. As pernas já estavam cansadas. Mas insisti só mais um pouco. A esquina com a rua Barão de Ladário acontece algo estranho: são muitas pessoas atravessado a rua nessa altura indo em direção ao metrô Brás, que fica lá no fim da rua. Parece um rio de gente passando enquanto o resto todo está quase deserto.

Fui chegando em casa e calculei o trajeto usando o site www.webrun.com.br

Escrito por Duilio Ferronato às 12h34

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Paçoca de padaria

 
 

Paçoca de padaria

Na esquina da rua Bresser com a avenida Celso Garcia tem uma padaria que virou restaurante, depois casa de show e agora é tudo junto misturado. Tem até frango assado de televisão de cachorro aos domingos. R$ 17,00 com farofa.

E fica bem entre minha casa e a estação do metrô. Às vezes estou voltando para casa com uma fome de morder poste. Fico resistindo para comer só quando chegar em casa, mas eles têm uma vitrine com pizzas quentinhas. R$ 3,50 o pedaço. Raramente resisto e acabo entrando.

Já vou pedindo uma portuguesa e uma calabresa. Delícia. Resisto ao refrigerante acreditando que com isso vou evitar engordar. Aquela velha mania que todo mundo tem de fingir que vai se livrar dos pneus  economizando no açúcar ou na cerveja. Você passa vontade e os pneus continuam a gritar na frente do espelho.

E falando a verdade é uma boa pizza de padaria. Os moços do balcão são simpáticos e o lugar é quase limpo.

Mas a bomba calórica vem na hora de pagar. Paçoca do amor por R$ 0,50 bem na frente do caixa. A conta fica em R$ 7,50 e saio comendo a paçoca pela rua Bresser.

Delícia voltar para casa com a barriga cheia.

Escrito por Duilio Ferronato às 04h44

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Duilio Ferronato Duilio Ferronato, 46 anos. É arquiteto.

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